quinta-feira, 2 de julho de 2015

Yamada-kun to 7-nin no Majo (Crítica)


Beijos, muitos beijos é o que Yamada-kun to 7 –nin no Majo vai nos cobrir. Sua tela será o palco de um anime vida escolar com uma das primeiras impressões mais ousadas que já vi nos últimos anos. Troca de corpos, uma comédia em meio à confusão que é a vida escolar, debruçada sob uma trama sobrenatural com insinuações ecchi em seus detalhes, nas quais o romance aquece a bem bolada ideia da autora Miki Yoshikawa.
Desde de seu primeiro capítulo a história é clara e simples. Ryu Yamada, que não tira notas boas na escola e leva uma vida tediosa. Ele estuda na mesma classe que a linda e brilhante Urara Shiraishi. Um dia, misteriosamente ele acaba por trocar de corpo colégio ao cair de uma escada com Urara Shiraishi, que não é somente linda, mas uma das meninas mais brilhante do colégio. Após descobrir que o trocar de corpos não foi uma mera coincidência, mas parte do poder de Yamada a narrativa em menos de 10 minutos nos mostra o potencial da adaptação. Após o ocorrido eles acabam se unindo a Miyamura (um dos alunos que deseja ser o próximo presidente do conselho escolar) e Itou (tarada por fatos sobrenaturais) que reabrem o clube de Fatos Sobrenaturais do colégio. E com isso as aventuras do encrenqueiro Yamada e Cia começam a caçada pelas 7 bruxas, como o nome da obra sugere.
O anime completou 12 capítulos cheios de intrigas, com uma intriga de deixar o telespectador grudado para saber o que aconteceria a cada novo episódio. Mas, infelizmente o ponto negativo da adaptação começa, bem em seu desfecho. O aparente formato apressado de Yamada-kun 7–nin no Majo não tirou o desprazer de acompanhar, de forma alguma pelo contrário, a direção está de parabéns por conseguir conduzir a enorme carga do mangá para as telinhas. No entanto, talvez o anime necessitasse de um segundo arco para fechar com chave de ouro. Pois a maneira como a direção optou por terminar aparenta pedir por mais da história para que seu término seja mais satisfatório.
O roteiro ficou por conta do experiente Yokote Michiko, o mesmo de animes como Shirobako, Genshiken series, Nourin, Senyuu, xxxHOLiC, entre outros. Ele soube lidar bem com o ritmo acelerado e trabalhou seus personagens com virtude, apesar de ter deixado algumas pontas soltas ainda em certos personagens. Pois, enquanto ele foi excelente até mesmo nos secundários, houve momentos que pensei: “Se aquele personagem ou mesmo aquele tivesse sido um pouco mais aproveitado”. Claramente o desfecho não teria sido alterado pela ênfase nos secundários ou até terciários, mas certamente traria mais riqueza e fortalecimento para que o enredo crescesse e desse uma chance para um segundo arco.
Quanto ao cast de dubladores não tem do que reclamar dos conceituados. A dupla de protagonistas tem seiyuus bem conhecidos. O Yamada tem a voz do excelente Osaka Ryota (Staz de Blood Lad; Nagate de Sidonia no Kishi, Tokimune de Argevollen; Watari de Shigatsu wa Kimi no Uso), enquanto a Urara vai ter a voz da conhecida Hayami Saori (Miho de Bakuman; Saki de Higashi no Eden; Miyuki de Mahouka; Ayase de Oreimo; Emi de Shigatsu wa Kimi no Uso). A trilha sonora é outro ponto enfático. O tema de abertura fica para o famoso pianista WEAVER com a canção Kuchizuke Diamond, que traz leveza ao tema escolar, e ao mesmo tempo confusão em suas leves tocadas no piano, quando as imagens das bruxas passam a estar mais evidentes. No encerramento, a novata Mimi Meme MIMI com a música Candy Magic. Ela debutou em 2014 com seu primeiro mini álbum e impressionou a staff que acabou chamando-a. De fato o encerramento não seria o mesmo sem sua promissora voz.

No que diz respeito a animação o estúdio Liden Films (Aiura, Senyuu series, Terra Formars) assume a responsabilidade. Mas não foi nada demais. O que mais chama atenção foi o trabalho da character design Eriko Iida, que já trabalhou em animes como Accel World e Fairy Tail.
Se você está à procura de uma boa comédia colegial, com insinuações ecchi não tão exageradas e um toque de mistério esse anime é a escolha da vez. Certamente estará entre um dos melhores da temporada, apesar do final insatisfatório, seu conteúdo não desfavorece a excelente obra que é.


Nota: 7.7
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