REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Crítica Turma da Mata: Muralha

Se você achava que as Graphic MSP do Astronauta seriam o máximo de uma estória adulta e um pouco mais pesada que esse novo selo poderia ter, Turma da Mata veio para acabar com isso. Uma trama política, com traições e uma trama bem direta, mas bem complexa.
 Turma da Mata: Muralha conta a estória de um reino comandado pelo jovem Rei Leonino II. Certo dia, após um acidente, seu transporte cai no meio da mata e ele é dado basicamente como morto. Assim, o senhor Fuinha se aproveita da situação e busca se tornar uma liderança no reino, forçando seu escrivão, Jotalhão, a criar e realizar determinadas atitudes ilegais, para o primeiro obter seu domínio.
 Nos pontos positivos, se pode começar com a genial arte de Roger Cruz. É simplesmente fantástico o trabalho que ele realiza, seja na divisão de quadros ou no aspecto dos protagonistas e secundários. Os traços e detalhamentos de cada um dos personagens é algo digno de aplausos. O sentimento de imersão se torna muito forte. Continuando, com a colorização sensacional de Davi Calil. Ela colabora na dimensão dos traçados, além de aumentar mais o clima total que a estória consegue passar. É a arte numa de suas formas mais belas. Por último, o roteiro. Esse que eu possuo críticas e elogios, mas creio que as críticas não estão relacionadas numa culpa ao roteirista Artur Fujita. Toda a narrativa é muito bem trabalhada e todas as subtramas muito bem realizadas. No desenrolar da linha narrativa, ao observar as interações entre os componentes da Turma da Mata, é uma das coisas mais divertidas ao ler esse quadrinho. A utilização de uma trama política devido a muitas tiras da Turma da Mata terem sido críticas ao regime militar, foi algo também extremamente inteligente.
Pelo lado negativo, se pode começar, como dito anteriormente, com o próprio roteiro. Uma trama que é tão bem trabalhada e é criada de uma maneira tão complexa, não dá para ser resolvida em tão poucas páginas. É bem claro, após ler a HQ, que as páginas não dão nem um pouco em conta do que toda a estória poderia ser. Uma continuação é muito necessária. Outro ponto que poderia ser melhor trabalhado é em relação a capa escolhida pela Panini. Nos extras que a revista contém, é possível ver outras possíveis capas melhores do que a escolhida, mas creio que essa chame mais atenção.
 O final da narrativa é até interessante, mas cai num clichê de lugar comum. A continuação me pareceu bem certa pelo fim, mas ainda não possui confirmação oficial. Apesar disso, o apelo todo é valido por uma necessária continuidade para essa grande estória, que precisa de um universo expandido.
 A edição trazida pela editora Panini possui o preço que já estava sendo das últimas edições da Graphic MSP (31,90 para capa dura e 21,90 para capa cartonada), mas é bem possível achar em lojas grandes o preço mais barato. O acabamento geral é o padrão bem bonito de sempre, apenas a reclamação com a capa da HQ. Os extras também são excelentes e complementam bem após a leitura.
Turma da Mata: Muralha é um dos quadrinhos mais adultos lançados pelo selo da Graphic MSP. É uma estória bem diferente do que é possível ver e possui muitos pontos positivos nos seus aspectos técnicos principais, apesar de uma necessária melhora que deveria acontecer no roteiro.

Nota: 8,6/10

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Crítica Corrente do Mal

Os filmes de terror mais recentes têm tido o objetivo cada vez mais de assustar do que o medo. Assim, os longas genéricos desse gênero se mostram cada vez em maior quantidade no cinema contemporâneo e quando é visto algo que sai desse padrão, é preciso comemorar e assistir.
 “Corrente do Mal” conta a estória da jovem May (Maika Monroe) que leva uma vida bem tranquila, mas que muda tudo após um sexo com sua paquera. O garoto explica que ele carregava em seu corpo uma força que o perseguia e podia ser passada apenas pelo sexo. Enquanto ela pensa se passará para outra pessoa ou não, a jovem é perseguida por um ser estranho que pode mudar sua forma e imagem e não vai parar de persegui-la.
 Os pontos positivos são muitos. Começando com a ótima analogia que o filme trabalha. O problema da DST, tão presente no cotidiano de jovens no mundo, é trabalhado de uma forma extremamente inteligente e se torna bem claro que o ser representa isso. Continuando com a ótima direção de David Robert Michell (seu primeiro trabalho como diretor e roteirista). Ele cria alguns bons planos longos e consegue de passar o medo de uma das melhores formas possíveis: mostrando a reação das personagens. Além disso, a câmera girando em certas situações conseguem criar uma tensão constante durante as cenas. Seguindo com a ótima trilha sonora de Rich Vreeland. Ela passa todo o mistério e terror naquela situação além de lembrar de uma forma muito bela alguns filmes do mesmo gênero dos anos 80 (poucos acordes que não saem fácil da cabeça). A fotografia do longa também merece ser destacada: com sempre tons mais escuros que ajudam a melhorar na atmosfera da narrativa. Por último, o roteiro. Longe de ser perfeito ou uma das melhores coisas, ele consegue cumprir bem seu papel. Possui certas falhas, certos diálogos estranhos, mas não atrapalha no andamento da estória.
 Pelo lado negativo, é necessário começar pelas péssimas atuações. A protagonista Maika Monroe é a que mais se salva, mas o resto do elenco está bem fraco. Todos pouco mudam a expressão na maioria das cenas e se destacam pelo lago negativo. Continuando com o desenvolvimento de personagens. Essa que foi a parte mais fraca do roteiro, com algo bem raso na maioria dos personagens da trama. Seguindo, com alguns fortes erros de continuidade que incomodam bastante o telespectador. É bem claro em algumas cenas coisas que somem, em outras fica um pouco menos perceptível, mas estão ali. Para finalizar, o clímax do longa foi um pouco abaixo do esperado. Ele consegue criar um bom clima de tensão, mas para um filme de terror, é de se esperar uma situação bem mais aterrorizante do que a ocorrente.
 O final é uma das coisas mais aterrorizantes que pude ver nos últimos anos. Os últimos frames de deixar qualquer um arrepiado e fazer o que toda da narrativa de terror deveria fazer: não sair da sua cabeça o medo. A tensão constante vai ser uma das coisas mais normais após assistir essa grande película independente.
 Corrente do Mal é um dos grandes filmes de terror dos últimos anos. Não se tornará um clássico do meio, nem nada parecido, mas consegue manter um medo no telespectador que a maioria dos longas não conseguem. É sempre bom após assistir uma obra cinematográfica não parar de pensar sobre ela durante alguns dias e “Corrente do Mal” faz isso de uma maneira aterrorizantemente boa.

Nota: 8,3/10

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Crítica 1ª temporada Unreal

Fazer séries com temas fora do comum tem se tornado cada vez mais difícil. A criatividade da maioria dos roteiristas acaba entrando numa mesma mesmice, que atrapalha muito aos amantes do audiovisual, mas devemos aplaudir sempre que algo que difere aparece. Assim, Unreal chega como uma grata surpresa nessa temporada de seriados, com uma forma e uma estória totalmente inovadoras.
 Unreal conta sobre os bastidores de um programa reality show de TV sobre namoros. Assim, temos a protagonista Rachel (Shiri Appleby) que é a assistente de palco responsável pela manipulação de certas reações e ações de todos os participantes dentro do show, para dar uma maior visibilidade e polêmica, que a produção deseja.
A série retrata de forma bem clara sua crítica aos programas de reality show que, mesmo o público não achando, são devidamente roteirizados e feitos de maneira a trilhar determinado caminho. A questão é que essa crítica é realizada de uma maneira muito bem-feita, mesmo com certos exageros. O grande ponto é que poderia ter sido um outro estilo de programa abordado, mesmo esse tendo funcionado muito bem.
 Começando pelos pontos positivos, é necessário destacar as atuações. Todas estão devidamente bem realizadas e bem encaixadas. Shiri Appleby precisa ser indicada a alguma premiação grande, se o mundo for justo, pois encaixa de maneira fantástica na sua personagem e cria uma apatia e antipatia ao mesmo tempo pela personagem, algo devidamente impressionante. De ponto mais fraco nas atuações, apenas destaque em Freddie Stroma, que está abaixo da maioria, mas não compromete. Seguindo pelo ótimo roteiro. Reviravoltas acontecem em uma quantidade bem grande durante toda a temporada e criados de maneira espetacular. Alguns diálogos são dignos de aplausos e a construção dos personagens também é ótima. A direção dos episódios é boa, mas nada mais que isso. Deve ser colocada como positiva pois alguns planos e andamentos conseguem fugir do padrão, mas está longe de ser a melhor coisa da série. A trilha sonora também deve ter seu destaque. Complementa bem em muitas situações e a música não-original em algumas finalizações de episódios é muito bem utilizada.
 Pelo lado negativo, devemos começar com certas coisas um pouco forçadas. Por exemplo, a adição de uma personagem no meio da temporada com objetivo apenas de criar uma intriga, que não consegui engolir. Além disso, a adição de outra personagem já mais para o final de uma maneira meio sem sentido. Seguindo, a direção de fotografia da série é bem fraca. Não sai muito de um padrão bem comum e pouco adiciona na estória, servindo para apenas estar ali.
 O fim da temporada não chega a ser muito fraco, mas ficou um pouco decepcionante pelo total que a série fez. O episódio final vinha numa ótima onda e continuidade, mas se perde demais nos 10 minutos finais, meio que tentando deixar tudo em aberto de uma maneira bem esquisita. A questão é que ocorre um fechamento no arco narrativo desses 10 episódios e o que poderá acontecer no próximo ano do seriado? Só resta aguardar.
 A primeira temporada de Unreal foi uma grata surpresa no mundo das séries. Uma estória que fugiu muito bem do padrão e criou um arco narrativo totalmente diferente do que se vê na TV atualmente. Longe de ser a melhor coisa dos últimos anos, mas uma diversão muito bem trabalhada e pensada. Gosto quando algo mais comercial nos faz pensar e refletir um pouco e Unreal faz esse papel muito bem.


Nota: 8,1/10

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Hitman: O Agente 47 - Crítica


Por Yuuko

A inteligência é a maior das nossas armas, não há arma melhor que a capacidade de pensar e reagir em situações de perigo. Não é sempre que a força ou indestrutibilidade vai ter levar à frente. Hitman: O Agente 47 trata exatamente de como a inteligência é capaz de vencer a força, por mais que você possa ser derrota por alguém mais forte que você; há inúmeros momentos em que essa pessoa vai falhar, pois é incapaz de utilizar a inteligência como você. O Agente 47 tem a missão de destruir uma agência que está tentando recriar a origem de 47, pessoas sem dor, sem medo. Sutil? Nem tanto. Mas com o toque musical que remete a Quentin Tarantino, a elegância e beleza dos ternos italianos, da lã italiana, e melhor que qualquer cena de missão impossível. Hitman trás um filme de ação, que não é óbvio, talvez esse seja o principal ponto que te faça continuar assistindo, apesar de ser um filme simples e curto, pode-se até prever algumas coisas, mas o desenrolar da história te surpreende muito mais do que se conseguiria imaginar. Ação, morte, sangue, você pensa que todo filme de ação é assim; inegável, mas com certeza seu coração vai parar quando você vir as cenas mais rápidas, os carros em velocidade, as cenas de perigo e a forma com que as pessoas saem da situação. Hitman é aterrador e o seu final deixa um gostinho de quero mais. A quase certeza de que terá uma continuação; esperamos que tenha.
Hitman: O Agente 47, não é apenas um roteiro baseado em um jogo, Hitman é a possibilidade de uma franquia infinita (tendo uma história inédita ou não), pois seu foco pode ser ampliado para todo tipo de missão. E isso talvez torne este filme um dos melhores do semestre. Tendo sido muito bem dirigido por Aleksander Bach e tendo apresentando uma das melhores encenações que já pude presenciar no cinema. Por 47 ser uma pessoa sem emoções, trabalhá-lo em cena deve ter sido um desafio para Rupert Friend. Um desafio que ele venceu com maestria.
No entanto, Katia van Dees (Hannah Ware) permaneceu um pouco apagada, apesar da ótima atuação, sua personagem, apesar de ser a motivação para a história ocorrer, não teve um desenvolvimento e aprofundamento que poderia ter, afinal, nada realmente relevante sobre ela ou o Agente 47 foi explicado, além de suas origens. Apesar do público ter dificuldade de entender que este não é um clássico filme de Hollywood (em que o telespectador é guiado ao longo da história) a troca de câmera entre observação e ação faz com que se crie uma identidade diferente de filme. A história foge do clichê de companheirismo, amizade e ajuda. Se 47 tem uma missão ele irá cumprí-la de qualquer jeito, independente do que seja necessário ser feito, talvez isso crie aversão em alguns espectadores, mas, muito pelo contrário, é o verdadeiro encanto desta obra. Mostrando na tela dos cinemas exatamente o que prometeu fazer, ser atipico.
Os efeitos sonoros foram muito bem trabalhados, para qualquer situação há uma música muito bem colocada. Deixando qualquer cena simples muito mais divertidas. A direção de fotografia fez um trabalho quase impecável, afinal, uma simples troca de câmera fará seu coração parar. Hitman foi lançado no período ideal, sem nenhum filme clichê para ofuscar sua grandeza. Não necessitando de mais de duas horas de duração, este filme fará você ânsiar pela cena seguinte a todo momento. Sim, sua curta duração é explicada por "os fins justificam os meios", esses "meios" podem ser ignorados, afinal tudo que você quer ver é o fim. 

Nota 9.2

Review Fear The Walking Dead S01E02 – So Close Yet So Far



Com o drama familiar estabelecido, agora vemos que de fato a série vai trabalhar com o crescimento do terror que está lá fora conforme avança. E prova com esse segundo momento seu potencial como Spin off. Desafiando seja com o medo do desconhecido pelas pessoas, ou pela mentira implantada aqui e alí por alguns personagens que sabem da verdade.
O modo como os diretores estão optando por trazer o medo nas cenas provou-se efetivo. O perigo apresentado não chega a ser os Zumbis em si, mas os seres humanos. Nesse contexto, os protagonistas tentam contornar a situação trazendo para perto seus entes queridos, o que dá ainda mais credibilidade a série, pois o plano de separação no capítulo trabalha com eles individualmente com cenas bem convincentes. Acredito que a de maior destaque delas tenha sido quando Nick (Frank Dilane) tem uma crise de convulsão, impedindo que sua irmã saia de casa sob o perigo de ir lá fora. Sem dúvida o ator Frank Dilane mostrou a que veio.
Curiosamente So Close Yet So Far traz a atual opressão policial da sociedade americana. Após um morador de rua ser assassinado por um policial de Los Angeles, a população se revolta e inicia uma grande manifestação. Enquanto a polícia está diante de uma situação de risco em que não consegue entender o que está acontecendo com as pessoas, sua preocupação aumenta ao se ver encurralada pela fúria da população buscando vingança.
O caos começa a ser implantado a partir desse ponto em diante, toma-se por ideia de como tudo realmente começou vendo de perto como a população reagiu a que não entende. Enquanto Travis fica preso numa loja por voltar para livrar sua ex-mulher e seu filho; Madison Clark (Kim Dickens) tem seus próprios problemas, quando Nick fica a beira de uma crise e os meios de comunicação e a rede elétrica começam a falhar, ela teve de ir até a escola para buscar remédios a seu filho. Lá ela reencontra o nerd Tobias, o único que acredita o apocalipse zumbi é real. É quando temos o embate real contra um zumbi, sendo este o diretor do colégio. A sequência produz a ação que o suspense tanto desenvolveu exclusivamente para esse momento.
O que deve causar irritação são a omissão dos fatos que Travis e Madison dão aos seus filhos, ao invés de explicar a eles a verdade. Apesar, desse fato ser visto como parte do suspense da trama, a meu ver se demorar demais para que eles sejam mais abertos com seus filhos pode causar problemáticas no desenvolvimento dos mesmos. A cena que Alicia fica indignada quando a mãe a impede de sair de casa para impedir que o seu vizinho continue atacando outra vizinha foi importante para deixar claro o silêncio e a preservação que os pais tem pelos seus, mas repito, se demorar para que os jovens também saibam o que de fato está acontecendo pode ser problemático para a construção de ambos os personagens.
O episódio 2 de Fear The Walking Dead segue com um ritmo melhor que o esperado. E promete muito drama familiar aliado a mais reações humanas do que zumbis como centro da trama. O que tem sido perceptível foi o clima de filme apocalíptico se formando, com a dosagem certa do suspense.

Scream (Série) – Crítica



Baseado na franquia de terror/suspense de Wes Craven sucesso dos anos 90, Scream conquistou muitos fãs com sua quadrilogia. E agora em 2015 tivemos a volta do assassino mascarado e suas ligações ameaçadoras. Com uma nova roupagem a série de TV passada pela MTV veio para encantar jovens e para fazer novos fãs da franquia, mas que ainda chegou a agradar alguns dos antigos.
A nova máscara intimidou o público no início, mas para se consolidar terá de suar bem mais para agarrar mais e mais fãs. A trama televisiva tem como plano de fundo a pacata Lakewood, onde temos a jovem Emma Duval (Willa Fitzgerald) como a protagonista. Durante toda a trama houve ameaças do assassino direcionadas a ela, entretanto, diferentemente dos longas, essa primeira temporada não deixou espaço para que a mesma pudesse reagir, com exceção do final. Com relação ao elenco pode-se dizer que tivemos os clichês da franquia, mas com a devida atualização para a nova história. O que fez de Will (Connor Weil) o namorado, que apesar dos erros que comete sempre tenta fazer o certo.
Uma das grandes novidades adicionadas foram as referências deixadas aqui e alí durante os diálogos. Como as citações de clássicos do terror como: Haloween. Ou mesmo as séries de tv: Hannibal e How To Get Away Of Murder. O que foi de grande agrado do público saber como a série soube brincar tão bem com essas metalinguagens. Um dos personagens que se destacou por fazer a ponte entre as referências foi Noah Foster (John Carna), ‘impossibilidade de se fazer uma série baseada em filmes de psicopatas. Filmes de psicopata passam muito rápidos’, o geek afirma em uma das suas frases mais icônicas.
Outros como o misterioso Kieran (Amadeus Serafini) ou a ‘barbie’ do colégio Brooke (Carlson Young) e Jake (Tom Maiden) desempenham papéis comuns a trama. Já Bex Taylor-Klaus que faz Audrey junto de Noah Foster foram de fato os personagens que mais demonstraram desenvolvimento. Não só na trama, mas individualmente ambos cresceram para uma segunda temporada, e voltarão mais preparados que os outros.
A repaginada para TV trouxe consigo as novas ferramentas da geração atual, como Facebook, Twitter, etc. A julgar por se passar na MTV é de se esperar que tenhamos em mãos um produto adolescente. De fato, não foi diferente, no entanto, tivemos algumas mortes que podem ser consideradas boas tentativas de fugir do habitual facadas. E por essa tentativa ter ocorrido, que foi possível se recuperar parte da audiência que a série obteve no seu piloto, mas que após seus três primeiros capítulos foi perdendo espaço. Um adendo aqui, se a produção tivesse optado por se utilizar um pouco mais de gore da metade para o final certamente teria melhorado ainda mais sua capacidade de persuasão perante aos assinantes.
Um ponto positivo esperado como a maioria das séries da MTV é na trilha sonora, que não deixa nada a dever. O que foi visto nessa primeira temporada foi uma boa tentativa de pôr o nome da franquia na TV, mas que ainda precisa se arriscar mais nas mortes de seus personagens. O suspense foi bem definido no último capítulo. O que a série ficou devendo foi ousadia tanto de direção quanto de personagens como citado acima, a protagonista Emma pouco se desafiou, quando pensou-se que ela faria diferença, acabou falando demais, e quando precisou agir não provou ser eficiente.


O assassino não teve muitos momentos de perseguição como o esperado, e espera-se que esse detalhe seja recuperado numa próxima temporada. Não obstante, as cenas, nas quais aparecia foram rápidas e conclusivas. Como já mencionei, nenhuma ousadia, a não ser por uma cena, onde houve uma tentativa escapista do clichê das mortes.
A nova mitologia de Scream usa o elenco mais adulto para se chegar ao juvenil com mais facilidade. Tentando ligar ao máximo os personagens para que rapidamente o público passe a se importar com eles. Isso a série fez muito bem, nos fazer torcer por aqueles que vemos em tela, mas que no fim das contas desejaremos que alguém morra, ou que alguém sobreviva. É uma aula de roteiro dada pelos escritores da série, de fato. Uma característica que a série absorveu bem dos filmes e conseguiu passar com excelência.
A primeira temporada de Scream diverte, e agrada o público juvenil em sua maioria. Os adultos que tiverem uma mente mais aberta para uma nova página na franquia, podem se surpreender.

Nota: 7.4


Novidades da D23 Expo 2015


 
Como foi anunciado na nossa fanpage do Facebook, cá está nosso post especial sobre o que a Disney e Pixar trarão como novidade nos próximos anos! Lançamentos, sequencias e mais! Senta aí que já vem história. :)

Lançamentos Walt Disney Animation Studios:

Zootopia!
Sinopse (via Walt Disney Studios BR): A moderna metrópole de mamíferos chamada Zootopia é uma cidade diferente de todas as outras. Composta de bairros-habitat como a elegante Sahara Square e a gelada Tundratown, é uma grande mistura onde animais de todos os ambientes vivem juntos — um lugar onde não importa o que você é, do maior elefante ao menor musaranho, você pode ser qualquer coisa. Mas quando a otimista policial Judy Hopps chega, ela descobre que ser a primeira coelha numa força policial de animais grandes e fortes não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela agarra a oportunidade de solucionar um caso, mesmo que isso signifique formar uma parceria com o raposo falante e vigarista Nick Wilde, para desvendar o mistério.



Zootopia dos Estúdios Walt Disney Animation é uma comédia de aventura dirigida por Byron Howard (Enrolados, Bolt - O Supercão) e Rich Moore (Detona Ralph, Os Simpsons) e codirigida por Jared Bush (Penn Zero: Part-Time Hero) e estreia nos cinemas em 3 de março de 2016.


GiganticSinopse (via Walt Disney Studios): Ambientado na Espanha, durante a Era dos Descobrimentos, Gigantic da Disney segue Jack, louco por aventuras, enquanto ele descobre um mundo de gigantes escondido nas nuvens. Ele trama um grande plano com Inma, uma menina de 11 anos, com mais de 18 metros de altura, para ajuda-la a encontrar o caminho de casa. Mas ele não leva em conta sua personalidade gigantesca, e quem diria que gigantes eram tão “pé no chão”? 


O filme terá o título em inglês de Gigantic e será dirigido por Nathan Greno (Enrolados). E prepare-se para mais músicas grudentas: Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, os responsáveis pelas canções de Frozen, farão os hits de sucesso do longa-metragem. Gigantic estreia nos cinemas em 2018.

Moana
Sinopse:
A história da princesa Moana se passa há dois mil anos atrás, ela é a caçula de uma família de navegadores que de repente param de viajar pelos oceanos sem motivo aparente. No entanto, depois de perder a avó, Moana decide embarcar numa jornada pelos mares atrás de uma ilha mágica, que sua avó sempre falava. Durante a viagem, ela encontra Maui, um lendário semi-deus, que será seu herói e a ajuda a lutar contra vários obstáculos marítimos.


Os renomados diretores John Musker e Ron Clements (A Pequena Sereia, A Princesa e o Sapo, Aladdin), e o produtor Osnat Shurer (curtas da Pixar indicados ao Oscar One Man Band, Boundin) mostraram um teste de filmagem inicial e revelaram planos para a inspiradora trilha sonora do filme.Foi anunciado que o filme chegará aos cinemas americanos dia 23 de Novembro 2016, sendo Moana a primeira princesa polinésia da Disney.

Lançamentos Disney-Pixar:

O Bom Dinossauro
Sinopse(via Walt Disney Studios BR):
E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos? A Disney*Pixar leva você para uma aventura nada jurássica no mundo dos dinossauros onde conheceremos o Apatossauro Arlo, e seu novo amigo Spot, um humano. Juntos eles descobrirão o valor da amizade em uma jornada repleta ação e humor.



Dirigido por Peter Sohn, “O Bom Dinossauro” estreia nos cinemas brasileiros em janeiro de 2016.

COCO
Sinopse(via AdoroCinema):
Inicialmente intitulado Dia de Los Muertos, agora o longa-metragem chama-se Coco. Dirigido por Lee Unrich (Toy Story 3)
, o filme trará, segundo a própria Pixar, "a celebração de uma vida, quando há a descoberta de mistérios oriundos de antigas gerações de forma a promover a mais extraordinária e surpreendente reunião familiar".
Achou a sinopse abstrata demais? Pois o diretor explicou um pouco melhor a trama do filme: "Em nossa história a celebração do Dia dos Mortos serve como um perfeito pano de fundo para que nosso personagem principal questione de onde veio, qual é o seu lugar na família e como as famílias permaneceram unidas ao longo dos tempos através do simples ato da lembrança".


COCO tem lançamento previsto para Novembro de 2017.

Sequencias Disney-Pixar:

Infelizmente ainda não há maiores informações sobre Procurando Dory, Os Incríveis 2, Carros 3 e Toy Story 4, mas vamos deixar aqui os posters e as datas previstas para a estreia de cada um. ^-^

Procurando Dory - ??/??/2016
Uma história inédita, que volta a reunir Dory e os amigos Nemo e Marlin em uma busca por respostas sobre seu passado. Do que ela consegue se lembrar? Quem são seus pais? E onde ela aprendeu a falar baleiês?


Os Incríveis 2 - ??/??/2016


Carros 3 - ??/??/2017


Toy Story 4 – 15/07/2017
O filme será uma história de amor sobre Woody e Beth, segundo o presidente da Disney, Jim Morris, e mostrará Woody e Buzz tentando encontrá-la (Beth desapareceu no terceiro filme).

E aí pessoal? Qual deixa vocês mais ansiosos? Deixem aqui nos comentários o nome dos filmes e nos acompanhem no Facebook para mais informações sobre sobre cada um dos títulos da matéria. :)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Minicast #11 Anime Arslan Senki EPs 20 E 21



Passamos da metade da temporada, houve maior discussão ao invés de uma divisão de episódios como sempre fazemos. Discutimos sobre um email de uma ouvinte. E depois debatemos, mas principalmente fizemos suposições sobre como a história da primeira temporada de Arslan Senki vai finalizar.

Dê play para um universo épico!!!

Link de download:
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Crítica 1ª temporada Narcos

O Netflix inovou mais uma vez. Chegou com mais uma série original retratando sobre a vida de um dos maiores e mais famosos narcotraficantes de todos os tempos: Pablo Escobar. Além disso, o canal de streaming veio com toda a força latina nesta produção. Atores e direções de brasileiros, colombianos, mexicanos e etc.: uma verdadeira mistura americana. Narcos se provou a série mais diferente do Netflix, mas falhou sendo um pouco abaixo do que poderia.
 A estória de Narcos se baseia nos anos de ação do famoso narcotraficante Pablo Escobar (Wagner Moura), mas dá um enfoque especial para o policial do DEA e investigador do fora-da-lei, Steve Murphy (Boyd Holbrook), sendo esse o protagonista, que junto com seu parceiro Javier Peña (Pedro Pascal) buscam encontrar e apreender Escobar.
 Começando com os pontos positivos, é importante destacar dois: a direção geral e a de fotografia. As duas fazem um papel genial sob a trama. Uma verdadeira aula de utilização desses elementos para complementar a estória. É importante lembrar que temos a participação na direção de dois brasileiros: José Padilha e Fernando Coimbra, o primeiro sendo também produtor executivo. Seguindo pelo sensacional roteiro que, mesmo com as falhas que relatarei melhor, consegue captar qualquer um e os excelentes desenvolvimentos dos personagens, com arcos totalmente bem definidos. Continuando pela maneira da narrativa de passar a estória para o telespectador. Os episódios têm todos a narração do investigador principal Murphy, além de intercalarem com cenas reais, o que deu uma maior credibilidade para a série. Sobre as atuações, ela possui alguns que realizam uma ótima interpretação e outros que nem tanto. O destaque positivamente vai para Wagner Moura, que está perfeito no papel, e Pedro Pascal. Por último, a trilha sonora também possui sua genialidade a parte. O clima da música latina dá um toque de beleza, originalidade e realidade nos 10 episódios, que não é qualquer seriado que consegue fazer. Além disso, a abertura é simplesmente fantástica. Confesso que virou minha favorita de todas as séries que vejo atualmente.
 Nos pontos negativos, há alguns poucos destaques. Começando com a continuidade dos episódios, que parece não ter sido visionada direito. É bom lembrar que a continuidade é a necessidade de algum elemento que foi posto na trama continuar aparecendo, independente dos cortes laterais. Alguns momentos me deixaram extremamente intrigado por esse erro, até bem básico. Seguindo com algumas atuações que me incomodaram. O policial protagonista, Murphy, que em nenhum momento me passava credibilidade, a esposa de Pablo, Tata (Paulina Gaitan) e a esposa de Murphy, Connie (Joanna Christie) são os casos mais claros e que mais atrapalham no desenvolvimento da narrativa. Por último, a linha temporal nos primeiros episódios, feita de maneira bem estranha, atrapalha no entendimento em muitas ocasiões. Me vi perdido no tempo em que os eventos ocorriam pelo menos umas 3 vezes.
 O final dessa 1ª temporada possui uma abertura gigante para uma continuidade. O season finale pode não ter sido o melhor dos mundos, mas possui um interessante pensamento no desenrolar que as próximas temporadas poderão oferecer, na continuidade dos reais acontecimentos que levam a morte de Pablo, em 1993.
 Narcos começou com uma ótima primeira temporada. Mostrou logo de cara seu valor, dando uma aula em muitos aspectos, mas quando realizou falhas, elas foram crucias para uma perda de força em alguns momentos da série. Apesar disso, foi interessante ver o Netflix, pela primeira vez, investindo numa série com uma força latina bem grande e, possivelmente, levando o ator brasileiro Wagner Moura a vitórias em muitas premiações nos próximos anos.

Nota: 8,6/10

Podcast #14 Sense8 Primeira Temporada



Em uma longa discussão, falamos sobre toda a primeira temporada de Sense8 lançada esse ano de 2015 pelo streaming Netlfix.

Discutimos os trabalhos anteriores dos irmãos wachowski, em como eles se encaixaram perfeitamente neste seriado. Aonde foram postas relações humanas levadas ao máximo. Literalmente.

Dê play para um universo, onde você não é mais você, mas é também um NÓS!


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