REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

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SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01x06 FINAL – The Good Man


Agarre-se a vontade de viver, dê mais um passo, siga em frente. Ou para o expectador agarre-se a uma almofada pois esse foi o final da primeira temporada de uma minissérie que já deixa saudades. Quando anunciaram o spin off de The Walking Dead, era de se imaginar algo diferente e precedente ao carro chefe da série principal. Mas quem imaginaria ser tão digna quanto a principal.
Em The Good Man tivemos tempo para cada núcleo se desenvolver, o que ao final é o que se espera. E percebe-se que o nome do capítulo que dará desfecho faz jus ao nome, pois tudo nesse final flui de acordo com a decisão tomada por Travis no início do episódio. E termina com ele. Aqui tivemos a invasão ao complexo, ao resgate de Nick e Liza. Pontos sutis e importantes pipocam nessa parte. O primeiro deles é a sutileza da cena em que o grupo de Maddy e Travis deixa sua casa e percebe uma família vizinha a jantar como se não estivessem à beira do apocalipse. Em seguida a cena de Liza e a doutora Exner quando se chega a conclusão de que a ajuda não virá (algo que lembra a Lost), ou seja, para onde ir, mesmo que escape.
A construção dinâmica da cena em que Daniel Salazar caminha calmamente até a entrada do complexo e alerta aos guardas que não gastem balas com ele. E aponta para o exército de dois mil zumbis, que ele soltou do estádio. Particularmente esse momento economizou tempo com diálogos inúteis partindo direto para o que interessa, sem delongas.

Apesar de pouca participação, a cena em que Alicia e Chris são abordados por soldados poderia ter terminado bem pior se fosse uma série da HBO. Mas como estamos falando da AMC a cena termina com um nocaute, que deixa no ar se eles irão ou não encontrar o grupo novamente. Quando vemos a transformação de Travis vir à tona, quando a confiança é quebrada e uma grave consequência do ato de confiar é violado. Pois claramente o princípio da mudança do personagem ocorre em Cobalt, quando se põe em cheque a discussão sobre o uso das armas. Não deixa de se levar em consideração o momento atual americano sobre o debate da posse ou não de armas que voltou aos jornais e televisões do país, com um novo atentado dentro de uma escola. É como se as armas tivessem vencido a discussão, ainda que Travis tenha motivos de sobra para puxar o gatilho.
Ao conseguir resgatar Nick e seu novo amigo de terno (Mr Strand), o grupo liberta os presos não transformados. E a história toma rumo graças a Strand, que possui uma casa de praia, que foi o plano de fundo para conclusão de alguns personagens. Liza indica que ama o filho, nesse momento percebe-se que algo não está certo. É quando Maddison a segue pelos rochedos e ela mostra que foi mordida. Antes mesmo que a Maddy puxasse o gatilho, os roteiristas deram essa chance a Travis para evidenciar ainda mais sua mudança como personagem.



A primeira temporada de Fear mostra capaz de entreter, com bons personagens, aquele drama familiar funcional, que de fato obteve sucesso ao desenvolver seus personagens sem forçar ou abusar demais. As perguntas que ficam são: Para onde Abigail levará nosso grupo principal? Strand é de confiança? Podemos esperar pessoas frias e mais preparadas? Em algum momento eles irão para o deserto? Bem teremos de aguardar uma segunda temporada, afinal "O único modo de viver num mundo louco é abraçando a loucura".

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01E05 – Cobalt


Quando você tem uma escolha e tem que escolher qual lado realmente está, qual delas irá escolher? Correr? Estar no lado errado? Ou apertar o gatilho? Nessa penúltima semana de Fear The Walking Dead vemos a preparação para chacina que vai ocorrer no próximo e último capítulo. Com o aumento da tensão, Travis conhece como as coisas realmente funcionam “no olho do furacão”.
O verdadeiro rito de passagem para o início do apocalipse acontece nos detalhes, com Nick sendo salvo pelo seu companheiro de cela. Ao que parece ser um novo personagem, este que aparenta ter nascido justamente para esse mundo; homem que entende muito bem como barganhar e mexer com o psicológico das pessoas. Ou mesmo com Alicia e Chris em um momento rebelde destroçando os objetos de uma casa rica abandonada, afim de aliviar a tensão e pela primeira vez fazerem o que realmente querem. A cena pode ser interpretada como uma crítica social superficial, diante do ato aplicado pelos jovens.
Paralelamente, Daniel Salazar inicia seus métodos pouco ortodoxos para obrigar a paquera militar de sua filha a revelar o significado da palavra “Cobalt” nas transmissões de rádio dos soldados. A resposta não é muito agradável. Novamente, Travis foi obrigado a confrontar seus dilemas pessoais se recusando a usar uma arma de fogo para atirar num zumbi. Para o professor de inglês, os mortos-vivos ainda são pessoas e ele se sente como um assassino a cada morte que acontece ao seu redor, além de sua oposição contra o uso de armas. Já não é a primeira vez que a série obriga o personagem a ficar nessa situação.
Dessa vez Madison não reage e apenas omite a tortura feita por Salazar, mas as cenas de suspense ainda ficam com ela, quando ela investiga algum barulho estranho no porão. Com a clássica cena da bateria da lanterna se apagando em meio a escuridão.
No lado show de horrores temos Liza, que já bastaria todo o sangue e a situação precária e emergencial que se encontram enfermeiros, pacientes e a Doutora ‘chefe’, mas Fear The Walking Dead sabe trabalhar bem os nossos medos e ansiedades. Aquele falatório de Griselda – que àquela altura já tinha seu pé amputado – em espanhol torna tudo ainda mais assustador. Para fechar seu ciclo com chave de ouro, uma arma pneumática surge como um final elegante ante a agonia de se tornar um morto-vivo. Ponto para a enfermeira quebra-galho Liza Ortiz. Mais uma mulher forte e decidida na série.

Se Cobalt já tinha tudo que um grande episódio precisa ter para se destacar dos demais, muita tensão, angústia, sangue, dramas familiares, verdades sendo aceitas, omissões oportunas e até mesmo um pouco de sensualidade latente, ele se encerra de maneira espetacular com o plano da Guarda Nacional começando a ser executado e Salazar descobrindo que a batida ritmada que se esconde atrás de portões que, sim, vão ceder logo, vão fazer nossos corações acelerarem a mil no episódio final que se chamará “A Good Man“.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01E04 – Not Fade Away



Medo uma sensação que nos faz fazer coisas por instinto, ou até mesmo demonstrar um lado que as pessoas não conheçam. Mas e quando esse medo é utilizado como desculpa para fazer o mal? Sob esse conceito que paira Not Fade Away ao criar uma atmosfera até agora desconhecida. A de desconforto, pois quando os zumbis tornam-se de fato um segundo plano e dá lugar ao conflito direto das relações humanas.
A partir desse ponto podemos dizer que os produtores não estavam dispostos a nos fazer acompanhar um diário dia após dia do pré apocalipse zumbi. 9 dias se passaram desde os acontecimentos do último episódio. Onde nos deparamos com a primeira sensação de desconforto, a cerca montada pelo exército, considerada a ‘área segura’. As personalidades entre os membros da família começam a ficar mais evidentes nesse início de conflito sobre acreditar ou não nos ‘homens verdes’. Nesta ficam Nick e Travis como os aparentes satisfeitos com a situação. E coloca Madison e Chris os incomodados.
A perspectiva de como o episódio vai se resolver podemos concluir antes mesmo do capítulo avançar. Mas apesar disso, as sequências impressionam sendo este um dos pontos mais positivos do roteiro. O desenrolar de algo que se assemelha a um jogo de xadrez começa a tomar forma, pondo cada personagem na linha do perigo a sua maneira, e infiltrando alguns deles em determinados núcleos.
O exército aparece como uma opção truculenta, o que mostra bem o posicionamento dos criadores da série em relação ao que acontece na vida real. Se já tivemos uma manifestação que se tornou um imenso conflito nos primeiros episódios, agora temos claramente a personificação do “mal” nos mocinhos. Eles não estão lá para ajudar de fato. Estão lá apenas para cumprir ordens e garantir que ninguém faça nada que não “deva”. O rígido toque de recolher, a demora para restabelecer os telefones, além de toda eletricidade, e ainda a ausência de respostas são apenas elementos regrados do desconforto exercido como fator de base.
Chris percebe que existem sobreviventes do lado de fora das cercas criadas pelo exército e conta para seu pai, que o ignora. Madison decide olhar o que está do lado de fora e descobre que o exército matou um homem que não estava transformado. Isso confirma suas suspeitas sobre as verdadeiras intenções dos ‘homens verdes’. É aqui que Liza toma o lado aparentemente mais forte, pois acredita que suas habilidades são necessárias e que está fazendo o certo. Está?
A situação chega a seu clímax depois que os oficiais levam Nick para receber tratamento em outro local. Os militares agiram com a tradicional truculência e apontaram armas para toda a família durante uma ação noturna para não chamar muita atenção. Desiludida Madison sabia que algo iria acontecer e se vê impotente diante da situação. Assim como Chris, que também suspeitava, como mencionei os dois estão na área dos insatisfeitos, portanto, a tendência é se aproximarem mais um do outro a medida que a história avança.
Ofelia que inicia um relacionamento com um dos soldados, é outra que no próximo episódio entrará para o lado dos insatisfeitos, pois quando ela descobre que há sim um estoque de remédios, mas que está sendo mantido em resguardo pelo governo. Ela começa a duvidar que a ajuda de fato venha.
A grande pergunta é: será que os militares levaram Nick e outros embora porque já perceberam que qualquer um que morrer se torna zumbi ou porque realmente possuem uma zona de quarentena para cuidar de pessoas? E ainda: será que os militares possuem ordens de matar qualquer pessoa que esteja fora da área de proteção? Pois a pessoa que tentou se comunicar com Chris e Madison foi claramente fuzilada no final do episódio. Travis viu a luz que seu filho havia falado, mas desta vez ouviu também os disparos das armas.
Not Fade Away é de longe o episódio mais lento até agora, entretanto, rende o efeito de encaixe de cada um no seu lugar. De certo um capítulo importante para a construção dos personagens. Com o diálogo entre Daniel Salazar e Madison como um dos pontos mais verdadeiros do capítulo. Até mesmo a cena inicial, uma sequência linda de se ver. Com “Perfect Day”, de Lou Reed, observamos Travis num jogging pelas ruas, Nick curtindo a vida de patrão de boa na piscina e tudo acontecendo como se fossem tempos normais. Existe uma curiosa tentativa de Travis em ignorar que o mundo deixou de ser como era antigamente e ele insiste em tentar agir como se estivesse tudo bem e que o exército está lá apenas para ajudar.

Para os telespectadores ficou uma surpresa ao ser revelado sutilmente que a vizinha de Madison cometeu suicídio. A carta dela para o marido no final do episódio vista por Alicia é emocionante e nos prepara para o clima quebradeira que seguirá nos próximos dois (e últimos) capítulos dessa primeira temporada de Fear the Walking Dead.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01E02 – So Close Yet So Far



Com o drama familiar estabelecido, agora vemos que de fato a série vai trabalhar com o crescimento do terror que está lá fora conforme avança. E prova com esse segundo momento seu potencial como Spin off. Desafiando seja com o medo do desconhecido pelas pessoas, ou pela mentira implantada aqui e alí por alguns personagens que sabem da verdade.
O modo como os diretores estão optando por trazer o medo nas cenas provou-se efetivo. O perigo apresentado não chega a ser os Zumbis em si, mas os seres humanos. Nesse contexto, os protagonistas tentam contornar a situação trazendo para perto seus entes queridos, o que dá ainda mais credibilidade a série, pois o plano de separação no capítulo trabalha com eles individualmente com cenas bem convincentes. Acredito que a de maior destaque delas tenha sido quando Nick (Frank Dilane) tem uma crise de convulsão, impedindo que sua irmã saia de casa sob o perigo de ir lá fora. Sem dúvida o ator Frank Dilane mostrou a que veio.
Curiosamente So Close Yet So Far traz a atual opressão policial da sociedade americana. Após um morador de rua ser assassinado por um policial de Los Angeles, a população se revolta e inicia uma grande manifestação. Enquanto a polícia está diante de uma situação de risco em que não consegue entender o que está acontecendo com as pessoas, sua preocupação aumenta ao se ver encurralada pela fúria da população buscando vingança.
O caos começa a ser implantado a partir desse ponto em diante, toma-se por ideia de como tudo realmente começou vendo de perto como a população reagiu a que não entende. Enquanto Travis fica preso numa loja por voltar para livrar sua ex-mulher e seu filho; Madison Clark (Kim Dickens) tem seus próprios problemas, quando Nick fica a beira de uma crise e os meios de comunicação e a rede elétrica começam a falhar, ela teve de ir até a escola para buscar remédios a seu filho. Lá ela reencontra o nerd Tobias, o único que acredita o apocalipse zumbi é real. É quando temos o embate real contra um zumbi, sendo este o diretor do colégio. A sequência produz a ação que o suspense tanto desenvolveu exclusivamente para esse momento.
O que deve causar irritação são a omissão dos fatos que Travis e Madison dão aos seus filhos, ao invés de explicar a eles a verdade. Apesar, desse fato ser visto como parte do suspense da trama, a meu ver se demorar demais para que eles sejam mais abertos com seus filhos pode causar problemáticas no desenvolvimento dos mesmos. A cena que Alicia fica indignada quando a mãe a impede de sair de casa para impedir que o seu vizinho continue atacando outra vizinha foi importante para deixar claro o silêncio e a preservação que os pais tem pelos seus, mas repito, se demorar para que os jovens também saibam o que de fato está acontecendo pode ser problemático para a construção de ambos os personagens.
O episódio 2 de Fear The Walking Dead segue com um ritmo melhor que o esperado. E promete muito drama familiar aliado a mais reações humanas do que zumbis como centro da trama. O que tem sido perceptível foi o clima de filme apocalíptico se formando, com a dosagem certa do suspense.
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