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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Scream (Série) – Crítica



Baseado na franquia de terror/suspense de Wes Craven sucesso dos anos 90, Scream conquistou muitos fãs com sua quadrilogia. E agora em 2015 tivemos a volta do assassino mascarado e suas ligações ameaçadoras. Com uma nova roupagem a série de TV passada pela MTV veio para encantar jovens e para fazer novos fãs da franquia, mas que ainda chegou a agradar alguns dos antigos.
A nova máscara intimidou o público no início, mas para se consolidar terá de suar bem mais para agarrar mais e mais fãs. A trama televisiva tem como plano de fundo a pacata Lakewood, onde temos a jovem Emma Duval (Willa Fitzgerald) como a protagonista. Durante toda a trama houve ameaças do assassino direcionadas a ela, entretanto, diferentemente dos longas, essa primeira temporada não deixou espaço para que a mesma pudesse reagir, com exceção do final. Com relação ao elenco pode-se dizer que tivemos os clichês da franquia, mas com a devida atualização para a nova história. O que fez de Will (Connor Weil) o namorado, que apesar dos erros que comete sempre tenta fazer o certo.
Uma das grandes novidades adicionadas foram as referências deixadas aqui e alí durante os diálogos. Como as citações de clássicos do terror como: Haloween. Ou mesmo as séries de tv: Hannibal e How To Get Away Of Murder. O que foi de grande agrado do público saber como a série soube brincar tão bem com essas metalinguagens. Um dos personagens que se destacou por fazer a ponte entre as referências foi Noah Foster (John Carna), ‘impossibilidade de se fazer uma série baseada em filmes de psicopatas. Filmes de psicopata passam muito rápidos’, o geek afirma em uma das suas frases mais icônicas.
Outros como o misterioso Kieran (Amadeus Serafini) ou a ‘barbie’ do colégio Brooke (Carlson Young) e Jake (Tom Maiden) desempenham papéis comuns a trama. Já Bex Taylor-Klaus que faz Audrey junto de Noah Foster foram de fato os personagens que mais demonstraram desenvolvimento. Não só na trama, mas individualmente ambos cresceram para uma segunda temporada, e voltarão mais preparados que os outros.
A repaginada para TV trouxe consigo as novas ferramentas da geração atual, como Facebook, Twitter, etc. A julgar por se passar na MTV é de se esperar que tenhamos em mãos um produto adolescente. De fato, não foi diferente, no entanto, tivemos algumas mortes que podem ser consideradas boas tentativas de fugir do habitual facadas. E por essa tentativa ter ocorrido, que foi possível se recuperar parte da audiência que a série obteve no seu piloto, mas que após seus três primeiros capítulos foi perdendo espaço. Um adendo aqui, se a produção tivesse optado por se utilizar um pouco mais de gore da metade para o final certamente teria melhorado ainda mais sua capacidade de persuasão perante aos assinantes.
Um ponto positivo esperado como a maioria das séries da MTV é na trilha sonora, que não deixa nada a dever. O que foi visto nessa primeira temporada foi uma boa tentativa de pôr o nome da franquia na TV, mas que ainda precisa se arriscar mais nas mortes de seus personagens. O suspense foi bem definido no último capítulo. O que a série ficou devendo foi ousadia tanto de direção quanto de personagens como citado acima, a protagonista Emma pouco se desafiou, quando pensou-se que ela faria diferença, acabou falando demais, e quando precisou agir não provou ser eficiente.


O assassino não teve muitos momentos de perseguição como o esperado, e espera-se que esse detalhe seja recuperado numa próxima temporada. Não obstante, as cenas, nas quais aparecia foram rápidas e conclusivas. Como já mencionei, nenhuma ousadia, a não ser por uma cena, onde houve uma tentativa escapista do clichê das mortes.
A nova mitologia de Scream usa o elenco mais adulto para se chegar ao juvenil com mais facilidade. Tentando ligar ao máximo os personagens para que rapidamente o público passe a se importar com eles. Isso a série fez muito bem, nos fazer torcer por aqueles que vemos em tela, mas que no fim das contas desejaremos que alguém morra, ou que alguém sobreviva. É uma aula de roteiro dada pelos escritores da série, de fato. Uma característica que a série absorveu bem dos filmes e conseguiu passar com excelência.
A primeira temporada de Scream diverte, e agrada o público juvenil em sua maioria. Os adultos que tiverem uma mente mais aberta para uma nova página na franquia, podem se surpreender.

Nota: 7.4


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