REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Primeiras Impressões - Kamen Rider Ghost


OBS: Se você ainda não assistiu o primeiro episódio. Abaixo conterão SPOILERS

Após o dramático final de Kamen Rider Drive, a série que precedeu, agora fomos transferidos para o mundo dos mortos, ou quase isso. Ghost vem preparando terreno, afim de deixar notório as referências a sua própria franquia para o ano comemorativo de 45 anos. KAIGAI! ORE!
O segundo semestre é o ponto de passagem de um Kamen Rider a outro, e para um ano com uma forte ligação entre os mortos e os vivos entra em cena Kamen Rider Ghost, aquele que irá transcender entre o mundo dos espíritos e esse mundo. A Plot deste Rider é bem simples Takeru Tenkuuji tem a intenção de ser um caçador de fantasmas tal como seu pai um dia foi. Até ser morto ele não entende o valor da teoria e prática. Agarrado ao desejo de viver, ele consegue uma segunda chance, com as orientações de seu mentor, o Sábio (Naoto Takenaka) que o faz lutar por sua vida como Kamen Rider Ghost pelos próximos 98 dias.
Com uma premissa básica e uma corrida contra o relógio podemos estar diante de uma boa história. A TOEI apostou no diferenciado esse ano, chamou Takuro Fukuda para roteirizar. Conhecido por filmes e dramas policiais e algumas séries sobrenaturais como: Tales of Night-Prowling Ghosts e Vampire Host. Escrever um roteiro para a consagrada franquia Kamen Rider pode ser a receita para o sucesso, visto que a série tem os elementos que Fukuda-san já lidou antes. Por outro lado, na direção temos o já conhecido Satoshi Morota, que dirigiu Riders anteriores, tais como: Kamen Rider W, OOO, Hibiki, dentre outros. Nesse aspecto podemos esperar referências advindas dos modelos de alguns monstros, cenários ou cenas que podem vir a lembrar confrontos ou diálogos que ficaram marcados nas séries que precederam.
Sobre o elenco temos o jovem Shun Nishime como protagonista na pele de Takeru como Kamen Rider Ghost. Dono de uma voz inocente, se encaixou como o garoto despreocupado. No papel da amiga de infância de Takeru temos Akira Tsukimura (Hikaru Ohsawa). Que nesse primeiro momento se mostra como alguém não acredita em eventos sobrenaturais, e afirma haver explicação científica para tudo. O lado cômico fica a cargo do monge Onari (Takayuki Onagi), que alega em determinado momento que deveria ser capaz de ver os fantasmas por passar anos se aperfeiçoando. E com ele uma dupla de monges locais: Shibuya e Narita para fechar o elenco principal dos aparentes mocinhos.
Como Tóquio tem estado sob ataque de fantasmas recentemente, nos vilões temos os Gamma, espíritos que buscam obter os preciosos Eyecons. Esses mesmos itens que Takeru precisa recuperar em 98 dias. O que faz um conflito direto e claro entre os heróis e vilões. Obra de Fukuda-san provavelmente, que gosta de utilizar a perseguição pelo mesmo elemento como modo de fazer com que personagens importantes se encontrem e travem um confronto (Se isso for bem desenvolvido pode terminar como um belo suspense como feito nos primeiros Riders da Era Heisei tais como: Kamen Rider Kuuga e Agito). Aqui nesse primeiro capítulo nenhum nome de vilão fora os Gamma é explicitamente falado. Mas podemos perceber a presença do ator Yoshiyuki Morishita (Kill Bill 1 e 2 e O Grito) como o homem misterioso que desperta os espíritos Gamma. E ao final o novato Hayato Isomura, que aparece reclamando do incômodo que Kamen Rider Ghost será, o que pareceu ser um tipo de gerente Gamma.
A produção dos efeitos especiais desde de Kamen Rider Gaim pôde-se notar uma melhora considerável. E as coreografias foram bem desenvolvidas, os suit actors transmitiram a sensação de realmente estar batalhando como Musashi, herói que Takeru tanto admira e agora obtém seu poder lendário.

O primeiro capítulo do ano comemorativo para franquia Rider promete fantasmas dos heróis mais conhecidos da mitologia mundial. Não obstante, se manter a ideia de que Takeru agora não pode mais se comunicar o mundo humano para um lado mais sensível e preocupante pode render bons Twists. Entretanto, se basearem realmente apenas nos sentimentos do personagem para se comunicar pode parecer forçado. Uma jornada atrás das 14 Eyecons em 98 dias é uma missão para um fantasma que pretende voltar a vida. Será que ele consegue? 


domingo, 4 de outubro de 2015

Crítica - Mayara & Annabelle Vol 1


Uma dupla improvável para um quadrinho pra lá de brasileiro, com um traço cartunesco passamos por São Paulo à Fortaleza em uma deliciosa luta contra o mal com as meninas Mayara & Annabelle.
Não é todo dia que as HQs de terras brasileiras chamam minha atenção, entretanto tive a grata surpresa ao cruzar com o traço de Talles Rodrigues. Dono de uma expressão que lembra as histórias de Scott Pilgrim em seus trabalhos conceituou os detalhes de suas personagens, além de seu ambiente.
Mayara & Annabelle traz uma atmosfera quente, com cores quentes, onde o tom alaranjado faz a estática e a métrica do roteiro dialogarem perfeitamente. A narrativa tem início quando Mayara tem seu nome sujo na Assessoria Técnica em Combate da Secretaria de Atividades Fora do Comum de São Paulo, mas graças a seu amigo/mentor ela consegue escapar. Mas para isso, agora ela terá de ser transferida para Assessoria Técnica em Combate da Secretaria de Atividades Fora do Comum de Fortaleza, onde se tem conhecimento com o menor índice de atividades fora do comum do país. Onde conhece Annabelle. Assessora Técnica em Magia e única funcionária da SECAFC-CE além do próprio Secretário, ela não queria uma parceira. Queria era um estagiário para preencher os relatórios e se livrar da burocracia.
As personalidades tão diferentes das protagonistas, são o grande estímulo da leitura. Pois atrelada ao roteiro de Pablo Casado a vontade de acompanhar as aventuras dessas duas agentes é um convite ao desconhecido saboroso que aguarda no decorrer do folhear de páginas. O quadrinho tem diversos momentos detalhistas que estimulam o ambiente e seus personagens, a começar pelo sotaque dos cearenses em contraste com o paulista, que foi bem traduzido nas falas das meninas. E de personagens secundários. Além de levantar temas como relacionamentos homoafetivos de maneira divertida e verdadeira.
A realidade paralela no Brasil criada por Talles e Pablo abriu portas para uma série de graphic novels da Editora Fictícia. Uma capa chamativa, de duas funcionárias públicas que têm uma rotina um tanto quanto diferente das usuais. Em um autêntico apanhado de referências nacionais e não nacionais Mayara & Annabelle trazem muito kung-fu, bruxaria, demônios e monstros sob um olhar brasileiro, mas que ao mesmo tempo se conecta com nosso mundo real.


Nota: 10,0


sábado, 3 de outubro de 2015

Crítica – Sore Ga Seiyuu!


A realidade da indústria de dublagem no Japão é um ponto pouco abordado em animes, foi pensando nisso que Kenjirou Hata e Masumi Asano desenvolveram essa adaptação. Com um toque de comédia aqui e alí adentramos no mundo, onde a inexperiente, tímida, mas determinada Ichinose Futaba tem que decidir se quer mesmo ou não seguir a carreira de dubladora.
Sore Ga Seiyuu! Possui uma plot simples e clara, que condiz com a realidade que o anime quer tratar. Nesse contexto Futaba topa com várias vozes conhecidas nos animes, de fato. Como a famosa Nozawa Masako, dubladora original de Son Goku de Dragon Ball. Afinal o anime também serve para homenagear esse mercado tão competitivo na Terra do Sol Nascente. Seguindo essa lógica a história põe Moesake Ichigo e Kohana Rin como também aspirantes a Seiyuu para interagir, protagonizando com Futaba.
A grande sacada desse anime advém do proveito de situações simples, mas que realmente ocorrem, como o estresse do dia-a-dia num estúdio de dublagem, as oportunidades que surgem entre um trabalho e outro, que criam vertentes para alavancarem a carreira. Por mais que o anime pareça e tenha foco em Futaba em seu início, aos poucos ele vai dando margem para que Ichigo e Rin tenham suas narrativas agregadas ao processo final. A amizade entre as três é algo que não chega a ser forçado, por esse motivo quando elas começam de fato a interagir se começa a ter vontade de torcer pelo sucesso delas.
Diferentemente de animes como Shirobako, a obra original de Sore Ga Seiyuu! Traz o universo da dublagem, rádio e até de como começam as formações de grupos de dança do gênero Jpop. O visual não chega a ser atraente, mas compensa pelo character design de Masakatsu Sasaki (Fullmetal Alchemist). Sem mencionar no design da arte pela Yukie Inose (Accel World) que defende bem sua posição demonstrando com exatidão os rostos factuais dos dubladores que fizeram participações especiais.
O mais interessante está na trilha sonora cantada toda pela mesma banda que faz a abertura e o encerramento do anime. E a curiosidade está que o grupo Aice, que desempenha esse papel estava parado por pelo menos 8 anos, e retorna aos palcos. Vale lembrar que Asano é uma das criadoras do anime possibilitou esse retorno, pois também faz parte do grupo. O grupo é formado por dubladoras que também atuam como um grupo musical, reflexo que pode ser notado também no anime.


No mais Sore Ga Seiyuu! Trouxe com vigor uma história divertida com uma animação razoável, mas que chama atenção pelo roteiro de qualidade no que diz respeito ao realismo. Um character design que não falha e uma trilha sonora a refletir exatamente o efeito da obra. O anime tem um final satisfatório, entretanto, permanece a dúvida se terá uma continuação para o futuro das personagens ou se apenas o que foi abordado é o bastante.


Nota: 8.5

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Review Fear The Walking Dead S01E05 – Cobalt


Quando você tem uma escolha e tem que escolher qual lado realmente está, qual delas irá escolher? Correr? Estar no lado errado? Ou apertar o gatilho? Nessa penúltima semana de Fear The Walking Dead vemos a preparação para chacina que vai ocorrer no próximo e último capítulo. Com o aumento da tensão, Travis conhece como as coisas realmente funcionam “no olho do furacão”.
O verdadeiro rito de passagem para o início do apocalipse acontece nos detalhes, com Nick sendo salvo pelo seu companheiro de cela. Ao que parece ser um novo personagem, este que aparenta ter nascido justamente para esse mundo; homem que entende muito bem como barganhar e mexer com o psicológico das pessoas. Ou mesmo com Alicia e Chris em um momento rebelde destroçando os objetos de uma casa rica abandonada, afim de aliviar a tensão e pela primeira vez fazerem o que realmente querem. A cena pode ser interpretada como uma crítica social superficial, diante do ato aplicado pelos jovens.
Paralelamente, Daniel Salazar inicia seus métodos pouco ortodoxos para obrigar a paquera militar de sua filha a revelar o significado da palavra “Cobalt” nas transmissões de rádio dos soldados. A resposta não é muito agradável. Novamente, Travis foi obrigado a confrontar seus dilemas pessoais se recusando a usar uma arma de fogo para atirar num zumbi. Para o professor de inglês, os mortos-vivos ainda são pessoas e ele se sente como um assassino a cada morte que acontece ao seu redor, além de sua oposição contra o uso de armas. Já não é a primeira vez que a série obriga o personagem a ficar nessa situação.
Dessa vez Madison não reage e apenas omite a tortura feita por Salazar, mas as cenas de suspense ainda ficam com ela, quando ela investiga algum barulho estranho no porão. Com a clássica cena da bateria da lanterna se apagando em meio a escuridão.
No lado show de horrores temos Liza, que já bastaria todo o sangue e a situação precária e emergencial que se encontram enfermeiros, pacientes e a Doutora ‘chefe’, mas Fear The Walking Dead sabe trabalhar bem os nossos medos e ansiedades. Aquele falatório de Griselda – que àquela altura já tinha seu pé amputado – em espanhol torna tudo ainda mais assustador. Para fechar seu ciclo com chave de ouro, uma arma pneumática surge como um final elegante ante a agonia de se tornar um morto-vivo. Ponto para a enfermeira quebra-galho Liza Ortiz. Mais uma mulher forte e decidida na série.

Se Cobalt já tinha tudo que um grande episódio precisa ter para se destacar dos demais, muita tensão, angústia, sangue, dramas familiares, verdades sendo aceitas, omissões oportunas e até mesmo um pouco de sensualidade latente, ele se encerra de maneira espetacular com o plano da Guarda Nacional começando a ser executado e Salazar descobrindo que a batida ritmada que se esconde atrás de portões que, sim, vão ceder logo, vão fazer nossos corações acelerarem a mil no episódio final que se chamará “A Good Man“.

Crítica – Akagami No Shirayuki-hime


Quando se fala em shoujos se pensa em algum drama escolar ou se tratando de príncipes e princesas é algo ainda mais a se pensar na dama em perigo. Entretanto, a menina de cabelos ruivos chamada Shirayuki veio para mudar isso.
Desde Akatsuki No Yona não se vê um shoujo em que a protagonista tome as rédeas da plot com tanto fulgor a ponto de ser tão capaz como o típico protagonista. Pode se dizer que a talentosa Akao Deco (Arakawa Under the Bridge, Etotama e Noragami) roteirista de Akagami tenha se inspirado em Yona. Deixando isso de lado o anime retrata a vida de Shirayuki, uma garota de raros cabelos ruivos, de personalidade forte, que trabalha duro para se tornar uma herborista que todos reconheçam. Um dia ela é proposta a se casar com o príncipe egoísta de seu reinado, mas ao invés disso se depara com Zen, um príncipe do reino vizinho. Desde então seus caminhos se cruzam e Shirayuki passa viver no castelo de Zen como a herborista do reinado.
Por mais que a plot tenha seus clichês de todo e qualquer shoujo, é natural que observemos cenas embaraçosas, no entanto, a força com que Shirayuki lida com os desafios por ser constantemente perseguida (por mais que não pareça) por seus raros cabelos ruivos é de impressionar logo nos primeiros capítulos. A trama tem seus momentos lentos de um Slice of Life , mas a direção de Masahiro Andou (CANAAN, Zetsuen no Tempest) não deixou a desejar, mesmo sendo essa sua primeira experiência com shoujos ele soube conduzir as cenas, de modo suave e mostrando um pouco de ação quando necessário. Sinceramente falando, Masahiro até foi além nas cenas de ação, pois demorava a mostrar, mas quando o fazia chegou a se utilizar até de sangue. Algo que não se vê em shoujos, por essa razão os pontos pela direção devem ser elevados.
O famoso estúdio BONES ficou responsável pela produção, graças a isso o anime possui cenários belíssimos e animação de primeira. O estúdio que é conhecido por sucessos como No.6, Fullmetal Alchemist: Brotherhood,Darker Than Black, Kekkai Sensen, dentre outros. A dublagem de Shirayuki ficou por conta Saori Hayami, que ficou conhecida depois de dublar Miyuki Shiba de Mahouka Koukou No Rettousei. E a voz de Zen fica a disposição de Osaka Ryouta, mais conhecido por Staz, protagonista de Blood Lad.
Não menos importante o charater design de Kumiko Takahashi (Sakura Cardcaptor) é sempre bem-vindo a novas produções. Ela trabalha o traço de seus personagens de maneira suave e ao mesmo tempo detalhista. A trilha sonora é outro ponto importante, com destaque para ambas abertura e encerramento. Por mais que a abertura seja cantada pela cantora e dubladora Saori Hayami o encerramento pela banda Eyelis é ainda mais marcante, trazendo uma sonorização leve, porém com um tom romântico enfatizando bem o casal do anime.


Portanto, Akagami Shirayuki-hime pode parecer um perfeito conto da Disney sobre uma adaptação do que seria a branca de neve pelo título do anime em inglês Snow White with the Red Hair. Mas, acontece que o anime vai além da adaptação, sendo fiel ao mangá levando a obra a novos horizontes para uma segunda temporada. No fim das contas, o anime trabalhou bem o tempo dos personagens secundários em tela, e ainda avança sutilmente na história sem exageros e sem ousadia.


Nota: 9.5

Crítica - Ore Monogatari!!


O que é um protagonista ideal no gênero shoujo? Se direcionarmos essa pergunta pedindo uma descrição dele, a resposta mais comum pode ser “Um garoto lindo! / O príncipe da escola! / Com uma franja e o cabelo meio bagunçado! / Um cara que passe segurança e delicadeza! ”. E quantas vezes ‘shoujistas’ já não se apaixonaram por garotos assim? Mas vendo o pôster de ‘Ore Monogatari!!’, antes mesmo de começar a temporada de primavera, eu me fiz a pergunta: “Mas quem se apaixonaria pelo Takeo? ”.
‘Ore Monogatari!!’ conta a história de um estudante do ensino médio chamado Gouda Takeo, este tem uma aparência um tanto peculiar, algo que se assemelha a um ogro (como é descrito no próprio mangá/anime). Takeo é um cara super gente boa, muito preocupado com os colegas e sempre atento a ajudar qualquer pessoa. Apesar de sua personalidade e bom caráter, Takeo acabava nunca conseguindo se aproximar das garotas pela sua aparência; as meninas por quem ele se interessava sempre acabavam se apaixonando pelo seu melhor amigo desde a infância, o Sunakawa Makoto (ou só Suna mesmo). As coisas começam a mudar para Takeo quando, ainda no primeiro episódio, ele ajuda uma garota no metrô a se livrar de um tarado. Ele se encanta imediatamente pela garota e vice-versa, ela se chama Yamato Rinko e começa a se aproximar de Takeo e Suna. Depois de alguma confusão (e uma grande ajuda do Suna) Takeo e Yamato começam a namorar e várias coisas acontecem.
O anime se origina do mangá de mesmo nome, escrito por Kawahara Kazune e desenhado por Aruko, tendo como responsável pela adaptação de roteiro e composição de série a Takahashi Natsuko (Baby Steps, Bleach, Ao no Exorcist, Fullmetal Alchemist e outros). Até onde li do mangá, até o capítulo 16 no caso, ela buscou ser fiel ao roteiro original. Isso foi excelente para o anime, aliás acho que se a forma como as coisas foram acontecendo no mangá fosse muito alterada, a história e as personagens não teriam a mesma essência. Uma coisa que foi muito bem trabalhada nele foi nos mostrar os acontecimentos pela perspectiva do Takeo, episódios com um ritmo moderado e humor destacado pelo lado mais “bronco” do protagonista. ‘Ore Monogatari!!’ tem momentos tanto hilários (daqueles que deixam a barriga doendo) quanto emocionantes, e sempre nos dando alguma lição de vida a partir de pequenas coisas. A mesclagem entre o roteiro da Takahashi-san e a direção do Asaka Morio (Aoi Bunkagaku Series, Sakura Card Captors, Chobits, Kobato, NANA e outros) foi simplesmente fenomenal.
Mesmo com tudo citado acima, eu ainda pude ler algumas críticas em que as pessoas disseram não gostar muito do design do Takeo. Até comentei em podcasts sobre pessoas que simplesmente não tiveram a mínima vontade de assisti-lo pelo protagonista “ser feio”. Nisso, voltamos para a minha primeira indagação com o anime, “Mas quem se apaixonaria pelo Takeo? ”. Nesta parte, em específico, devo dizer que toda a equipe de animação MADHOUSE - que tem excelentes trabalhos com toda a franquia Diamond no Ace, Aoi Bungaku Series, BECK: Mongolian Chop Squad, Black Lagoon, Blade, Btooom!, toda a franquia de Sakura Card Captors, Chobits, Death Note, Death Parade, Hajime no Ippo, High School of the Dead, Hunter × Hunter, Ichigo 100%, Kobato, Monster, Ore Monogatari!!, NANA, No Game No Life, Overlord, Paradise Kiss, Kiseijuu/ Parasyte, Rainbow, Trigun – está de parabéns. A direção de arte está de parabéns não por ter feito um trabalho extremamente elaborado e difícil, o que realmente não é o caso de ‘Ore Monogatari!!’ ele é bem simples, mas sim por ter conseguido trazer pro anime a mesma intenção de seus criadores originais; o incomodo inicial da figura protagonista que não precisou de um exterior belo para ser carismático e nos fazer torcer por ele ou tê-lo como amigo. Então, respondendo a minha própria pergunta, quem assiste este anime de mente e coração aberto se apaixona pelo Takeo. A visão que temos sobre ele e sobre a própria Yamato que a princípio seria “uma louca, como assim ela gosta dele?” se transforma em admiração. Esse é o grande trunfo da arte deste anime.

A produção sonora e musical também foi fundamental para o sucesso da produção. O dublador do Takeo, Takuya Eguchi (Banri Watanuki – Inu x Boku SS, Asemu Asano - Kidou Senshi Gundam AGE: Memory of Eden, Hachiman Hikigaya – Oregairu e outros) mostrou um ótimo trabalho, a voz forte em todas as vezes que ele falava “SUKI DA!” foi uma elemento marcante nos momentos de interação do Takeo com a Yamato. Os atores que interpretaram o Suna, Nobunaga Shimazaki (Shidou Itsuka – Date A Live, Haruka Nanase – Free!, Tatsumi – Orenchi no Furo Jijou e outros), e a Yamato, Megumi Han (Gon Freecss – Hunter x Hunter, Five – Zankyou no Terror, Jeanne d’Arc - Shingeki no Bahamut: Genesis e outros), também realizaram um excelente trabalho fazendo jus ao seus currículos. As músicas de abertura e encerramento, Marakei Answer – Trustrick e Shiwase no Arika – Local Connect, tinha a cara do anime. O primeiro é uma melodia divertida e empolgante, as cenas intercaladas com doces e alguns cenários engraçados do Takeo fazendo caras e bocas, fazendo bastante referência a comédia do anime. A segunda tem um ritmo mais calmo e uma melodia intensa, depois de ver um episódio a sensação ouvindo o encerramento é calorosa, referenciando bastante o romance da história.

De tudo o que ‘Ore Monogatari!!’ mostra, acredito a maior lição seja “A beleza atrai os olhos, mas a personalidade cativa o coração”. É um anime divertido, cativante e empolgante; definitivamente um dos meus favoritos neste ano. O anime acabou, mas, como o mangá ainda está sendo lançado, as expectativas para uma segunda temporada não são nulas. E se houver mesmo uma continuação, assistirei com grande felicidade.

Nota: 10

Review Doctor Who S09X02 – The Witch’s Familiar


OBS: Se você não acompanha Doctor Who não leia, pois conterá SPOILERS


Quão devastador pode ser aquilo que é antigo, quanto mais antigo mais perigoso certo? Inicio a review dessa semana com meu lema para esse arco, na qual traz o desfecho da estadia em Skaro, mas como todo começo de temporada algo não resolvido ainda será explicado. Me refiro ao testamento do próprio Doctor, que mais uma vez é citado e aparece em cena.
The Witch’s Familiar possui um ar nostálgico no seu interior, e uma direção ágil, a satisfação de diálogos ainda mais sensíveis do que o normal. Com referências aos Doctors anteriores, mais respectivamente ao quarto e primeiro. O segundo capítulo tem início com Missy dando uma pequena aula sobre o passado do Doctor. Aqui vemos como Steven Moffat não precisou desenhar para explicar a origem da palavra “EXTERMINATE” e porque os Daleks possuem compaixão.
Um dos maiores triunfos do episódio está no uso do tempo em cena dos personagens e as saídas encontradas para solucionar o caso. O uso dos restos mortais dos Daleks foi um dos pontos interessantes, demonstrando mais agilidade na direção de Hettie Macdonald. A peculiaridade em sua condução passa a sensação de que estamos assistindo uma conversa longa sendo cortada aos poucos para ser reproduzida do ponto de vista de todos os interlocutores. Dessa forma, o roteiro satisfaz a julgar pela forma orgânica ao trabalhar com simplicidade e complexidades estéticas, de modo a nunca deixar o espectador exausto.
A sensível cena entre Davros e Doctor chega a ser fraternal, pois emociona e compadece o coração. O que ficou claro é a tal “falha de caráter dos Daleks” que Davros não conseguiu tirar, agora tem uma origem, e essa se chama 12º Doctor. Algo previsível se prestarmos atenção na seguinte frase: “Davros made the Daleks, but who made Davros?”. Pode-se concluir que a nona temporada veio para trazer um novo status ao elenco, com atuações memoráveis logo nesse começo. Principalmente Missy, que se mostra ainda mais cruel e intrusiva do que nunca. Em uma cena que ela convence Clara a entrar dentro de um Dalek, que lembra bastante o primeiro encontro do Doctor com os Dalkes na série clássica pelo 1º Doutor, quando ocorre algo semelhante.
Sobre a sonic screwdriver, e a “tecnologia vestível” em forma de óculos escuros, devemos ter um hiatus da chave sônica de fato, mas de certo, que a arma mais carismática do viajante do tempo irá retornar.

No mais a precisão exterminadora no roteiro de Moffat nesse primeiro arco marca uma nova fase aos maiores vilões do seriado, além de uma nova gênese. Tratando com respeito e fazendo jus ao caminho que o Doctor tem percorrido desde The Day of the Doctor, e principalmente após os 900 anos que ele passou protegendo Trenzalore. Sem mencionar, as milhares de lembranças de Gallifrey e o questionamento vindo de Davros sobre o motivo pela qual o Doutor deixou seu planeta natal; tornam mais evidentes as possibilidades para o futuro, o que pode vir a adição de Gallifrey novamente a série, ou das coisas relacionadas ao planeta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crítica do livro "Até o Fim da Queda"

A literatura fantástica nacional tem entrado numa grande ascensão nos últimos anos. Nomes como Raphael Draccon, Eduardo Spohr, André Vianco, Carolina Munhóz e etc. entraram na boca dos fãs de ficções fantásticas, mas é sempre importante olhar para os nomes que, mesmo não tão em voga, tem feito um trabalho de grande qualidade, como é o caso de Ivan Mizanzuk em “Até o fim da queda”.
O livro conta a estória de Daniel Farias, um famoso escritor de livros de terror/suspense. Logo após escrever seu novo livro, que se baseia num real ritual ocorrido na sua cidade natal no ano de 1993, o caso volta à tona, com grandes revelações e um número gigantesco de leitores que se suicidaram. Qual a mística por trás disso tudo? O que é a organização secreta que realizou o ritual? Essas são algumas das perguntas que Farias responde em seu livro, mas acaba adentrando num mundo, que pode nunca mais sair.
 O escritor Ivan Mizanzuk, mesmo sendo seu primeiro livro, não é para poucos, nem para iniciantes no mundo da leitura. Ele cria algo totalmente novo e terrivelmente assustador e viciante. E o mais legal disso tudo é que tratamos de um escritor brasileiro aqui, tentando criar tudo diferente que você já possa ter lido. Se pode começar dizendo sobre a forma de contar a linha narrativa. Mizanzuk não utiliza nenhum narrador, nem possui uma linearidade na sua estória. Essa é contada, na sua maioria, pela entrevista que Daniel Farias realiza para uma repórter de um grande canal de comunicação, mas se intercala com a entrevista que esse mesmo Daniel realiza com um dos integrantes do Dragão Vermelho, a organização secreta que viria desde o século XVI na Espanha e estaria responsável pelo ritual e suicídio dos sete jovens. Além disso, partes de fragmentos de livros, relatos, pergaminhos, passagens de textos, notícias de jornais antigas e recentes e outros contatos se intercalam para a continuidade da narrativa. Só por isso já era possível ver o quanto o escritor conseguiu realizar algo que fugisse do padrão, mas ele ainda consegue chegar a algo maior. O livro consegue criar uma mitologia própria e um terror psicológico alucinante, que faz com que o leitor não consiga parar de ler. É devidamente impressionante. O lado negativo desse vício é que acaba bem rápido. O livro, mesmo tendo suas 243 páginas, possui uma diagramação bem rápida de ser lida, algo que gera um gosto de “quero mais”.
O escritor Ivan Mizanzuk
 O final da obra é uma das grandes explosões de cabeças que se é possível passar na literatura mundial atual. Demora um certo tempo até acreditar naquilo tudo e, assim, a experiência que o leitor passou na leitura só se faz valer ainda mais a pena. A estória leva o leitor em muitos caminhos distintos, mas nunca realmente chegando próximo do que a revelação final trás.
 O exemplar foi feito pela Editora Draco, uma editora brasileira que publica autores de ficção-científica/fantástica. A edição é muito bem-feita e diagramada também. As ilustrações internas dão um ar ainda melhor para o mundo que o livro consegue criar em que o lê. A capa talvez deixe um pouco a desejar, pois pouco chama atenção. Para um fã de literatura despercebido, não pode gerar uma certa vontade da compra, mas, ainda assim, não é ruim. O preço de capa dele é 44,90. Um pouco salgado, mas vale muito por toda a experiência da obra.
 “Até o fim da queda” é um dos melhores livros, não só nacionais, que todos poderão ler nos últimos tempos. Pode entrar tranquilamente na lista de favoritos da vida de qualquer um. Tudo o que o livro consegue fazer o leitor passar é digno de aplausos e a expectativa só aumenta para um novo exemplar de Ivan. Leiam e se deliciem por quão boa a nossa literatura fantástica brasileira pode ser.

Nota: 9,7/10

Podcast #16 TV VS Streaming



Essa semana debatemos sobre o grande dilema que cerca o avanço da humanidade. A TV vai acabar? Ou só vai se adaptar? Streaming como Netflix e outros irão de fato tomar conta do mercado de entretenimento dos meus de comunicação?

Essa e outras questões nós procuramos não responder, mas dialogar e problematizar em cima delas. E para falar sobre isso trouxemos o convidado Bruno Costa do Canal 42.

Link para acessar aos podcasts do Canal 42: http://canal42.tv/

Link de download: https://mega.nz/#!EBomhQDA!ZiEnQiGx2Ng78VJj2HMPYrQDq-twA4JNZjUjmskRxWk

Contato:
Email: sentalaquejavemhistoria@gmail.com
Twitter: @Senta_aicast
Facebook: Senta aí que já vem História



sábado, 26 de setembro de 2015

Crítica Que horas ela volta?

Existe uma mística dos brasileiros para criticar de formas absurdas os filmes nacionais e isso mesmo sem nem assistirem a maioria que sai, saindo dos longas de grande público, que geralmente são comédias. Assim, quando aparece um filme aclamado primeiro no exterior, os brasileiros começam a ir no cinema em peso assistir, algo extremamente negativo. Esse é o caso de “Que horas ela volta? ”.
O longa conta a estória sobre a empregada doméstica Val (Regina Casé) que trabalha a treze anos para uma família de classe média alta no estado de São Paulo, saindo de Pernambuco para dar uma vida melhor para Jéssica (Camila Márdila), sua filha. Certo dia, sua filha dá a notícia de que está indo para SP em busca de estudar e prestar o vestibular, algo que gera todos os conflitos e toda a realidade de classe e de preconceito do Brasil.
 O filme mais falado nas últimas semanas tem uma razão de estar sendo tão debatido. A começar pelas atuações maravilhosas de Regina Casé e Camila Márdila. Se a primeira não for indicada a melhor atriz no Oscar do próximo ano, pode adentrar no caderninho de injustiças da terra em premiações. Aliás, se o longa não for indicado ao de, ao menos, filme estrangeiro, outra grande injustiça estará sendo cometida. Os outros atores não têm um grande destaque, são todos bem característicos. Todos estão bem e não atrapalham no andamento da narrativa. Seguindo, pela grande direção de Anna Muylaert. Ela dá o tom perfeito que a trama precisava, com uma câmera sempre parada, mas quando Jéssica chega, essa começa a se mexer mais, dando a sensação do abalo naquele lugar. A grande quantidade de tomadas próximas da porta da cozinha e do quarto da protagonista também são extremamente importantes para darem todo o ponto de vista que é visto no filme é por Val. O roteiro, também de Anna, é uma grande aula de roteirização. Diálogos maravilhosos, um ótimo desenvolvimento de personalidades, uma trama de fisga o telespectador (mesmo sendo bem lenta e precisando ser). Pura perfeição. Por último, a fotografia é belíssima. Muitos usos de contraste de luz e muitos belos planos dentro da casa e de objetos, algo que tem um recurso narrativo imenso para essa estória.
Existem cenas de determinadas películas assistidas durante a vida que não sairão das cabeças dos cinéfilos. E nessa temos duas (sim, isso mesmo). A primeira está relacionada com o vestibular na qual a filha da protagonista foi prestar na cidade de SP e a segunda vem logo numa sequência e envolve a piscina da casa da família. Esta é uma das cenas mais belas, sensíveis, sinceras e geniais que já pude assistir na vida. Qualquer fã de cinema irá ficar extremamente emocionado, tocado e movido pela beleza dela. Sobre a trilha sonora, ela é muito pouco presente, mas quando essa segunda sequência ocorre, se mostra totalmente clara e pura.
 A discussão sobre a realidade social é o tema base de toda a estória. Alguns, que olhem para algo bem básico que o longa quer passar, podem dizer que se trata de uma grande propaganda para o governo, algo que é muito simples de discordar, pois em nenhum momento é possível ver destaque na política. Apenas, sobre pessoas e realidades existentes, o que torna algo ainda mais belo.
“Que horas ela volta? ” é, sem sombra de dúvida, o melhor filme brasileiro dos últimos anos. Além disso, entrou no seleto grupo de grandes obras do cinema nacional. Possui uma perfeição tão bela, profunda e deliciosa de se assistir, que faz o amor de qualquer um pelo cinema aumentar cada vez mais. É muito bom perceber quando se assiste um filme que se tem a noção de certeza da transformação dele em um clássico e nesse, a sensação entra profundamente ao final dos 111 minutos. É o cinema na sua essência mais perfeita.


Nota: 10/10
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