REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Podcast #18 Por que Assistir Doctor Who



Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Comentamos sobre seus personagens, sugerimos por onde começar e mencionamos algumas curiosidades. Tratamos com cuidado ao falar sobre a série clássica e a moderna. Para tratar melhor o caso, convidamos Freddy Pavão do site Doctor Who Brasil.

Site para conhecer mais o trabalho do nosso amigo Freddy. Nele irá encontrar reviews semanais, episódios para baixar, além de podcasts pertinetes sobre o seriado: http://doctorwhobrasil.com.br/

Link para download: https://mega.nz/#!AA4SmILa!PY0_6Vji9uNpCxsK6eG_BJ4Cizw-xxLCBDqSsOKFYDE


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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Review Doctor Who S9x04 – Before The Flood



Fantasmas à bordo numa instalação de minério subaquática, nada mais justo para mais um cenário aventuroso para o Doctor e sua companion Clara. Em Under The Lake tivemos a chance de presenciar o desenvolvimento da maturidade em que se encontra a relação do 12º Doutor com Clara, portanto nesse desfecho de arco temos a reflexão sobre a mortalidade.
Toby Whithouse é o homem por trás do roteiro desse arco, o que antes de mais nada é seguro dizer que ele cumpriu o que prometeu no capítulo anterior. Tivemos uma sólida base no drama e personagens que se desenvolveram e foram relevantes do início ao final do arco. Before The Flood conseguiu encerrar de maneira cirúrgica e pontual cada detalhe que abrangeu, interligando os pontos, não obstante, acrescentando alguns que serão utilizados depois.
Uma das maiores conquistas desse arco está na primeira cena deste episódio, onde Peter Capaldi quebra a quarta barreira, dialogando com o público sobre sua estratégia, que um dia fez história. Após viverem uma série de aventuras Clara e o Doutor agora devem procurar entender o que houve antes da inundação. Enquanto Under The Lake foi um capítulo voltado ao quase horror pela ameaça fantasmagórica, Before The Flood possui uma atmosfera sci-fi, quando observamos o Doutor criar uma intervenção na linha temporal. Quando um acontecimento não poderia acabar diferente da forma que começou. Ou seja, temos o famoso Paradoxo de Bootstrap como centro da questão. Em que a pergunta desferida no início do episódio serve de exemplo perfeito para o desenvolver da trama: “Quem, de fato, compôs a 5º Sinfonia de Beethoven? ”
Constituída com bastante competência é notável a dinâmica do elenco para com a conclusão do roteiro. Onde o episódio 4 ocorre antes do episódio 3; entretanto, os eventos do episódio 4 só foram possíveis porque o Doutor os viu acontecendo no episódio 3. Por essa razão a coerência com o exemplo de Beethoven veio tanto a calhar para o meio narrativo.
Volto a pontuar sobre o espaço para a linguagem de sinais, na personagem Cass (Sophie Leigh Stone) oferecendo um papel de respeito. Pois aqui vemos momentos que ela teve sem a presença do tradutor Lunn (Zaqi Ismail). Onde apenas Cass e Clara estão presentes em cena, sem legenda para o que Cass tenta passar como informação. Isso demonstra o lado humanitário que vale a pena ser mencionado, por demonstrar solidariedade e a consciência de que a linguagem dos sinais é uma língua como nenhuma outra. Isso mostra como Doctor Who é uma série sem medida, por esses e outros detalhes que desperta sua magia e interesse do público.
Vale lembrar sobre a participação de Corey Taylor, vocalista da banda Slipknot e Stone Sour, que fez com propriedade o urro do Rei Pescador (Fisher King). Onde temos mais dois papéis, um para um suit actor vestir o figurino da criatura e outro para dublagem da mesma. Em outras palavras, três pessoas para apenas um personagem, o que demonstra a qualidade da equipe de produção. Sem mencionar a cena em que o vilão com seu design bárbaro tem um diálogo com o Doutor, de forma imponente e ameaçadora desferindo frases como: “Você ainda está preso na sua história, ainda protegendo o tempo como um escravo. Disposto a morrer ao invés de mudar uma palavra do futuro. ” Traz uma beleza estética impressionante, tornando este um dos melhores takes do capítulo.

A abertura na versão rock foi outro fator determinante para mais um detalhe que colaborou para um episódio bem dirigido, tremendamente bem escrito, inteligente e ao mesmo tempo um pouco angustiante. Before The Flood deu uma aula sobre cinema, mudando a locação, alternando entre uma fotografia destoante para uma mais sensitiva. Certamente um arco a ser lembrado, pela sua supremacia na forma de construção e finalização. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Crítica Perdido em Marte (filme)

Ridley Scott é um dos grandes diretores da história da ficção-científica para o cinema. Com Alien e Blade Runner, ele colocou seu lugar como um dos grandes gênios do cinema nesse gênero. Assim, depois de um longo período com filmes bem fracos (destaque para o fraquíssimo Prometheus), o diretor volta a realizar uma grande obra, digna de ser assistida.
O longa conta a mesma estória do livro: o astronauta Mark Watney se perde da tripulação após um acidente e fica preso em Marte, após uma expedição fracassada. Assim, ele tem que aprender e conseguir sobreviver enquanto tenta entrar em contato com a Terra para conseguir seu resgate do planeta vermelho.
Se deve começar analisando esse longa por dois pontos principais: a direção e as atuações. Sobre a primeira, ela é fantástica. Ridley Scott consegue criar uma atmosfera perfeita nos planos. A utilização de muitos planos abertos ajuda muito para dar a dimensão da magnitude do local e no quão pequeno os personagens são para aquela situação/aqueles lugares. Sobre a segunda, todas são geniais. Matt Damon está em seu melhor papel da carreira. Ele consegue passar todas as nuances e faces possíveis de Mark Watney, além de conseguir levar bem toda a trama com seu grande senso de humor, algo que está perfeitamente bem encaixado na obra. Além dele, o elenco conta com: Jessica Chastain, Jeff Daniels, Kristen Wiig, Sean Bean, Kate Mara, Sebastian Stan, Michael Peña, Donald Glover, Chiwetel Ejiofor e outros. Todos excelentes atores e com sensacionais atuações. O grande ponto é que o erro do filme, que está no roteiro, se baseia nesse ponto. São muitos personagens, com grandes atores e com pouco desenvolvimento. É sabido bem pouco da história de cada um desses personagens secundários e parece, muitas vezes, que alguns estão um pouco sem nexo. Claro que o filme tenta dar um grande momento para cada um deles, mas de uma forma bem subaproveitada. De resto, o roteiro é bem interessante e cumpre de uma boa forma seu papel.
Sobre as partes mais técnicas, o longa se sai excelentemente bem. A fotografia Dariusz Wolski é espetacular e cria toda uma ideia maior de imersão no telão. Ela possui tons pastéis, com total sentido devido a cor de Marte. Os efeitos visuais e especiais dão um complemento perfeito a toda a trama. Sem dúvida, haverá indicação ao Oscar para esses efeitos técnicos do longa. Por fim, a trilha sonora é um caso à parte. Ela possui parte diegéticas (que tocam dentro do filme) e não-diegéticas. A parte instrumental consegue criar toda uma atmosfera perfeita para a trama, principalmente no clímax final. Já nas partes de músicas reais, elas se encaixam perfeitamente. Lembra uma ideia um pouco de Tarantino, na qual a letra das músicas tem um sentido narrativo. Destaque maior para Starman de David Bowie.
O final do longa é grandioso, essa é a melhor palavra. O clímax cria uma tensão fantástica e, devido a toda experiência, é devidamente recompensador. Logo depois, existe uma parte posterior que dá uma finalização bem melhor do final anticlimático que o livro proporciona.
Perdido em Marte é um dos grandes filmes desse ano de 2015. Ele possui tensão, ação, aventura, drama e comédia, cada um em seu ponto essencial. Mesmo com sua falha em relação a grande quantidade de personagens mal desenvolvidos, tudo de resto que é possível ser visto em tela cria uma maior imersão e senso de felicidade ao assistir o longa.

Nota: 9,0/10

Crítica Perdido em Marte (livro)

CONTÉM SPOILERS LEVES DO LIVRO
Livros com a temática de espaço são feitos em grande quantidade, de pessoas perdidas também, mas esses dois elementos juntos sempre foi um elemento bem pouco utilizado. Ele ocorre geralmente no meio de obras para caracterizar algum personagem ou um resgate. Assim, Perdido em Marte vem como uma obra diferente do que se vê atualmente. Um ficção-científica com muita realidade científica e muita diversão.
O livro conta a estória de Mark Watney, um botânico que vem junto com sua tripulação para uma exploração de Marte. Após uma tempestade de areia, ele se vê preso e é dado como morto. O grande problema é que Mark está vivo e precisa agora sobreviver no planeta vermelho em busca de realizar contato com a Terra e ao mesmo tempo dar um jeito de continuar a viver.
O escritor Andy Weir é um grande achado da literatura ficcional atual. Poucos são os escritores que conseguem passar a tensão tão bem em cenas, muitas vezes, tão simples. O mais interessante disso é que esse é o primeiro livro longo do autor! Além disso, ele consegue criar a apatia logo de cara com o grande protagonista do exemplar com um fato extremamente inusitado: pelo seu humor. Mark é um personagem extremamente engraçado e se utiliza disso como fonte de não acabar pirando nessa situação e também como uma forma de divertimento pessoal que ele possa ter. É interessante observar também que Watney busca voltar para a casa pelo fato de realmente permanecer vivo, pois não tinha ninguém que lhe esperasse (no livro ele cita sua família, mas é mostrado de uma maneira bem fraca), algo até de certa forma parecido com o filme “Gravidade”. A escrita nas cenas de maior calmaria também é fantástica devido ao grande detalhamento. Muitos termos científicos são utilizados, um por cima do outro, mas são de maneira concisa, criando uma certa ideia de sentido para a utilização destes. Apesar disso, é inevitável para os leitores com pouco conhecimento nessa área científica procurarem certos termos e siglas no Google.
A obra tem alguns problemas que afetam muito a maneira da leitura geral. O primeiro ponto é a grande quantidade de situações na qual ele se salva de maneira muitas vezes fácil demais. É possível compreender um pouco mais esse fato devido ao senso de perigo total que o protagonista passava (ele poderia morrer facilmente em qualquer erro), mas nada impediria que certos erros, falhas e consequências delas ocorressem e sejam sentidas no decorrer da narrativa. Em segundo lugar, vai em relação a ele ter se mantido estável durante a jornada do roteiro. Esse fato pode ser explicado pela comédia e atividades na qual ele realiza que ajudam a manter a sanidade, mas, mesmo assim, o tempo é muito grande e isso não se explica tão bem. Por último, o final. O livro tem um final totalmente anticlimático, após uma grande cena. Isso pode gerar divergências, mas a maioria dos leitores não deve curtir tanto.
Falando positivamente do final, ele tem um grande acerto: um dos grandes clímaces que qualquer um poderá ler. Toda a tensão impregnada é simplesmente brilhante e é impossível não parar de virar as páginas. O grande ponto é esse: quando se espera o algo a mais, a estória simplesmente acaba.
O livro foi lançado pela Editora Arqueiro ao preço de 39,90. O preço de capa é um pouco caro e é mais recomendável uma leitura por e-book, pois o preço fica mais em conta. A edição é bem caprichada e sem erros de tradução. Minha nota vai apenas para a Editora Arqueiro que, após o filme começar a chamar atenção, colocou à venda apenas os exemplares com a capa do filme e parou de fabricar a normal, que é bem mais bonita.
Perdido em Marte é um dos livros mais tensos, instigantes e interessantes dos últimos anos, apesar de não ser um excelente livro. Tem seus vários e vários acertos, mas seus erros abalam um pouco numa leitura melhor. Andy Weir ainda tem um grande caminho pela frente, mas precisava arriscar mais nesse, algo que ele não fez, mas vale muito a leitura.

Nota: 8,4/10

Podcast #17 O Homem do Castelo Alto




Nesse poscast tivemos um papo saudável sobre a questão da ficção científica e o que é o ser humano, o que de fato é real e irreal. Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Nazistas. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Os negros são escravos. Os judeus se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. Ao apresentar uma versão alternativa da história, o autor levanta a questão - 'O que é a realidade, afinal?'
A um passo de termos uma série de TV produzida pela Amazon, que está programada para estrear ainda esse ano. Illuvatar, Diogo, Renata e Fábio (Escritor da Editora Draco) discutem o valor dessa obra de Philip K. Dick.

Link para acesso a Editora Draco: http://editoradraco.com/

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domingo, 11 de outubro de 2015

Crítica The Reflektor Tapes

Bandas de grande sucesso acabam sempre investindo em documentários. Essa ida ao cinema para uma demonstração de algo diferente acaba entrando, muitas vezes, no comum, principalmente no meio indie. A grande banda, uma das melhores da atualidade, Arcade Fire, já havia investido em “Mirror Noir”, que contava sobre a gravação do segundo álbum de estúdio do grupo: Neon Bible. Agora, eles vêm com algo completamente novo, diferente e totalmente Arcade Fire.
O longa documental foca basicamente na estória e nos bastidores da criação do último trabalho da banda: o álbum Reflektor. Foca na maneira de criação, na interação entre os membros e em alguns shows que rondaram durante o tempo dessa produção.
Se pode começar uma análise desse filme coma direção de Kahlil Joseph (seu primeiro filme como diretor). Ele utiliza uma estética totalmente louca e inesperada de se observar em qualquer documentário comum, mas como se trata de uma das bandas mais diferentes e inovadoras da última década, não é de se esperar muito diferente. Ele utiliza muitos contrastes de luz, cor, passagens do colorido para o preto e branco e etc. Uma verdadeira alucinação.
Se segue com o roteiro, que é extremamente confuso. Ele não sabe direito para onde e no que quer focar e, em muitos momentos, perde bastante tempo em situações que o espectador poderia ver mais sobre o processo criativo do álbum. Aliás, esse é um ponto extremamente falho do longa: pouco abordar a criação de Reflektor. Ele foca em alguns momentos na viagem para o Haiti e a Jamaica que a banda realizou em busca de novos sons, na utilização de estilos híbridos, na frase de livro que serve um pouco para a filosofia em torno da obra e outros, mas de maneira muito curta e simples. Seria muito mais interessante acompanhar algumas cenas sobre o trabalho artístico nas letras e na melodia, do que simplesmente algumas músicas de outros Cds em determinados shows.
Nas partes mais técnicas, a edição de som é talvez o grande destaque de todo o longa. A utilização da trilha sonora de músicas da banda é utilizada de uma maneira bem inteligente e buscando o espaço máximo da sala de cinema, com o poder de todas as caixas de som. Os cortes nas vozes e nos instrumentos, em alguns momentos, também cria uma atmosfera interessante. O grande problema nesse ponto é a não utilização de uma música completa da banda, é visível a falta que faz. A fotografia também possui um trabalho bem interessante, principalmente na utilização das cores, como citado acima. Além disso, a construção dos planos mais para o final do longa, criam uma atmosfera bem interessante.
Após a exibição do filme, uma pequena entrevista realizada com 3 integrantes do conjunto musical (Win Butler, Regine Chassagne e Richie Perry) dá um maior entendimento para o toque que quiseram realizar nesse filme. Explicam a utilização de certas cenas e a loucura, principalmente protagonizadas por Win, em outras. Serve como um perfeito complemento e para um aprecia mento melhor dessa obra.
“The Reflektor Tapes” é um dos documentários mais diferentes realizados com bandas. O Arcade Fire consegue inovar para onde quer que vá, seja na música ou no cinema ou numa mistura dos dois, algo devidamente impressionante. Apesar disso, essa inovação nem sempre vem em um caminho que os fãs da banda, nem que um documentário muito bom poderia levar. Definitivamente o espírito de “Reflektor”  não apareceu aqui.

Nota: 6,1/10

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Crítica do livro Academia Jedi

A literatura infantil, ou seja, livros com uma temática mais infantil para Star Wars têm crescido bastante. Cada vez mais se vê exemplares assim, mas, em suma maioria, totalmente genéricos. Assim, a editora Aleph lançou “Darth Vader e filho” e “A princesinha de Vader” do escritor Jeffrey Brown, que são estórias mais curtas, mas decidiu lançar “Academia Jedi”, algo mais longo, mais divertido, interessante e uma ode de amor a Star Wars.
A estória do livro é sobre Roan Novachez, um garoto que mora em Tatooine e tem o sonho de ir para a Escola Secundária Academia de Pilotos e se tornar o maior piloto estelar de todos, mas acaba não sendo aceito e sendo convidado para adentrar na Academia Jedi e vivendo de tudo lá dentro.
Se deve começar falando sobre o estilo de escrita do livro. Ele não tem um narrador, mas maior parte da narrativa se passa em primeira pessoa, na visão de Roan. Apesar disso, várias e várias partes possuem escritos acadêmicos, desenhos dele, cartazes, partes do jornal escolar e etc., ou seja, certas partes são em formato de quadrinho, outras de uma escrita normal, outros de desenhos.  Assim, se torna extremamente interessante a maneira como é criada toda a construção da estória e o interesse do leitor se aprofunda cada vez mais por adentro do universo criado.
Segue-se com a escrita de Jeffrey Brown, que é extremamente fascinante. O autor consegue passar toda a magia de viver por dentro do universo e cria uma trama extremamente divertida. Piadas e mais piadas hilárias (todas de Roan com o Yoda e os desenhos dos Ewoks são as mais engraçadas) e muito envolvente. O livro, por ser pequeno e totalmente ágil, é muito tranquilo de se ler. Dá para acabar em um dia, sem maiores dificuldades. Apesar disso, a vontade da releitura o mais rápido possível vai bater sem muito demora.
Os desenhos, de Jeffrey Brown também, servem de forma perfeita para complementar toda a estória. Ele possui um traço bem leve e cartunizado. Os desenhos complementares, que na estória são desenhos de Roan, servem muito bem para a narrativa e para a comédia também. A estratégia desse autor de não realizar nenhuma forma de colorização se torna ainda melhor, pois toda a trama é baseada em um diário do protagonista e, se ocorresse alguma cor, poderia não fazer tanto sentido no contexto.
O livro foi publicado pela Editora Aleph ao preço de 39,90. Apesar do preço um pouco salgado, tudo na obra vale a pena. O capricho da editora na capa dura (e que belíssima capa!) ainda aumentam mais a qualidade de todo o material e, por consequência, o preço. A tradução de Isadora Prospero acontece sem nenhum erro e de maneira muito boa.
“Academia Jedi” é um dos grandes livros/quadrinhos que qualquer um poderá ler esse ano. Possui uma grande estória, ótimos desenhos, muitas risadas e uma diversão absurda. Para os fãs do universo de Star Wars, vai ser uma das coisas de maior diversão que poderá ler desse universo e, para os que não são fãs, é uma ótima leitura de iniciação. Uma das melhores coisas lançadas no ano.

Nota: 10/10

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Blindspot em alta e Minority Report em baixa: Conheça as melhores e piores novidades da Fall Season 2015



Números de audiência nos Estados Unidos revelam os sucessos e fracassos dentre as séries estreantes. Pesquisa ainda revela retorno de queda para CSI: Cyber e crescimento de Empire.

O outono norte-americano chega e a fall season inaugura um novo ano para as séries nos Estados Unidos. Num mercado crescente e de forte competição com as mais variadas atrações, duas semanas são tempo suficiente para antecipar sucessos e fracassos, especialmente em se tratando de séries estreantes. Assim, o site The Hollywood Reporter fez um levantamento sobre as novidades que estão dando certo e errado na temporada 2015-2016. Surpresas inclusas.
Blindspot é um exemplo. O suspense estrelado pela bela Jaimie Alexander como uma mulher que acorda nua, sem memória e repleta de tatuagens com significados ocultos estreou para 10 milhões de espectadores e obteve resultados ainda melhores na segunda semana. O crescimento de audiência em DVR três dias após a sua exibição é de 63% e a série (que não teve um marketing maciço de blockbuster televisivo) marca 4.5 de média entre o público predileto dos anunciantes, entre 18 e 49 anos.
Diante de tais números, é fácil constatar o verdadeiro fracasso de Minority Report. O reboot televisivo da aventura sci-fi estrelada por Tom Cruise apresentou 1.7 de rating após três dias de exibição em DVR (menos de um terço em relação à concorrente de sucesso na NBC). O terceiro episódio seguiu em queda e sua exibição original marcou apenas 0.7 de média — o que já coloca o futuro da série procedural de Max Borenstein em xeque na Fox.

A força do DVR nos Estados Unidos tem sido uma alternativa para séries com audiência de noite de estreia razoável, como aconteceu com Scream Queens (série da Fox com crescimento de 59% em DVR) e Heroes Reborn (NBC, 60%), além de ter alavancado a já ótima audiência da surpreendente Quantico (ABC, 63%). Porém, o gráfico também mostra que mesmo relevantes taxas de streaming após a trasmissão original não salvam grandes fracassos, casos de Blood & Oil (ABC, 36%) e The Player (NBC, 52%).
A completa reportagem realizada pelo THR apresenta outros dados interessantes. Dentre as estreantes, Code Black teve uma ótima recepção no Twitter e tem uma projeção otimista de crescimento nas próximas semanas.Os Muppets, por outro lado, recebeu 28% de taxa de aprovação, o que indica a necessidade de mudança para que sua boa audiência não apresente estagnação ou queda ao longo da primeira temporada.

"As semanas três e quatro são muito mais improtantes que a primeira", diz o analista de redes sociais Brad Adgate, justificando a relevância de seu trabalho. Um exemplo utilizado por ele é o de Empire, que estreou bem e, graças ao buzz positivo, seguiu crescendo vertiginosamente ao longo de todo o seu primeiro ano. Os efeitos desse crescimento se refletem na segunda temporada, numa alta de 64% de audiência. Desempenho às avessas foi constatado em CSI: Cyber, que caiu 45% em relação ao seu primeiro ano.
Por fim, a pesquisa revelou um dado espantoso: em apenas quatro anos, a queda de audiência dos dias de estreia das séries nas quatro grandes emissoras abertas dos Estados Unidos chegou a quase 30% —  o que só não é tão alarmante porque reflete a popularidade do DVR nas casas dos norte-americanos.

Review Doctor Who S9x03 – Under The Lake


OBS: Se você não acompanha Doctor Who não leia, pois conterá SPOILERS

Após o arco dos Daleks ter sido ‘concluído’, adentramos em águas desconhecidas. Um capítulo que a primeiro momento não mostra potencial, mas seu desfecho prova seu brilhantismo. Escrito por Toby Whithouse, autor de episódios como: A Town Called Mercy, The God Complex e The Vampires of Venice (todos com Amy e Rory). Vemos Toby cutucar no ponto que diz respeito a identidade do Doutor e o complexo caso da nave alienígena em uma base aquática repleto de fantasmas.
Por mais que o caso envolva o usual termo fantasmas, não se desaponte, pois pode parecer óbvio, mas a grande sacada aqui é se perguntar: O que é um fantasma? Alguém sabe? Bem Doctor Who dessa semana trata de explicar sobre a comunicação dos mortos que não se aplica somente a vida terrena, mas a todo universo e seu espaço sideral.
O thriller da tripulação ‘caçada’ por fantasmas é entusiasmante a ponto de querermos saber o que de fato ocorre/ocorreu naquele lugar. Uma observação em relação a personalidade do 12º Doutor está na nítida cena em que Clara remexe uns cartões de autoajuda, afim de ajudar o velho alienígena a lidar com situações sociais e mostrar mais respeito ao falar sobre morte, ainda mais quando se tem uma delas entre os seus ocorrida recentemente.
A escuridão, a espada, o abandonado e o templo. Coordenadas para o desconhecido passado dos fantasmas, uma cena inteligente que não só explica parte do que se precisa saber, mas ao mesmo tempo levanta ainda mais questões. Como: será mesmo que o piloto da espaçonave alienígena está naquela câmera de animação? E porque o Doctor pressentiu que o piloto não está de fato lá dentro. O que há lá dentro? Respostas ou mais perguntas?
Um adendo sobre a personagem surda é importante de ser dito aqui, que a presença dela nesse elenco foi fantástica, uma verdadeira saída genial. O que sem ela muitas das respostas não seriam respondidas ou sequer começadas a ser perguntadas. O que trouxe ainda mais força para o arco, seus personagens secundários e seus detalhes. Do rapaz que gesticula os sinais da tradução a própria comandante surda.
Quando o grupo se separa, o doutor resolve voltar no tempo para quando pousaram a Tardis na base subaquática. A questão vem ao percebermos que na verdade o doutor deixou tudo na mão de Clara. Ou seja, Whithouse pretende dar mais espaço a personagem em Before The Flood, na continuação do arco que segue na semana que vem.
Visto que tivemos um começo de temporada com os Daleks é possível que eles voltem a assombrar o Doutor ao final desta. E a situação se tornar mesmo pesada, com um drama denso para um trágico final de Clara, que se sabe que vai se despedir. Missy brincou com os sentimentos dela uma vez, pode retornar para terminar o que começou. Quem já está com saudades da sonic screwdriver? Pode falar, glasses are cool but... não tiram o charme e delicadeza da chave sônica. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01x06 FINAL – The Good Man


Agarre-se a vontade de viver, dê mais um passo, siga em frente. Ou para o expectador agarre-se a uma almofada pois esse foi o final da primeira temporada de uma minissérie que já deixa saudades. Quando anunciaram o spin off de The Walking Dead, era de se imaginar algo diferente e precedente ao carro chefe da série principal. Mas quem imaginaria ser tão digna quanto a principal.
Em The Good Man tivemos tempo para cada núcleo se desenvolver, o que ao final é o que se espera. E percebe-se que o nome do capítulo que dará desfecho faz jus ao nome, pois tudo nesse final flui de acordo com a decisão tomada por Travis no início do episódio. E termina com ele. Aqui tivemos a invasão ao complexo, ao resgate de Nick e Liza. Pontos sutis e importantes pipocam nessa parte. O primeiro deles é a sutileza da cena em que o grupo de Maddy e Travis deixa sua casa e percebe uma família vizinha a jantar como se não estivessem à beira do apocalipse. Em seguida a cena de Liza e a doutora Exner quando se chega a conclusão de que a ajuda não virá (algo que lembra a Lost), ou seja, para onde ir, mesmo que escape.
A construção dinâmica da cena em que Daniel Salazar caminha calmamente até a entrada do complexo e alerta aos guardas que não gastem balas com ele. E aponta para o exército de dois mil zumbis, que ele soltou do estádio. Particularmente esse momento economizou tempo com diálogos inúteis partindo direto para o que interessa, sem delongas.

Apesar de pouca participação, a cena em que Alicia e Chris são abordados por soldados poderia ter terminado bem pior se fosse uma série da HBO. Mas como estamos falando da AMC a cena termina com um nocaute, que deixa no ar se eles irão ou não encontrar o grupo novamente. Quando vemos a transformação de Travis vir à tona, quando a confiança é quebrada e uma grave consequência do ato de confiar é violado. Pois claramente o princípio da mudança do personagem ocorre em Cobalt, quando se põe em cheque a discussão sobre o uso das armas. Não deixa de se levar em consideração o momento atual americano sobre o debate da posse ou não de armas que voltou aos jornais e televisões do país, com um novo atentado dentro de uma escola. É como se as armas tivessem vencido a discussão, ainda que Travis tenha motivos de sobra para puxar o gatilho.
Ao conseguir resgatar Nick e seu novo amigo de terno (Mr Strand), o grupo liberta os presos não transformados. E a história toma rumo graças a Strand, que possui uma casa de praia, que foi o plano de fundo para conclusão de alguns personagens. Liza indica que ama o filho, nesse momento percebe-se que algo não está certo. É quando Maddison a segue pelos rochedos e ela mostra que foi mordida. Antes mesmo que a Maddy puxasse o gatilho, os roteiristas deram essa chance a Travis para evidenciar ainda mais sua mudança como personagem.



A primeira temporada de Fear mostra capaz de entreter, com bons personagens, aquele drama familiar funcional, que de fato obteve sucesso ao desenvolver seus personagens sem forçar ou abusar demais. As perguntas que ficam são: Para onde Abigail levará nosso grupo principal? Strand é de confiança? Podemos esperar pessoas frias e mais preparadas? Em algum momento eles irão para o deserto? Bem teremos de aguardar uma segunda temporada, afinal "O único modo de viver num mundo louco é abraçando a loucura".
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