REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Review - Ultraman Vol 2 (Mangá)


No volume 2 trazido pela JBC continuamos a jornada a tentar entender por quê Kaijus retornaram ao planeta Terra. Agora a dupla Eiichu Shimizu e Tomohiro Shimoguchi resolvem esclarecer os fatos em mais detalhes. E Zetton antes inimigo que matou Ultraman, agora está disposto a ajudar a manter a paz, não necessariamente a ordem.
O alienígena agora oferece a chance a Shinjiro a se tornar o novo Ultraman, afim de proteger um tratado de paz, que a 40 anos vigora no universo, onde consiste na aliança entre diversas raças alienígenas, e a invasão não consentida é um crime. Para tal a Terra fez parte dessa aliança após a partida de Ultraman. Mas que a sete anos Bemstar quebrou essa regra. É importante notar aqui, como Shimizu-san fez questão de colocar logo o pior inimigo do herói como aquele que será seu mentor. Pelo menos, à princípio.
O volume é focado em Shinjiro tomar a decisão de ser o novo Ultraman para toda uma sociedade, confusa com a volta do herói. E uma pequena crítica social (pelo menos ao meu ver) sobre os Otakus. Um alien na forma humanoide segue uma Idol, e reclama de ‘haters’ na internet, os quadros escolhidos para relatar a cena foram evidentemente com um teor de demonstrar sobre os Otakus, que no Japão são aquela parcela da sociedade que não sai de suas casas, afim de passar dias e dias enclausurado em suas casas.
Ao mesmo tempo é descrito que os aliens que vivem entre os humanos se mantém nas sombras, alguns matam os humanos escondidos outros apenas convivem. E foi exatamente esse o Tabu que Shimogushi-san procurou quebrar ao desenhar a destruição causada por uma perseguição entre o alien Adacic e Ultraman pela cidade.
Agora Shinjiro usa seus poderes a serviço da nova Patrulha Científica, que atua nas sombras como se fosse uma espécie de MIB no controle dos alienígenas, apesar de oficialmente não existir mais. E nessa Patrulha Científica existe Moroboshi (uma referência clara a Dan Moroboshi, o eterno Ultraseven). O mais interessante sobre a repaginada são as referências sutis e outras mais claras sobre a cronologia. E aqui temos a presença da Idol Rena, um conceito super comum no Japão, mas nunca utilizado nas histórias de Ultras. (Pode ter sido só da minha mente, mas o nome Rena pode não ter sido escolhido à toa, pois quem bem sabe Rena é o nome de uma oficial da GUTS em Ultraman Tiga)
Então nos vemos diante da seguinte questão: o mangá de ULTRAMAN é canônico ou não? Vale na cronologia dos Ultras? A resposta é simples. SIM, e NÃO. Em suma, o mangá ULTRAMAN pode ser considerado uma sequência, em que não vieram outros Ultras pra Terra, só o original. Ainda assim há um punhado de referências ao universo Showa (correspondente a Ultraman, Ultraseven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace, Ultraman Tarô, Ultraman Leo, Ultraman 80 e Ultraman Mebius, sendo esses três últimos disponíveis oficialmente aqui pelo Crunchyroll), tanto em situações quanto em personagens.
Mais uma vez faço menção ao trabalho de edição do Cássius Medauar e a sempre ótima tradução da experiente Drik Sada da JBC. Pois a edição nacional se tornou algo primoroso e nostálgico ao mesmo tempo de se ler. Nos vemos no volume 3!


Nota: 9.5

Cobertura CCXP 2015 - Quinta e Sexta (Ilúvatar)

Ir em um evento de cultura nerd e pop aqui no Brasil era uma das coisas mais complexas que poderiam acontecer antes de 2014. Pouquíssimos eventos e muito mal organizados, na qual a maioria inclusive nem continuava. Os eventos focados para o público de otakus eram o grande meio de arrecadação do público nerd. Mas aí veio a CCXP, com uma ideia totalmente diferente de criar uma experiência das grandes Comic Cons do mundo todo com um DNA brasileiro, como os próprios organizadores do evento disseram. O público brasileiro é um dos mais queridos pelos artistas e personalidades do mundo todo. Desde bandas, quadrinistas, diretores e atores, é impossível não se sentir contagiado com o carinho que os fãs brasileiros possuem. Assim, isso é a CCXP: a junção no que tem nas Comic Cons pelo mundo, com o entusiasmo do Brasil.
Na quinta-feira, entramos mais cedo como imprensa e antes da entrevista coletiva pudemos dar uma volta geral por todo o evento. Era cada estande mais incrível que o outro. A Disney veio com peso com um estande bem grande de Star Wars (com a contagem regressiva para o filme), estandes com filmes da Pixar e uma piscina de bolinhas gigante de “Procurando Dory”. O Netflix também veio com um estande gigante onde tinha desde karaokê com algumas músicas das séries do canal de streaming, uma lojinha, um jogo de controle mental do Killgrave até exposição de estandes de roupas dos seriados. Falando em exposição, o gigante estande da Warner também estava bem interessante e teve algumas rodas de conversa bem interessante, além de demonstrações dos figurinos originais de Batman vs. Superman e da série de TV Arrow. O estande da FOX também deu suas caras com um painel gigante de Deadpool e distribuição de um pôster exclusivo do evento de X-men: Apocalypse. A Panini também deve ser destacada com um estande imenso e muitos lançamentos exclusivos no evento (e que acabaram bem rápido, inclusive). Por fim, é importante falar sobre o Artist’s Alley. Talvez o lugar mais legal e bacana de andar na CCXP. Com um espaço enorme, muito bem organizado e, pelo que foi falado de quem foi no ano passado, muito maior. Era possível encontrar quadrinistas nacionais que queriam expor seu trabalho, grandes nomes nacionais pelas Graphic MSP (as filas de Vitor e Lu Cafaggi eram gigantes!), grandes nomes nacionais que fazem muito sucesso lá fora, além dos grandes nomes internacionais que vieram para o evento como Esad Ribic, Mark Waid, David Finch, Meredith Finch e etc. Era possível ver o grande Sidney Gusman circulando pela área toda hora, o que deixava tudo mais pessoal e mais divertido. Era impressionante a atenção e compaixão de todos os quadrinistas no espaço, foi, com certeza, o lugar mais legal de todo o evento.
No primeiro dia, logo que foi liberado para a imprensa, houve uma grande coletiva de imprensa. Foi bem interessante a quantidade de credenciais distribuídas para blogs e canais no youtube, algo bem bacana da CCXP realizar. Na coletiva estavam presentes para responder as perguntas os idealizadores do grande evento. Foi falado bastante sobre o tamanho maior do auditório principal (realizado em parceria com o Cinemark) e os menores, além do aumento considerável do espaço e dos estandes. Além disso, foi dito sobre a grande atenção que o Netflix deu para o Brasil, pois foi o único país do mundo a receber um estande e painéis do canal de streaming. Por fim, falaram bastante que a Comic Con brasileira representa um pouco da transposição e sentimento do que se tem das do resto do mundo, mas com um DNA totalmente nacional, devido à grande paixão que os brasileiros possuem sob tudo que amam.
Na própria quinta-feira, não consegui acompanhar direito os painéis em nenhum dos auditórios, preferi dar uma volta maior por todo o evento e curtir bastante, mas parei no Auditório Ultra no fim do dia para ver um debate sobre o Flash e o Arqueiro Verde com os grandes Mark Waid e Ivan Reis, falando um pouco sobre os dois personagens e suas passagens roteirizando e desenhando cada um, respectivamente. Foi um ótimo painel e pode ser extremamente divertido. O ponto negativo vai para os altos preços de comida e de alguns produtos em determinados lugares da feira, mas nada que, infelizmente, o brasileiro já não está acostumado.
Na sexta-feira, fui com o objetivo de tentar pegar os autógrafos de Evangelin Lilly e depois passar o dia no Auditório Cinemark, mas, devido a bizarra demanda de pessoas que iriam para o maior lugar do evento, fui direto ao abrir para o Cinemark. Lá pude acompanhar um dia inteiro de grandes painéis, mas meu destaque negativo (antes do painel da Netflix) vai para a organização do evento. Entendo que o objetivo é passar a experiência de estar numa grande Comic Con de fora, mas eu creio que seria muito mais acertado uma distribuição de senhas para cada um dos painéis ou um esvaziamento a cada um deles, pois é a feira existe e, da maneira como está hoje, fica impossível de curti-la passando o dia inteiro em um auditório. Tirando esse detalhe, foi bem interessante, mas extremamente cansativo acompanhar tudo em um dia. Tivemos de início um painel sobre a carreira de John Rhys-Davies que foi uma imensa simpatia e muito agradável com os fãs (ele nas perguntas foi andando pelo público e levava o microfone para quem queria realizar perguntas), ou seja, um excelente início de dia. Seguiu-se com o painel da Universal, que trouxe apenas cenas inéditas de um lançamento chamado “A Bruxa”, mas nada de grandes coisas. O painel de Umbrella Academy (a HQ de Gerrard Way, o ex-vocalista do My Chemical Romance, e Gabriel Bá) chegou na sequência com uma ótima entrevista, mas uma grande vergonha alheia dos fãs tentando falar mais sobre a música de Gerrard do que seu trabalho nos quadrinhos. O painel dos novos quadrinhos da Marvel Comics chegou bem interessante (principalmente pela participação dos brasileiros que trabalham lá e estão envolvidos em grandes projetos) e com uma grande quantidade de perguntas sobre o “abandono” da editora com X-men, foi aí que veio o anúncio da próxima grande mega saga da editora: Apocalypse War. Na sequência, veio o melhor do dia: o painel da Fox. Primeiro vieram as animações, com um curta de “A era do Gelo” do esquilo e a presença de Carlos Saldanha. Em seguida veio Steve Martino, o diretor de Peanuts, que contou sobre todo o trabalho criativo do trabalho de animação e criação do longa, com um ótimo bom humor. Depois mostrou 3 cenas exclusivas que estão dentro do filme. Por fim (na parte de animações do estúdio), foram mostradas um novo trailer e cenas inéditas de Kung-Fu Panda 3 e um novo trailer de Alvin e os Esquilos 3. Com a parte live-action, foi mostrada um novo trailer com cenas inéditas de O Regresso, novo filme de Iñarritu, e de Deadpool, com um trailer que só havia sido mostrado na San Diego Comic Con, com a aparição de Stan Lee. Veio aí dois painéis de tributos: a Frank Miller e Jim Lee. Os dois extremamente fantásticos, bem carismáticos e atenciosos com os fãs brasileiros. Ambos elogiaram muito o amor dos brasileiros (é bom lembrar que Frank Miller postou em seu twitter que “nos vemos no próximo ano”). No final do dia, chegou o tão aguardado painel da Netlfix que começou com um excelente vídeo de bastidores do filme do personagem Cem olhos de Marco Polo, que vai estrear no fim do ano. Além disso, um trailer inédito da continuação do longa O Tigre e o Dragão, que está sendo produzida pelo canal de streaming, ambos já divulgados no canal de youtube do Netlfix. Por fim nos trailers, tivemos um inédito da segunda temporada de Demolidor, com uma luta sensacional entre Matt Murdock e Justiceiro. Depois disso, David Tennant e Kristen Rytter foram chamados e foi começado o painel de Jessica Jones, mas que acabou com apenas 10 minutos (algo ainda muito mal explicado). A maioria das pessoas presentes estavam ali por David Tennant e acabar da forma que foi, caiu na decepção (recomendo que haja a leitura do texto que o Doctor Who Brasil escreveu sobre a situação). Mostrou-se um material inédito de bastidores da série também, mas tudo bem agilizado. Para finalizar o dia, foram chamados Jamie Clayton, Aml Ameen e Alfonso Herrera para falar sobre Sense8. Um painel normal (durou por volta de 40 minutos) com excelentes perguntas, interações e muito amor e carinho por parte dos atores. Como é Sense8, não poderia acabar sem música e Aml puxou “One Love” de Bob Marley para falar sobre o que sentia no Brasil.

Assim, a CCXP 2015 acabou para mim nesses dois dias. Foi a primeira que fui e pretendendo, sem sombra de dúvidas, ir no próximo ano, mas muitas coisas precisam ser revistas pela organização do evento, principalmente relacionado aos painéis principais e aos preços. As filas são naturais e temos que as entender como algo normal em grandes eventos. Valeu muito a pena ter ido e sentido uma magia totalmente nova e muito forte. Assim, mesmo com alguns erros que podem melhorar (é importante lembrar que foi apenas a segunda edição) foi extremamente épico!


 Crédito das fotos: Equipe Senta Aí

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Crítica HQ Feliz Aniversário, Minha Amada

Os quadrinhos nacionais independentes têm sido uma grande fábrica de grandes materiais, infelizmente ainda pouco vistos pelo público em geral. Assim, com o início das Graphic MSP grandes nomes começaram a ganhar mais força, mas nem todos ainda foram totalmente reconhecidos, como é o caso de Brão Barbosa.
A HQ conta a estória de um casal heterossexual e como ficaram, até o ponto onde o quadrinho começa, juntos. A maior parte foca no marido, um médico que realiza de tudo para conquistar e manter bem próximo, o amor de sua esposa.
Brão Barbosa foi genial em Feliz Aniversário. Não é todo dia que se vê alguém com uma ideia tão insana e ao mesmo tempo tão bem-feita e executada. O plot twist que se têm no final é algo digno de grandes nomes do quadrinho mundial. Tudo isso é levado pelo roteiro perfeito. Em poucas páginas, Brão consegue desenvolver tão excepcionalmente os personagens que nos faz, mesmo não concordando, entender a ação de cada um naquele meio. É algo extremamente fantástico! Os diálogos também são dignos de aplausos e perfeitos na complementaridade de tudo.
A arte, de Brão Barbosa também, é muito bem realizada. Com traços bem caracterizados e sem precisar exagerar, ele consegue manter o tom cartunesco, sem ser nem um pouco isso, o que cria uma magia ainda maior para a HQ. A divisão de quadros também é perfeita e complementa muito bem tudo que a estória quer passar. Por fim, a colorização é excepcional e só aumenta o nível de genialidade de tudo.
O final, como dito antes, vêm com um grande twist, totalmente inesperado por qualquer um que leia. As 34 páginas conseguem criar um clima de tensão e bizarrice tão grandiosos que a grande finalização chega a ser perfeita. Além disso, o diálogo final e a frase que finaliza também são perfeitos. Brão estava muito inspirado ao criar essa estória.
Feliz Aniversário, Minha Amada é provavelmente um dos quadrinhos mais bizarros e perturbadores que você poderá ler na sua vida. Mesmo assim, ele é extremamente genial em tudo. Nos roteiros, no desenho, nos enquadramentos de cena e etc. É impressionante observar o quanto se tem ainda preconceito com quadrinistas nacionais, pois esses, conseguem ser bem mais imponentes e inteligentes que grande parte dos estrangeiros.

Nota: 10/10

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Acompanhem a lista de Indicados ao Globo de Ouro 2016



Melhor filme dramático

"Carol", de Todd Haynes
"Mad Max: Estrada da Fúria", de George Miller
"O regresso", de Alejandro González Iñárritu
"O quarto de Jack", de Lenny Abrahamson
"Spotlight - Segredos revelados", de Tom McCarthy

Melhor ator em filme dramático

Bryan Cranston, por "Trumbo"
Leonardo DiCaprio, por "O regresso"
Michael Fassbender, por "Steve Jobs"
Eddie Redmayne, por "A garota dinamarquesa"
Will Smith, por "Um homem entre gigantes"

Melhor atriz de filme dramático

Cate Blanchett, por "Carol"
Brie Larson, por "O quarto de Jack"
Rooney Mara, por "Carol"
Saoirse Ronan, por "Brooklyn"
Alicia Vikander, por "A garota dinamarquesa"

Melhor diretor

Todd Haynes, por "Carol"
Alejandro González Iñárritu, por "O regresso"
Tom McCarthy, por "Spotlight"
George Miller, por "Mad Max - Estrada da Fúria"
Ridley Scott, por "Perdido em Marte"

Melhor roteiro

Emma Donoghue, por "O quarto de Jack"
Tom McCarthy, Josh Singer, por "Spotlight"
Charles Randolph, Adam McKay, por "A grande aposta"
Aaron Sorkin, por "Steve Jobs"
Quentin Tarantino, por "Os oito odiados"

Melhor filme de comédia ou musical

"A grande aposta"
"Joy"
"Perdido em Marte"
"A espiã que sabia de menos"
"Descompensada"

Melhor atriz em filme de comédia

Jennifer Lawrence, por "Joy"
Amy Schumer, por "Descompensada"
Melissa McCarthy, por "A espiã que sabia de menos"
Maggie Smith, por "A senhora da van"
Lily Tomlin, por "Grandma"

Melhor ator em filme de comédia

"Christian Bale", por "A grande aposta"
"Steve Carell", por "A grande aposta"
"Matt Damon", por "Perdido em Marte"
"Al Pacino", por "Não olhe para trás"
"Mark Ruffalo", por "Sentimentos que curam"

Melhor atriz coadjuvante

Jane Fonda, por "Youth"
Jennifer Jason Leigh, por "Os oito odiados"
Helen Mirren, por "Trumbo"
Alicia Vikander, por "Ex Machina"
Kate Winslet, por "Steve Jobs"

Melhor ator coadjuvante

Paul Dano
Idris Elba
Mark Rylance
Michael Shannon 
Sylvester Stallone

Melhor filme estrangeiro

The brand new testament
The club
The fencer
Mustang
Son of Saul

Melhor animação

"Anomalisa"
"The Good Dinosaur"
"Inside Out"
"The Peanuts Movie"
"Shaun The Sheep"

Melhor trilha sonora

Carter Burwell (Carol)
Alexandre Desplat (A garota dinamarquesa)
Ennio Morricone (Os 8 odiados)
Daniel Pemberton (Steve Jobs)
Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (The revenant)

Melhor canção original

"Love Me Like You Do", de "50 tons de cinza"
"One Kind of Love", de "Love and mercy"
"See You Again", de "Velozes e furiosos 7"
"Simple Sound #3", de "Youth"
"Writing’s On The Wall", de "007 contra Spectre"

Melhor série dramática

"Empire"
"Game of Thrones"
"Mr. Robot"
"Narcos"
"Outlander"

Melhor atriz em série dramática

Viola Davis, por "How to get away with murder"
Caitriona Balfe, por "Outlander"
Eva Green, por "Penny dreadful"
Taraji P. Henson, por "Empire"
Robin Wright, por "House of cards"

Melhor ator em série dramática

Wagner Moura (Narcos)
Jon Hamm (Mad men
Rami Malek (Mr. robot)
Bob Odenkirk (Better call Saul)
Liev Schreiber (Ray Donovan)

Melhor série de comédia ou musical
"Casual"
"Mozart in the Jungle"
"Silicon Valley"
"Transparent"
"Orange is the New Black"
"Veep"

Melhor ator em série de comédia

Aziz Ansari, por 
Gael Garcia Bernal, por 'Mozart in the jungle"
Rob Lowe, 
Patrick Stewart, 
Jeffrey Tambor, por "Transparent"

Melhor atriz em série de comédia

Rachel Bloom, "Crazy ex-girlfriend"
Jamie Lee Curtis, "Scream queens"
Julia Louis-Dreyfus, "Veep"
Gina Rodriguez, "Jane the virgin"
Lily Tomlin, "Grace and Frank"

Melhor minissérie ou telefilme

"American Crime"
"American Horror Story: Hotel"
"Fargo"
"Flesh and Bone"
"Wolf Hall"

Melhor ator em minissérie ou telefilme

Idris Elba, "Luther"
Oscar Isaac, "Show me a hero"
David Oyelowo, "Star Wars Rebels"
Mark Rylance, "Wolf hall"
Patrick Wilson, "Fargo"

Melhor atriz em minissérie ou telefilme

Kristen Dunst - Fargo
Lady Gaga - American Horror Story: Hotel
Sarah Hay - Flesh and Bone
Felicity Huffman - American Crime
Queen Latifah - Bessie

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

Uzo Aduba, "Orange is the New Black"
Joanne Froggatt, "Downton Abbey"
Regina King, "American Crime"
Judith Light, "Transparent"
Maura Tierney, "The Affair"

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme

Alan Cumming, "The good wife"
Damian Lewis, "Wolf hall"
Ben Mendelsohn, "Bloodline"
Tobias Menzies, "Outlander"
Christian Slater, "Mr Robot"

A cerimônia de premiação será realizada no dia 10 de janeiro, com apresentação de Ricky Gervais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Review Doctor Who 9x11 – Heaven Sent / 9x12 – Hell Bent




Sorria para mim, vá em frente, Clara Oswald. Sorria para mim uma última vez” – 12º Doctor

Chegamos ao final de uma temporada esplendorosa que nos foi entregue, revelações contundentes sobre os acontecimentos de The Day of The Doctor culminaram nas inúmeras questões que cercavam a mente dos Whovians. Simplicidade é um termo sútil para dizer o quão os roteiristas dessa série sabem nos emocionar e guardar o melhor para o final. Não somente isso, tornar toda uma aventura continuar girando e seguir em frente. Creio que esse seja uma das grandes sacadas do porquê Doctor Who permanece até os dias atuais.
O arco final da nona temporada possui uma linha tênue de construção, direção, diálogos e acontecimentos, que por consequências desembocam em ações. E são essas qualidades que torna esse um dos melhores finais já vistos na Era Moderna. Steven Moffat revisita o script trazendo um personagem, um cenário e um vilão. Simples não? Super intimista, quando o Doutor se encontra sozinho.
Heaven Sent levanta um clima de perseguição, e a direção de Rachel Talalay, que já trabalhou nos capítulos Dark Warter/Death In Heaven colabora para o sucesso desse momento particular de um Time Lord e suas dualidades. Ela coloca a câmera na posição de perseguidora e perseguida. Sob o olhar da câmera, cada corredor vira uma perseguição infinita, um medo sem fim. Uma verdadeira aula de direção.
A chance de se utilizar de elementos visuais aqui fica nítida e bem aplicada. Vale o destaque para a TARDIS que se torna uma metáfora visual para o estado mental do Doutor e Talalay consegue transmitir milhares de pensamentos com apenas uma imagem. A diretora se provou saber trabalhar um épico numa escala mínima. (Espero revê-la em futuros capítulos).
Ao invés de finalizar com um esgotamento dramático, Heaven Sent incorpora os principais temas da temporada. Peter Capaldi apresentou um dos seus melhores momentos vivendo o 12º Doutor, atuação essa digna de prêmios. A equipe de produção está de parabéns pela formulação desse episódio-monólogo bem elaborado. E a trilha sonora de Murray Gold finaliza como o retoque final, insubstituível.
E de uma solidão intimista, daquilo que deveria ser o ‘pré-paraíso dos Time Lords”, o Doutor passa, ardendo de raiva, para o “inferno dos Time Lords”, a Matrix, após sua chegada em Gallifrey. Um presente aos amantes do audiovisual, pelo vislumbre de como essa season finale soube ser absolutamente fantástica.
Toda uma a qualidade no desenvolvimento do roteiro e das inúmeras referências e metalinguagem com a própria série, além de em um segundo plano o roteiro trazer questionamentos metafísico e posicionamentos políticos. Em detrimento da pessoa que o fez se curar, reconhecer o quão poderoso e corajoso é. O Doutor abandona todos os seus códigos e regras, que ele mesmo criou. Mas apenas 5 minutos antes do Universo ser consumido pela ordem natural das coisas, faz ele se dar conta de que havia longe demais. E a ira, o amor e a obstinação dão lugar à rendição e à constatação de que ele seria, de verdade (e juntamente com Clara, como Ashildr/Me havia teorizado) o híbrido, o destruidor.

Todo o gancho sobre o híbrido, que aterrorizava o alto conselho de Gallifrey foi apenas uma manobra do Doutor para o mesmo poder salvar Clara de sua eminente morte, mostrada em Face The Raven. E assim de forma inesperada Clara volta a narrativa, congelada entre seu penúltimo e último batimento cardíaco.



“Memórias se tornam histórias quando nós esquecemos elas, talvez algumas delas se tornem letras de música” – Oswald Clara

A eminencia do Doutor em salva-lá não é nem de longe exacerbada. Desde que foi introduzida na série, em Asylum of the Daleks, a Garota Impossível teve importantes e significativos papéis. Não só ao salvar o Doutor em The Name of the Doctor, como parte de Clara a iniciativa de questionar o Doutor em The Day of the Doctor para salvar Gallifrey.
Amy e Rory são citados com maestria, e o cenário utilizado pelos personagens junto ao anterior 11º Doutor. Pois foi Clara que o trouxe conforto a este Doutor que perdeu seus dois amigos em The Angels Take Manhattan; à pessoa que fez com que ele perseguisse um mistério de identidade e acabasse descobrindo que ela havia se sacrificado e se multiplicado por ele, para salvá-lo; à pessoa que protagonizou seu diálogo com os Time Lords e esteve lá quando suas regenerações esgotadas não eram mais um problema; à pessoa que lutou contra a estranheza da mudança e tentou aceita-lo em seu novo corpo; à pessoa que, mesmo que comum passou por um tremendo conflito moral, o acompanhou e acabou se tornando com ele, formando um híbrido de humana e Time Lord (em uma das interpretações do termo) ou permitindo que ele agisse como um híbrido, em resumo, aquele que “traz a destruição”.
Remodelar a morte de Clara (que sim, agora é uma espécie de zumbi e sim, vai voltar para o Corvo um dia, mas pelo visto ainda vai viajar muito ao lado de Ashildr/Me, quase como uma extensão do papel do Doutor que ele sabia interpretar tão bem…Clara Who?!)
Temos a presença do celeiro, lugar onde marcou a infância do Doutor, como vimos em Listen. Durante a Time War, o War Doctor se utilizou do celeiro como local de preparação para a execução de Gallifrey através da arma Moment, como visto em The Day of the Doctor. Em Hell Bent, logo após se libertar da prisão que Rassilon o colocou (seu próprio Disco de Confissão), o Doutor ruma direto para o celeiro.
Mas não há como negar que o destaque do episódio são as atuações de Peter Capaldi, Jenna Coleman, Maisie Willians e a participação mais que especial de Donal Sumpter como Rassilon, que já participou de Doctor Who em 1968 no arco The Wheel in Space e posteriormente em 1972 no arco The Sea Deavils. Maisie Willians se mostra uma atriz muito madura para sua idade, conseguindo passar as diferenças psicológicas que sua personagem sofre ao longo dos séculos em olhares e trejeitos mínimos, mas soando totalmente diferente em suas várias aparições pela temporada.
Peter Capaldi e Jenna Coleman mostram todas suas raízes dramáticas teatrais no momento final em uma interessante referência ao 10° Doutor e Donna, só que as avessas, sendo desta vez o Doutor o afetado e perdendo sua memória sobre a existência de Clara. Vale a lembrança de dois pontos: um deles é a Tardis onde Clara e Ashildr/Me estão viajando, referenciando a série clássica em sua forma mais genuína. E o segundo ponto vemos a Clara Who revertendo a polaridade do fluxo de nêutrons como o 3º Doutor.


No mais fica minha salva de palmas a esse arco finalizador bem elaborado, não poderia pedir por algo melhor. Referenciando o Velho Oeste Clássico, não teve como não lembrar de filmes como “Por um Punhado de Dólares a Mais” e mesmo de “Matar ou Morrer”. Ao longo do capítulo fica evidente a relação entre as classes sociais em Gallifrey, a conturbada relação do Doutor com os Time Lords e a sempre perturbadora ação dos mesmos em relação a quase tudo ao seu redor recebendo imenso tratamento dramático, fazendo desse final uma excelente homenagem televisiva ao homem solitário que eventualmente possui um companheiro ou uma companheira ao longo do caminho, mas que por diversos motivos sempre acaba sozinho, tentando salvar alguma coisa que ele não sabe exatamente o quê e, ao menos a curto prazo, para quê. Exatamente como os pistoleiros do Velho Oeste, só que ao final, ao invés de cavalos perdidos a um pôr do sol silencioso, temos duas TARDISes cruzando o espaço e tempo. Um final digníssimo para uma temporada primorosa que foi esta.

Podcast #20 Por que TWD Nunca Foi Uma Série Boa



Em um cast pra lá de polêmico, discutimos sobre o por que da série de TV The Walking Dead nunca ter sido de fato uma série boa. Mas sim apenas possuir um elevado nível de audiência.

Falamos também sobre a HQ que deu origem a série, e para falar do assunto convidamos Renata, Eliseu, Mariana e Diogo, leitores e expectadores da série e do quadrinho. Onde colocamos nossos pontos sobre as falhas e os acertos da franquia.

Link para download: 
https://mega.nz/#!RdYgSRoJ!19Cr63xUYpukxqwkMV_L-ddXMCihT9jVWp7kOS0EHhA

Contato:
Email: sentalaquejavemhistoria@gmail.com
Twitter: @Senta_aicast
Facebook: Senta aí que já vem História


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Crítica 1ª temporada Master of None

O Netflix inova cada vez mais. São desde séries de heróis, seriados de ficção-científica, excelentes dramas e uma boa comédia. Esse era o maior problema nos seriados originais do canal: ter apenas Unbreakeable Kimmy Schmidt como a grande série de comédia. Assim, Master of None veio para continuar pelo caminho na comédia e com um grande tapa na cara da TV americana.
A série acompanha a vida de Dev (Aziz Ansari), um ator indiano de 30 anos na cidade de Nova York que tem problemas na carreira profissional, na vida amorosa e pessoal. Assim, acompanha-se a vida toda do ator, quase num tom documental, mas extremamente divertido e crítico.
Se deve começar falando pelos temas que o seriado aborda. Começando debatendo sobre a dificuldade da vida de atores menores, que sofrem para conseguir qualquer papel; continua com o debate da visão que um homem poderia ter sobre o feminismo, no que é com certeza o melhor episódio da temporada; fala sobre os estereótipos de atores indianos, negros, homossexuais e mulheres na maioria da TV estadunidense, falando sobre isso com maestria e etc.. Pode-se perceber que não está se vendo qualquer série pela frente. Debates sensacionais com uma veia cômica fantástica de Ansari. Para continuar, é importante falar sobre os geniais roteiros, do próprio ator protagonista. Aziz Ansari realiza stand-ups tem bastante tempo de sua carreira artística e esse detalhe ajudou muito para toda a criação das situações que podemos ver nos 10 episódios. É muito fácil se identificar com qualquer um dos personagens, com as situações e as grandes piadas realizadas. Os diálogos são fantásticos também e com uma veia de comédia perfeita. Por fim, as atuações são um ponto extremamente positivo. A escolha de elenco foi muito bem realizadas e todos os atores conseguem passar um carisma gigantesco para suas interpretações, criando um grande afeto por cada um deles. A diversidade na escolha do elenco também deve ser muito elogiada.
Pelos aspectos técnicos, todos são excepcionais. Desde as direções altamente cinematográficas de todos os episódios, até a ótima trilha sonora (que compõe muito bem cada uma das situações), continuando com a ótima fotografia (utilizando muitos contrastes de luz excelentes) e a perfeita ambientação em todos os lugares de Nova York.
O único ponto negativo de toda a temporada são algumas repetições de situações um pouco desnecessárias. Poderia se haver um maior trabalho de avanço em outros pontos e desenvolvimento de outros personagens do que mostrar cenas bem parecidas até, mais ou menos, o 5º episódio.
O final é fantástico! Não é todo dia que uma roteirista busca acabar uma temporada no ápice do clímax e fomenta a vontade maior ainda de assistir a próxima temporada. Além disso, o diálogo que finaliza é uma das coisas mais geniais que se poderá ver nesse ano com relação aos seriados.
A primeira temporada de Master of None cumpre muito mais do que havia prometido. Possui um roteiro fantástico, debates altamente relevantes, atuações excelentes, personagens carismáticos e uma grande comédia. Apesar de uma pequena falha de repetição, ela não perde o brilho e está definitivamente entre as melhores produções do Netflix e desse ano.

Nota: 9,7/10

sábado, 28 de novembro de 2015

Review Doctor Who 9x10 – Face The Raven

 

Sei que vai magoá-lo, mas por favor…orgulhe-se um pouco de mim” – Oswald Clara

Despedidas são pratos cheios de emoção, agústia, saudade, ira e temor; um verdadeiro mix de sentimentos. Mas em Doctor Who essas mesmas despedidas podem ser acaradas como atos de coragem, não necessariamente de sacrifício, mas como um ato de respeito ao desejo de um personagem sobre aquilo que acredita como correto.
Clara Oswald certamente deixou sua marca como companion ao lado do 12º doutor, que graças a esta deixou um legado importante na memória do senhor de tempo habitante de Gallifrey. Em Face The Raven temos uma discussão sobre a ordem e o direito de se caminhar pelas ruas. Em outras palavras, o direito de viver custa caro se você desobedece às normas. A roteirista de primeira viagem, Sarah Dollard possui uma forma simplista ao vender a ideia imediatista de que a morte chega para todos. E bate o martelo afirmando que “no fim todos enfrentam a morte sozinhos”.
O capítulo foi montado para deixar rastros do seu início ao fim, e que seus personagens retornarão eventualmente. Ashildr certamente despertou o monstro do doutor ao praticar sua política ilícita. O que deixa a possibilidade enorme que ela retornará num futuro da série. No fim, permanece o questionamento de quem são “Eles”, as pessoas/criaturas que fizeram um acordo com Ashildr e solicitaram o teletransporte do Doutor a um local misterioso.
Temos aqui um típico caso de reaproveitamento de um personagem já salvo recentemente pelo Doutor que vemos surgir com problemas. A roteirista Sarah Dollard de fato foi meticulosa ao levantar determinadas ações tanto do Doutor quanto de Clara, nos dando lances de como eles eram nos meados da 8º temporada, abrindo inúmeras portas a um Universo Expandido. Com uma proposta sem muitas explicações detalhadas, temos Rigsy em perigo por ter cometido um crime nas últimas 24 horas, sem mesmo saber ter cometido tal ação. Rapidamente o episódio se constrói numa corrida contra o tempo à procura pela rua misteriosa que fica no Centro de Londres.
A fotografia foi importantíssima aqui, elaborando uma atmosfera aventuresca em seu primeiro momento nas cenas durante do dia, à uma paleta entre azul e o amarelo para passarmos a noite, com o natural escurecimento proposital aumento de contraste na imagem, em uma espécie de hiper-realidade onde a tragédia virá a ocorrer.
Em um segundo plano, o uso do corvo é um interessante trabalho de metalinguagem que o roteiro propõe com as origens nórdicas de Ashirld, que não à toa, está ligada ao corvo pelas Sombras de Quantum. Vale ressaltar que na mitologia nórdica, os corvos eram associados ao deus supremo, Odin. O capítulo é entregue de bandeja para os telespectadores para que fique evidente o simbolismo do momento.
A todo momento os diálogos sabiamente brincam com vida e morte, paz e guerra. ‘Homem bom’ para ‘homem mau’, persona que remete relances do que um dia já foi o Doutor da Guerra, antes esquecido pelo próprio senhor do tempo. O ritmo na direção de Justin Molotnikov (mesmo que dirigiu o controverso Sleep No More) é essencial para facilitar nosso entendimento. Ele vai de meio hiberbólico a um final urgente pela contagem regressiva da tatuagem que sentencia a morte, mas que nem nós nem o Doutor queremos que chegue.
O fato é que desde do primeiro diálogo do capitulo dos aventureiros sobre sua mais recente conquista. Simbolicamente um jardim, que lembra proteção e alegria ou de contemplação, introspecção e preparo para a morte. A passagem desse cenário a uma rua-armadilha demonstra a mudança de estágio de uma vida para outra (segundo o pensamento Medieval, da Cidade de baixo para a Cidade de cima era praticamente uma sentença de morte). O Corvo, símbolo dos maus presságios e um dos motivos primordiais da “Grande Obra” da Alquimia (sendo isso de valor para uma temporada onde a transformação de um Híbrido é esperada) torna tudo ainda mais instigante e audacioso. A Sombra Quântica obtém ares mitológicos e sci-fi a partir desse uso inteligente do símbolo com os elementos básicos da série.
Então nos despedimos da Garota Impossível, que antes viera a ser apresentada em Asylum of Daleks, que nunca deixou de lutar pela cura interior do nosso adorado Doutor. Aqui tivemos a vitória pela simplicidade do contexto, em um último Adeus a Jenna Coleman.

E agora é respirar fundo para Heaven Sent que trará um Time Lord cheio de ira e sozinho. E bem sabemos as consequências de quando sua persona permanece sem uma companion ao seu lado. A tensão toma conta nesses últimos dois episódios da 9º temporada que trará um desfecho eletrizante e o possível retorno de Gallifrey. Será?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Crítica Jogos Vorazes: A esperança - O Final

A nova moda das franquias atuais no cinema hollywoodiano é dividir a obra em mais de uma parte, principalmente na sua finalização. Harry Potter começou com isso e agora a tendência está sendo cada vez mais seguida. Assim, a nova grande franquia adolescente “Jogos Vorazes” segue na mesma e realiza o mesmo erro.
A esperança – O final continua os acontecimentos da sua primeira parte, com a guerra contra a capital, Katniss como grande símbolo, as disputas internas e a contraofensiva da Capital. Além disso, depois de ter sua mente torturada, Peeta se torna uma ameaça.
O filme desaponta muito. Ele não é de todo ruim, mas é bem mais abaixo do que poderia ser. Para começar pelos pontos positivos, se deve analisar as excelentes atuações dos protagonistas. Jennifer Lawrence se aprofunda mais ainda na protagonista Katniss e faz, sem sombra de dúvidas, a melhor atuação de sua carreira; Julianne Moore e Josh Hutcherson também devem ser destacados. No tempo de tela que os dois também trabalham muito bem sobre os personagens; O resto do elenco conta com alguns nomes de peso, mas todos sem tanto tempo de tela para se desenvolverem mais do que poderiam, mesmo assim, todos estão muito bem. Continuando com a direção de Francis Lawrence (diretor de Em Chamas e da Esperança – Parte 1) que consegue realizar um grande trabalho passando tudo que as cenas precisam. Alguns planos longos são bem interessantes e a sua utilização dos enquadramentos e criação de tensão na cena do esgoto, é uma das grandes coisas da série. As cenas de ação também devem ser destacadas nessa parte. Seguindo com a ótima fotografia, com ótimos enquadramentos e contrastes bem interessantes narrativamente. Por fim, a trilha sonora também é boa. Não é a melhor da franquia, mas James Howard faz um bom trabalho.
O roteiro do longa é bem mediano. A divisão em duas partes atrapalha demais para o desenvolvimento total da linha narrativa. Além disso, o clímax é quase inexistente, pois acontece no meio da trama. Além disso, o corte abrupto no que seria esse “clímax” é extremamente mal realizado e explicado. Continuando, o filme parece que não sabe quando terminar. Existem 3 finais possíveis ali, mas todos mal aproveitados e no final real, é extremamente triste ver a série acabar assim. E com um diálogo final péssimo. O desenvolvimento da protagonista nessa última parte também é bem ruim. Katniss parece não sentir nem sofrer nada pela guerra (e esse sentimento não se deve pela atuação, mas sim pela falta de material para trabalho). Por fim, a finalização da maioria dos personagens é deixada quase pela metade e bem jogada, na sua maioria.
É extremamente triste observar que uma franquia que falha demais no seu último filme, possui a melhor cena de todos os longas nele (a cena do esgoto) e ao mesmo tempo desenvolva muito pouco do que pode. Além disso, o enfoque no triângulo amoroso a todo momento é bem decepcionante e tira o total de foco que a história poderia dar para outras coisas.
Jogos Vorazes: A esperança – O Final não é um filme, mas também não é tão bom. Possui ótimos aspectos e uma qualidade bem grande no seu elenco e na sua direção, mas erra muito e nos seus próprios tropeços acaba se perdendo um pouco demais onde poderia acertar muito. A divisão em duas partes do final atrapalha mais ainda a experiência do longa numa maneira geral. Apesar disso tudo, é um filme bem divertido e, para quem assistiu até agora todos os outros, não irá perder a finalização de uma das grandes franquias adolescentes do cinema.

Nota: 6,5/10
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