REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

segunda-feira, 16 de março de 2015

Podcast #5 Representatividade na Cultura Pop





No quinto cast discutimos a importância da representatividade na cultura pop. Citamos personagens que mudaram a maneira de fazer história. Tais como a nova Miss Marvel Kamala Khan, Uhura em Star Trek como uma das maiores representatividade da mulher em séries de tv, Eiji Tsuburaya diretor de efeitos especiais idealizador do gigante prateado Ultraman, Haruka Tenou a Sailor Netuno do anime/mangá Sailor Moon que abriu espaço para gêneros como Yuri. 

Link para download: https://mega.co.nz/#!0M5kDRgL!WCxBgArKTxyMNTqxz7OTHVzLLcLRDkYAQN9wUftHMuQ


Soundtrack: Spice Girls - Wannabe
Augus & Julia Stone - Soldier
Augus & Julia - Stranger
Augus & Julia - Jewels and Gold
KT Tundstall - Black Horse and a Cherry Tree
Yellowcard - How I Go
Star Trek Next Generation Theme
How To Get Away With Murder Theme
S.O.S - Drop it Low
IAMX - I Come With Knives
The All American Rejects - Falling Apart
The All American Rejects - Mona Lisa
Sailor Moon abertura
Tsubasa Reservoir Chronicle Future Soundscape - A Song Of Storm And Fire.
Tsubasa OST - Synchronicity
Tōru Fuyuki - Secret Highway-Fight, Seven! (ULTRA SEVEN)
Ultraman Leo - Abertura
Ultraman Jack - Abertura
Ultraman Ace - Abertura
Ultraman Tiga - OST Tiga!
Theron Kay - There Is Greatness Within You [Heroic Music]
T. A. Spiderman 2 - Opening Theme by Hans Zimmer 
Two Doors Cinema - This is Life
Kids of 88 - Everybody Knows
Panic! At The Disco - Northern Downpour


domingo, 15 de março de 2015

Crítica 3ª temporada House of Cards

É impressionante o quanto a cada nova temporada House of Cards se aproxima com a política que vivemos no mundo de hoje. Nesses 13 novos episódios a história aumenta cada vez mais nisso. Desde paralelos até aparições reais só demonstram que o nível da série chegou realmente a grandes níveis.
 A terceira temporada começa 2 anos após os acontecimentos da segunda. Tudo sendo observada pelo ponto de vista de Doug, mão-direita de Frank. Pode-se ver ao marasmo político que o protagonista, interpretado por Kevin Spacey, está sofrendo. Crises por todos os lados, que criam uma situação totalmente diferente da ascensão vista nos 26 primeiros episódios.
 Os pontos positivos começam com as atuações cada vez mais fantásticas e mais introspectivas, comandadas por Kevin e Robin Wright (Claire Underwood). É impressionante o quanto cada vez mais é possível entender os sentimentos dos personagens apenas nas expressões faciais dos atores. Outro ponto extremamente positivo nessa temporada é o roteiro. Com excelentes episódios, toda a narrativa consegue caminhar pra cada vez mais caminhos inesperados deixando o telespectador sem saber o que pode acontecer na próxima cena. Os episódios clímax também são perfeitos. Destaques para o 6º e o 11º, um dos melhores episódios de séries da história. Mais um ponto a ser falado na parte do roteiro é a maior relevância para personagens mais secundários e até terciários. Esses, alguns novos e outros já conhecidos pelo público, tomam grandes relevâncias e maiores conhecimentos sobre suas trajetórias. Destaque primordial para o presidente russo, Viktor Petrov.
 Pontos que já possuem elogios de sobra continuam em seu nível habitual de excelência. A fotografia, que consegue cada vez melhor imergir quem assiste da trama, e a direção, continua fazendo um papel fundamental para que o nível de House of Cards merece aplausos de pé de qualquer um.
Como dito no inicio, os paralelos feitos em toda a temporada são um show a parte. O presidente Viktor pode ser perfeitamente comparado com o atual presidente russo, Vladmir Putin. Além disso, a citação da banda Pussy Riot, uma banda de punk russa composta por mulheres lésbicas, que foi censurada no país natal, é bem interessante para criar paralelos perfeitos com a situação atual do país.
 O final dessa 3ª parte do seriado deixa tudo muito mais em aberto do que se pode ver nas duas primeiras. Nessas é possível traçar um destino claro da continuação da história de ascensão de Frank Underwood, já nessa parte podemos ver a indecisão ficar no ar. O espectador fica confuso com o destino que tudo pode tomar a partir de agora, ainda mais por acontecimentos que ocorreram previamente e no próprio último episódio.
A terceira temporada de House of Cards eleva o nível de tudo. Desde as atuações até a fotografia, a série merece ser digna de aplausos. Tirando pequenos problemas de ritmo durante alguns episódios, o resto desses treze episódios são devidamente perfeitos, demonstrando o quanto o seriado vai fazendo seu lugar entre os melhores de todos os tempos.

Nota: 9,8/10


sábado, 14 de março de 2015

Crítica - Mortdecai: A Arte da Trapaça




Baseado na novel Don’t Point That Thing At Me de Kyril Bonfiglioli. Mortdecai não tem uma essência humorística inteligente, nem mesmo se destaca pelas suas atuações. Difícil de acreditar quando Johnny Depp está envolvido, mas aqui vemos uma tentativa de um personagem fora do eixo e sua estranheza hiperbolicamente falando.
A história do longa nos apresenta Charlie Mortdecai, um milionário colecionador de obras de arte que faz negócio com todo o tipo de pessoa. Devido à isso, a vida do “pobre” Mortdecai sempre parece estar por um fio até que algo mágico o salve do destino fatal (Algo mágico lê-se Jock capanga de Mortdecai). Para completar ele ainda tem uma dívida exorbitante com a Coroa Britânica, e por isso aceita ajudar o MI5 a recuperar uma obra de arte roubada que pode conter uma valiosa informação sobre um tesouro nazista camuflada em sua pintura.

As falhas do filme começam pela atuação de Depp, que normalmente encantam e nos fazem rir, se divertir com o rumo que a história tomará. Mas não é o que ocorre. Sua atuação permite que o personagem fique solto demais, e sem qualquer motivação e na maioria das vezes deslocado. Fato que o mesmo é movido pelo dinheiro, não obstante, pelas mulheres, o que acaba não sendo o suficiente para tornar o enredo convincente.
O restante do elenco até demonstra espaço para vislumbres de risadas fáceis e clichês bem colocados. E nesse quesito Gwyneth Paltrow dá um show como Johanna, a esposa consumista de Mortdecai. Ewan McGregor como o policial Martland que tem um amor platônico por Johanna. E Paul Bettany como o capanga Jock também parecem à vontade com seus personagens, mas nenhum deles entrega uma atuação realmente memorável.
A fotografia brinca com as passagens de cena entre países, o que claramente poderia ter ido mais longe, à julgar que estamos falando num filme que envolve arte. A exploração das cores na ambientação passa longe de ser um fator a ser comentado. Agora, sobre a raiz do problema, bem ela se encontra no roteiro, que não só foi mal aproveitado como carece de inovação, visto que o humor sempre foi um gênero apreciado é uma pena se jogar fora algo que poderia ter sido um momento de agradáveis risadas com Johnny Depp aprontando na pele de um vigarista de gostos inusitados.

Dois pontos que poderiam fazer toda diferença. Primeiro a violência, apesar de ser um fator de quebra de clima em longas como este, aqui não passou de algo desnecessário. O que muitas das vezes foi desfavorável para o crescimento dos personagens. Segundo foi a falta de cuidado ao transferir os personagens de “Don’t Point that Thing at Me” de 1973, inseridos diretamente nos dias atuais. O que Eric Aronson (“Na Linha do Trem”) e o diretor David Koepp (“A Janela Secreta”), tentaram fazer foi nos fazer rir de algo que não tem graça se estiver fora de contexto.
Uma história com potencial e personagens que poderiam ter brilhado de verdade nas telonas, mas infelizmente os atores não tiveram seu potencial aproveitado nessa suposta comédia. E bigodes.....argh!


Nota: 2,5 

Crítica – Umbreakble Kimmy Schmidt


Inadequação, incômodo e talento natural são apenas algumas das principais qualidades e defeitos que os personagens do mais novo projeto de Tina Fey expressam. Aquele sentimento incômodo que insiste em nos dizer que nós não somos exatamente adequados para a vida que estamos vivendo no momento, é a base de Umbreakble Kimmy Schmidt.
A atriz Ellie Kemper que viveu Erin em The Office, agora dá vida a Kimmy Schmidt que após 15 anos confinada em um bunker com mais três mulheres, afastada da sociedade e vítima de um fundamentalista religioso num culto apocalíptico. Sem qualquer conhecimento das novas tecnologias e de referências culturais, Kimmy decide viver em Nova York e “recuperar” o tempo perdido.  Com apenas com as roupas do corpo e um dinheiro da indenização, a ingênua, mas inabalável jovem precisa adaptar-se à realidade enquanto luta com seu déficit de socializar-se por ter passado tanto tempo presa.

A comediante foi capaz de passar confiabilidade e principalmente credibilidade ao lidar com situações esdrúxulas e surreais, como de costume nos roteiros da saudosa Tina Fey. O nonsense do seriado começa quando somos apresentados aos personagens secundários como o colega de quarto Titus Andromedon, vivido pelo ator Tituss Burgess. Dizer se de passagem este personagem é um show a parte, por vezes sustenta a comédia sem a presença de Kimmy. Sua busca pela fama e suas tentativas sem sucesso são impagáveis. Sem mencionar os chiliques de Lillian Kaushtupper (Carol Kane) a senhoria da moradia de Titus, onde Kimmy também passa a conviver.
O maior exemplo talvez seja Jacqueline Voorhees, a socialite mimada vivida por Jane Krakowski. A personagem mergulhou tão profundamente em sua vida fútil de rica vivendo em Manhattan que as memórias da sua juventude lhe assombram (a natureza dessas memórias é não apenas uma piada ótima, como também uma metáfora para os EUA). Isso vale para todos os outros que aparecem bem ajustados, mas demonstram suas loucuras no instante em que conhecemos um pouco mais sobre eles. Como a irritante enteada de Vorhees, que curiosamente se chama Xanthippe “Lannister” Vorhees.
Tina Fey e Robert Carlock entregam um texto afiado, ácido e acima de tudo sagaz. Todos os diálogos são inspiradíssimos, assim como menções políticas, culturais e até mesmo a polêmicas recentes, que são sempre inseridas em um contexto em vez de simplesmente jogadas para “constar”. O início da série é morno, mas a medida que os capítulos avançam a qualidade aumenta de maneira surtada, se é que me entendem. O roteiro, os personagens e as piadas com bom timing tornaram o seriado muito divertido e gostoso de acompanhar. Você consegue, facilmente, ver vários episódios seguidos sem cansar. Curiosamente a série tinha sido produzida e pronta para NBC, mas no final o canal acabou rejeitando.

Divertida, leve e deliciosa, essa nova comédia da Netflix tem todos os elementos para tornar-se a nova queridinha da vez. E não poderia ter vindo em melhor hora contendo ainda um toque da genialidade Community, a essência marcante de 30 Rock e a graça da saudosa Parks and Recreation.


Nota: 8,5

sexta-feira, 13 de março de 2015

Crítica 1ª temporada de Star Wars Rebels

Para os fãs de Star Wars, qualquer coisa que saia já com o nome da franquia é motivo de ser, ao menos, procurada. Comigo não é diferente. Star Wars Rebels começa contando a estória de Erza Miller, um órfão que vive em Tatooine sobrevivendo de roubos. Certo dia, ele encontra um grupo de mercenários liderados por Kanan e decide ir com eles pelo espaço.
 Mesmo parecendo um pouco simples, toda a trama vai conseguindo inverter, muitas vezes, isso.  Com isso, os pontos positivos dessa primeira temporada começam com um excelente desenvolvimento de personagens. Todos dentro do grupo passam por arcos de desenvolvimento durante pelo menos um episódio. O mais fácil de visualizar é do protagonista, que muda totalmente até o último episódio. Outro ponto extremamente bem executado é o vilão da temporada. O inquisidor é sempre um grande temor não só para as personagens, mas também para o espectador. Sua presença acaba sendo extremamente forte. Á adicionar positivamente é necessário falar da lindíssima animação e dos designs, sempre um ponto extremamente lindo em Star Wars. Esse design, inclusive, lembra em muitos momentos a maravilhosa série Firefly (de Joss Whedon). Desde os planetas, de alguns personagens até as naves. A direção dos 14 episódios também é muito bem realizada sempre conseguindo passar a tensão e o sentimento dos personagens.
Pelo lado negativo, é interessante falar das discrepâncias entre os episódios. Enquanto um é muito bom, outro muito ruim, outro regular, até voltarmos a um bom. Chega a ser irritante em certos momentos para o telespectador. Outro ponto mal feito é confusão do roteiro. Ao apresentar algo ou algum personagem o roteiro acaba se enrolado, em alguns momentos, de como trabalhar bem aquilo. Isso só deixa o desenrolar da narrativa confusa. É interessante se falar também da edição. Extremamente bem feita em alguns, ela aparece extremamente mal feita em outros episódios.
A série está situada entre os episódios III e IV, o que aumenta a curiosidade para maiores acontecimentos que acabaram com a total ascensão do Império na trilogia clássica. Além disso, essa ponte faz com que nos interessemos em saber sobre alguns personagens dos filmes. Isso é feito de maneira genial, pois somos premiados com aparições de Lando Calrissian, Yoda, Grand Moff Tarkin e duas outras extremamente especiais: uma para fãs de Clone Wars e outra para os fãs da série no geral.
Mais uma questão a ser falada é a relevância das personagens femininas. Muitas vezes fracas ou sem muita relevância nos longas, elas aqui aparecem com muita força. A piloto Hera Syndulla, Sabine Wren e a ministra imperial Maketh Tua. As três aparecem sempre com muita força e mostrando-se muitas vezes mais relevantes que até o próprio protagonista. Além da aparição final da temporada, que reforça a igualdade imprementada.
 A 1ª temporada de Star Wars Rebels dá um bom início para o que está por vir com a compra da Lucas Films pela Disney. Ela tem bons personagens, uma boa direção e um excelente design, mas acaba caindo em certas falhas. Uma boa primeira temporada, mas sem empolgar tanto quanto deveria.

Nota: 7,6/10


quinta-feira, 12 de março de 2015

O Lobo mau virou detetive...




Aziraphale novamente vindo de uma voltinha por Saturno demorei por que tive problemas no maldito cinturão de asteróides, maldição sempre me perco por lá,
Mas enfim voltei para a segunda crítica de game, novamente da Telltale, mas dessa vez se chama “Wolf Among Us” baseado na HQ de sucesso Fábulas, criada por Bill Willingham e desenhada de forma fantástica por Mark Buckingham a HQ de 150 edições algo incrível para o selo em que foi publicada, a Vertigo da editora norte-americana DC Comics. Na trama que em parte lembra a série Once Upon a Time, sendo alvo de discussão de que essa amada série de TV captou muito mais do que devia das historias em quadrinhos de Fábulas, até por que a HQ é muito anterior ao piloto da série de TV, mas discussões de lado, um ser poderoso, destruiu o mundo das fadas e todas as criaturas mágicas, sem ter para onde ir, vieram parar onde parece que todo mundo sem ter para onde ir vai... Nova York, por que não né, tem a Broadway, Times Square, a estátua da Liberdade, ótimos restaurantes, o Central park, por que não, terra de sonhos né... Não é bem assim, eles estão num mundo que não é o deles, e muitos tem formas, pouco corriqueiras, mesmo para as estranhas pessoas que moram em Manhattan, enfim, nada que um pouco de imaginação não resolva, mas mesmo assim vai parecer viagem de alucinógenos, porém vamos ao jogo.

            Primeiro vale mencionar que você não precisa ter lido a HQ para jogar o jogo, nem ao jogá-lo antes atrapalhará sua leitura futura, caso deseje ler a HQ depois, já que a história do jogo foi totalmente criada pela Telltale e se passe anos antes do que é mostrado na primeira edição da HQ, vale mencionar que vários personagens da HQ tem papel importante no jogo, sendo todos velhos conhecidos nossos, jogamos como o Bigby the Wolf, ou o (Bigbadwolf) que não é mais tão mal assim, mas tem suas recaídas, ele até fez amizade com um dos três porquinhos, RS, enfim ele é um detetive do mundo das fabulas, que vivem em um conjunto de apartamentos e, é responsável por toda uma área pequena da cidade, após salvar a vida de uma jovem, você entra num universo de crime, prostituição, corrupção, crime organizado, é parece que o povo dos contos da fadas aprendeu rápido o esquema do nosso mundo.  A trama segue o mesmo estilo característico da produtora, ou seja, um point and click, em que suas escolhas alteram o futuro dentro do jogo, admito que isso pode estar cansando, já que a produtora o faz igual por anos, mas não sei se é saudosismo, já que esses eram os jogos que mais jogava quando era pirralho no meu planetinha, mas não canso de jogar, acho extremamente divertido, e me tira da febre de apertar furiosamente vários botões ou da preocupação de se tenho vida ou não para o próximo chefe, lógico que amo tudo isso, mas fugir, mesmo às vezes ainda é a melhor opção.
            O jogo vai ter vários personagens que farão a alegria, não só dos fãs das HQs, como de quem cresceu ouvindo histórias de contos de fadas estão lá a Ariel, Branca de Neve, O Caçador, Ichabod Crane, a Bela e a Fera, o espelho mágico, além de trolls e várias outras criaturas e personagens de contos de fada. Na trama que segue brilhantemente o estilo Noir, você precisa investigar o assassinato de uma mulher, mais Noir impossível, e a trama cresce cada vez mais, até você ir num caminho sem volta. Mais uma vez a Telltale entrega um ótimo roteiro e mostra que nesse quesito eles não precisam nem ficam devendo a nenhum outro estúdio. Com relação aos gráficos eles seguem o mesmo padrão da desenvolvedora, sem serem absurdos, mas limpos e bonitos de se jogar.
            Em suma, mais uma ótima pedida, vale lembrar que como todo point-and-click são histórias curtas, dando para terminar o jogo e pegar tudo em um final de semana, mas se você jogar não vai se arrepender, tanto por ser um estilo clássico, como por ter certeza de que no futuro todos jogaremos novamente só para lembrar, é algo que não se dá para evitar. Agora vou até o sol tentar diminuir esse calor, por que não dá mais né RS, mas não prometo nada, vejo vocês na próxima aventura, eu chamaria vocês para ir comigo ao espaço mais longínquo, mas infelizmente minha nave só dá para mim, bem eu e um certo robô chato, mas deixa quieto, hehe vejo vocês em breve, até lá senta aí e leiam um bom livro, ou vejam ou filme sei lá...


Wolf Among Us Nota 8.

terça-feira, 10 de março de 2015

Crítica The Babadook

Os filmes de terror não têm empolgado tanto nos últimos anos. Com algumas poucas ressalvas, esse gênero tem se demonstrado fraco, mas aí vem de um filme independente e australiano o melhor longa desse de pelo menos da última década.
 A película conta a estória de Amelia (Essie Davis), uma mãe solteira , viúva e atormentada pela morte do marido, no dia do nascimento de seu filho. Inclusive, o prólogo do filme pra demonstrar essa situação é maravilhoso. Samuel (Noah Wiseman), filho de Amelia, é um garoto extremamente atormentado. Ele tem um medo constante de monstros e é um pouco paranoico com mortes e destruições. Certo dia, sua mãe lê um livro para o garoto dormir chamado Mr. Babadook, que inicialmente começa inocente, mas vai se tornando um verdadeiro pesadelo. A partir daí, aparições sobrenaturais começam a acontecer.
 Os pontos positivos desse excelente filme começam com a direção. A diretora Jennifer Kent tem um trabalho maravilhoso em conduzir perfeitamente bem toda a narrativa. Ela sabe criar uma tensão perfeita nas cenas e consegue usufruir do máximo de todos os atores do elenco. Um trabalho digno de ser lembrado. Continuando com o roteiro primoroso da mesma. Extremamente bem trabalhado em desenvolver perfeitamente as duas personagens centrais da trama e até bem também o monstro que dá nome ao longa. Aliás, esse merece também um destaque especial. A demora para o seu aparecimento tem uma perfeita explicação de desenvolvimento das demais personagens, mas quando ele aparece o medo se torna constante até o final. Sem precisar dar nenhum susto, como os filmes de terror mais recentes sempre fazem.
 Os trabalhos de atuação também são dignos de lembrança. Essie Davis está espetacular em todos os 93 minutos. Um trabalho que poderia ser lembrado tranquilamente no Oscar. O garoto Noah Wiseman também está perfeito. Entre as melhores atuações mirins nos últimos anos no cinema. Pode-se acreditar perfeitamente que ele está com medo a todo o momento e o afeto por sua mãe, mesmo que de uma maneira não tão convencional. A fotografia e a trilha sonora do longa são bem lembráveis. A primeira, sempre sombria criando uma tensão em toda a narrativa. A cidade, a casa, os carros, as roupas, tudo é voltado mais para o escuro. A segunda, se encaixa perfeitamente em todos os momentos. Essa demonstra quando o Babadook está em locais próximos e como os personagens estão com esses aparecimentos.
 Os pontos negativos são apenas dois: personagens secundários e clichês. Pelo primeiro lado, alguns personagens secundários aparecem e desaparecem sem ter uma grande importância pro desenrolar. A vizinha de Amelia e um colega de trabalho são os principais nesse ponto. Eles parecem ter importância, mas somem sem explicações. No segundo lado, a película não deixa de se utilizar dos clichês do gênero. Desde luzes piscando, o porão e o gato desnecessário, fazem todo o longa perder um pouco seu grande brilho.
 “The Babadook” é um dos melhores filmes de terror dos últimos anos. Tem excelentes atuações, uma direção maravilhosa e um grande roteiro, além de excelentes aspectos técnicos. Além disso, possui um final perfeito e extremamente bom para debates. Apesar disso, não foge de certos clichês do gênero e de uma falha.

Nota: 8,9/10

sábado, 7 de março de 2015

Ela não é o Aang

Resenha – Avatar: A Lenda de Korra



Continuação da série Avatar: A Lenda de Aang, este recente sucesso da Nickelodeon não podia ficar sem sua resenha aqui no blog. A série foi anunciada em 2010, após a grande repercussão de Aang, sendo lançada (finalmente) em 2012 no próprio canal da Nick. Em seu cenário nós vemos o mundo 70 anos depois do fim da primeira série, dando foco à Republic City – cidade criada por Aang e Zuko, atual centro político mundial e cidade mista de habitantes dobradores e não dobradores. Desta vez a estória gira em torno da Avatar sucessora de Aang, Korra. Korra é o extremo oposto de Aang, e, para a pessoa que vos escreve, este foi um dos pontos cruciais para o sucesso desta série. Dito isto, vamos começar a falando um pouco de cada temporada e em seguida farei uma avaliação geral.
Livro 1 – Ar
No Livro 1 vemos nossa protagonista como uma adolescente de 17 anos impulsiva, ansiosa e louca por pancadaria [
divaaa s2]. Ao contrário do Aang, Korra cresceu com toda a assistência que um Avatar pode ter – foi treinada pelos melhores mestres e cercada num ambiente de treinamento totalmente seguro, sendo protegida pela Lótus Branca. Após anos de preparo, a jovem Avatar se vê na necessidade de sair daquele ambiente pequeno no Polo Sul e ver mais do mundo, podendo ainda receber o treinamento de dobra de ar com o último Mestre do Ar, Tenzin, filho caçula de Aang. Reforçando ainda mais as diferenças entre os dois avatares protagonistas, Korra consegue dobrar água [óbvio, sendo ela da tribo da água], fogo, terra mas até então nem uma brisa de ar. Nesta parte revemos como a dobra dos elementos está ligada à personalidade da pessoa. Aang tinha dificuldade em dobrar terra, por ser um garoto muito calmo, não agressivo e extremamente espiritualizado; Korra apresenta dificuldade não apenas em dobrar ar, mas principalmente em se conectar com o lado espiritual do Avatar, por ser agressiva, impetuosa e impaciente. O que inclusive fez algumas pessoas (a princípio) não gostarem dela.




Indo para Republic City, Korra começa a formar seu círculo de amizades e também a chamar a atenção da opinião pública. Se na época de Aang era difícil ser o Avatar com a Nação do Fogo caçando-o, nesta nova fase vemos um nível de dificuldade diferente, onde Korra é perseguida pela impressa e sofre com as pesquisas de popularidade divulgadas nos jornais. Inclusive, outro ponto que fez algumas pessoas não gostarem dela foi essa sensibilidade pela falta de amadurecimento para lidar com críticas, tanto dentro quanto fora da série.
Lutando ao lado de Korra temos:
Mako e Bolin: São irmãos e, nesta primeira temporada, atletas de um jogo chamado Pro-Bending (esporte praticado por dobradores de fogo, terra e água tão popular em Repulic City quanto o futebol no Brasil). Korra entra para o time deles, os Furões de Fogo, se tornando uma Avatar atleta e treinando junto com eles.

Asami Sato [*OVARIES EXPLODED*]: Filha de Hiroshi Sato, dono magnata das Indústrias do Futuro, Asami vai muito além de uma “filhinha de papai” que cresceu e foi criada na riqueza. Ela é uma garota inteligente, independente, linda, excelente motorista de seja qual for o meio de transporte, criativa engenheira mecânica e mestre em artes marciais. Nesta primeira fase não tem uma relação tão próxima com Korra por elas duas mostrarem interesses amorosos por Mako, mas mesmo assim isso não impede que ela faça parte do Time Avatar (formado por ela, Korra, Bolin e Mako).


Tenzin e família: Como dito anteriormente, Tenzin é o filho mais novo de Aang e Katara, sendo também o único dobrador de ar entre seus irmãos. Além disto, ele exerce importância política por ser Conselheiro do Parlamento de Republic City. Sua família é composta por Pema (esposa de Tenzin, mãe de seus filhos), Jinora (a filha mais velha devoradora de livros e mais séria dos irmãos), Ikki (filha do meio tagarela e doce), Meelo (a definição de um garoto com problemas com gases) e Rohan (o caçula bebê). A família de Tenzin se torna também uma extensão da família de Korra, sendo ela tratada como irmã mais velha pelas crianças e praticamente uma “afilhada” de Tenzin e Pema. Os três filhos mais velhos são, assim como o pai, dobradores de ar e tentam ajudar a Avatar a desenvolver suas habilidades na dobra e na espiritualidade.

Lin Bei Fong : Filha da Toph, Chefe da polícia de Republic City e, assim como a mãe, excelente dobradora de terra e metal. Aliás, parecida com mãe até mesmo em seu comportamento, durona e extremamente ríspida. Em seu primeiro encontro com Korra acaba prendendo-a mas, com o passar do tempo, se mostra bastante preocupada com a jovem Avatar e se sente responsável por ela. Uma personagem que vai muito além de um a mulher casca grossa.

Mas, uma trama não se faz apenas de mocinhos. Nesta primeira temporada, e eu diria em todas as outras, os vilões de A Lenda de Korra são muito bem trabalhados e sempre parecem infinitamente mais fortes do que nossa protagonista. Apresentando agora, o vilão do Livro 1: Amon. Este é o misterioso líder de uma organização chamada de Igualistas, grupo de defende um discurso anti-dobradores; sendo, obviamente, composto por pessoas que não tem habilidades de dobra elemental. Estas pessoas seguem o discurso de Amon que diz que os não-dobradores são marginalizados e oprimidos por “não serem especiais”. O mais intrigante é o fato do pensamento deste vilão ganhar força por suas habilidades misteriosas [as quais eu não vou contar porque seria um spoiler e eu quero que vocês assistam :v].

Livro 2 - Espíritos
Após seu conflito com Amon, Korra busca meios para aperfeiçoar suas novas técnicas tanto em dobra de ar quanto com seu lado espiritual recentemente aflorado. A Avatar segue de volta à sua terra natal no Polo Sul, onde sua tribo e navios de carga tem sofrido com ataques de espíritos enfurecidos por nenhuma razão aparente ao princípio.
Levando consigo o Time Avatar e Tenzin nesta viagem, podemos vê-la também interagindo com novos personagens:

Unalaq: Tio de Korra, irmão do pai dela, Tonraq. Também é o chefe da Tribo da Água do Norte e um grande conhecedor dos espíritos e tradições ligadas a eles – principal motivo pelo qual resolve intervir na Tribo da Água do Sul, chefiada por seu irmão - sendo ainda um excelente dobrador de água. Não tem uma relação muito boa com o irmão e meio que disputa o posto de tutor de Korra com Tenzin nesta fase (que é outro personagem que tem um importante passo de crescimento).

Eska e Desna [weird people ‘-‘]: Irmão gêmeos, filhos de Unalaq e obviamente primos de Korra. Eska é uma garota e Desna é um garoto, SIM, é importante dizer isto. Figuras um tanto exóticas e com um jeito de falar muito peculiar, são próximos e fiéis ao pai e ótimos dobradores de água também.


Varrick: Provavelmente o maior magnata da série tendo fortíssimas referências do Tony Stark em sua personalidade. Arrogante e metido mas, definitivamente, não do jeito convencional [eu diria que ele e Bolin são os personagens mais divertidos da série]. Possui também uma mente revolucionária e extremamente criativa, um inventor cheio de ideias tanto brilhantes quanto loucas. Acompanhado sempre de sua assistente Zhu Li (que poderia facilmente ser um robô multiuso,aliás muito mais que isso até). Varrick também é dono da frota de navios que tem sofrido com o ataque dos espíritos e por isso se envolve na plot. Sua influência de mercado e política também o torna um parceiro de negócios em potencial para Asami e as Indústrias do Futuro.

Kya e Bumi: Irmãos mais velhos de Tenzin, Kya dobradora de água e Bumi não-dobrador. São fundamentais para que vejamos como se dava a relação dentro da família criada por Aang e Katara, coisa que tem algum destaque neste Livro.

Voltando ao enredo, nesta temporada temos um cenário político muito bem explorado na relação das tribos do Norte e Sul, mas creio que se der mais detalhes ou exemplos estarei tirando vários momentos de surpresa. Inclusive, a própria Republic City sofre mudanças significativas em seu governo desde o rebuliço causado por Amon.

Apesar de toda esta trama em torno das tribos da água, o ponto mais forte dessa temporada se dá em dois episódios específicos, onde vemos em duas partes como surgiu o primeiro Avatar: Wan.
[o primeiro Avatar...o número um...em inglês “one”...Wan...sacaram? :v]
Uma belíssima animação, ensinamentos muito profundos e ainda uma emocionante história sobre o sacrifício e a missão que é ser o Avatar. Contribui muito no crescimento da nossa protagonista.

 



Ainda dentro desta parte, e mais para o final dela, Korra terá que lidar com situações extremamente complicadas e que colocam suas habilidades de Avatar numa conjuntura desesperadora [principalmente pra quem assiste, eu quase me desesperei @-@’].
Os criadores começam a mostrar que Korra vai ser a Lara Croft das séries animadas. Mas, para o nosso alívio e felicidade, o amadurecimento de Korra e sua autoestima nos dão belas lições de vida e nos mostram que ela não é menos cativante do que Aang (muito pelo contrário aliás). Um nome chave para esta temporada? Nada mais nada menos que: Jinora (Aang estaria muito orgulhoso desta neta com toda a certeza).

Livro 3 – Mudanças
Como diz o próprio nome, esse período traz consigo reviravoltas muito fortes e presentes ao longo dele. Novos dobradores de ar, Republic City habitada por espíritos dos mais variados, surpresas dentro da família Bei Fong e uma visita ao reino de Ba Sing Se fazem desta temporada provavelmente a mais complexa de toda a série! [e particularmente minha favorita, assistam para descobrir como chegamos a este ponto, haha] Voltamos a ver também o Time Avatar viajando pelo mundo, dando um feeling nostálgico da Lenda de Aang, saindo do centro de acontecimentos que até então era Republic City e passando o bastão para o  Reino da Terra.

Korra, nesta parte um pouco mais velha, revela-se cada vez mais uma Avatar que sabe mostrar serviço e se torna mais feminina, atraente e bastante sensata. Nesta temporada temos dois pontos extremamente importantes:
1. A Lótus Vermelha: uma organização de propósitos desconhecidos porém com um forte interesse na Avatar e em suas habilidades.
2. Zaheer: um personagem construído de maneira FENOMENAL e líder desta organização.

Temos personagens novos? Temos. Temos vilões? Também. Se eu vou falar sobre eles e descrevê-los? Não vou, hehe. E, infelizmente, sinto que não posso e os motivos são bem simples. O fato é que tais revelações dão spoilers absurdos pra quem não assistiu a série, mesmo que obviamente a discussão sobre esses personagens novos e vilões seria algo maravilhoso de se falar sobre.
[aproveitem e nos mandem e-mails ou mensagens no Facebook se quiserem discutir isso e poder falar sobre spoilers, a Zekken aqui terá prazer em respondê-los :3]
Ao final desta temporada não esqueçam de separar seus lenços e sejam corajosos para verem cenas fortíssimas dentro deste desenho. Nesta fase, A Lenda de Korra mostra que, diferentemente da Lenda de Aang, a animação está voltada realmente para um público mais velho e não necessariamente infantil. Aliás, eu acredito que esta série não é de criança mesmo. Há uma complexidade maior também nos ensinamentos e falas dos personagens neste período, que ficou com uma filosofia muitíssimo rica. O final desta temporada vai ditar completamente a plot da sua sucessora.

Livro 4 – Equilíbrio
Como o dito anteriormente, o que define totalmente o curso desta temporada é o final da terceira. Após passar por uma experiência fortíssima, Korra é obrigada a passar três anos distante de seus amigos, de Republic City e do resto do mundo. Nesta parte o tal equilíbrio é exatamente a nossa protagonista tentando lidar com as consequências desta experiência e desses três anos afastada de tudo e todos.  Por isto e por outros acontecimentos deste Livro, é reforçada a ideia de que A Lenda de Korra não é uma série que deveria estar na classificação infantil exatamente; ela abre espaço para discussões de temas como depressão, crise de identidade e ditaduras. Um final muito bonito e com direito a polêmicas encerraram a série com uma sensação de missão cumprida.

Quadro geral: 


Antes mesmo de sua estreia, Avatar: A Lenda de Korra carregava consigo um grande desafio: suceder A Lenda de Aang mantendo o alto padrão dela. Quando eu soube que haveria uma sequência do primeiro Avatar e que a protagonista seria uma garota, eu me lembro de ter ficado muito empolgada (mesmo não tendo conseguido acompanhar desde seu lançamento por motivos de estudos, hehe). Apesar disso, eu soube que muita gente estava largando a série logo no inicio exatamente por pensarem que a Korra era “muito chata, impulsiva que só faz besteira, não sabe nem manter a calma, menina macho, muito diferente do Aang” [mimimimimimi...zzzzzzzz]. É verdade que não é fácil lidar com gente muito ansiosa, mas parece que essas pessoas ficaram tanto na expectativa de ter um “padrão Avatar” – aquele personagem bonzinho demais, espiritualizado e superciente de suas responsabilidades – que nem deram uma chance pra própria Korra ou pro resto de sua jornada. Vale lembrar que na primeira estória fica visível o quanto Kyoshi, Roku e Aang são distintos entre si, então não se podia esperar menos em relação à Korra. Mesmo assim, a série teve que lidar com uma rejeição da nova Avatar tanto dentro quanto fora dela, e o fato de eu poder ter visto este começo e acompanhado até o seu vitorioso final me faz sentir muito orgulho por ela.

Desde sua antecessora e ao longo da série vemos uma evolução nos traços da animação, a beleza dos movimentos de dobra e dos cenários não deixam nada a desejar (principalmente no Livro 3). A ambientação em estilo steampunk também foi um dos pontos mais fortes dela, proporcionando a sensação certa da passagem de tempo de Aang até Korra e sendo muito bem explorado pelos roteiristas e desenhistas.

No geral, as quatro temporadas tiveram um bom ritmo e enredos bem construídos. Considero o Livro 2 não tão forte quanto os outros mas, mesmo tendo uma primeira metade não tão empolgante, a partir do episódio 7 (Inícios) ela retoma a ação e nos dá um final intensíssimo. A base política também foi algo muito interessante de se acompanhar na Lenda de Korra, a cada temporada uma referência diferente relacionada aos seus vilões correspondentes – anarquia, Guerra Fria, totalitarismo são alguns exemplos – coisa que não vimos na Lenda de Aang, onde temos o Senhor do Fogo Ozai como vilão principal do início ao fim.

De todas as suas características, de longe a mais marcante da série foi o trabalho na evolução de personagens. Na maioria das séries onde temos um protagonista mais imaturo, no máximo ele e mais duas figuras mostram um amadurecimento ao longo da estória; na Lenda de Korra vemos um crescimento grupal, onde até mesmo os mais velhos e com o perfil que seria (à princípio) “fixo” aprendem a lidar com questões de personalidade e velhas feridas. Isso foi feito de uma maneira muito sutil e bem pensada, ao meu ver. A força das mulheres, não apenas a Korra, também rompe com vários estereótipos sem minimizar a feminilidade delas, foi algo bonito de se ver.

Focando um pouco na evolução da Korra (e meio que dando um spoiler por ser algo que eu REALMENTE não poderia deixar de falar), vemos em certa parte uma referência aos Studios Ghibli e seu filme Contos de Terra e Mar, no qual ambos os protagonistas têm que enfrentar seus medos e lidar com suas sombras. Dentro dos conceitos da psicanálise, a sombra é “como o indivíduo oculta nos recônditos de sua psique tudo que é rejeitado pelos padrões sociais e por si mesmo (...) do domínio da força bruta, ou seja, o monstro escondido dentro de cada um (...)”. Como o dito anteriormente, A Lenda de Korra está muito além de um desenho infantil. O fato dela trazer reflexões deste nível (não apenas neste momento mas em toda a série) nos envolve muito mais com os personagens, fazendo o sentimento de empatia inevitável.

Com tudo o que A Lenda de Korra aborda, a animação levou o título de subversiva e um dos pontos que deixa isso bem nítido foi a polêmica do seu final. Os criadores, Mike DiMartino e Bryan Konietzko, além de tudo que poderia ser colocado na série resolveram por tornar a relação de dois personagens homoafetiva. SIM, Avatar: A Lenda de Korra foi o primeiro desenho da Nickelodeon a mostrar um casal homossexual canon, ou seja, verídico dentro da trama. Sobre esta parte (obviamente não revelarei os nomes dos personagens) mas devo dizer que, até chegar a ser real, a revelação implícita do casal foi feita de forma bastante delicada e bonita. Muitos ainda criticam o fato dele existir com os argumentos de que “Agora tudo tem que ter personagem gay? Antigamente era melhor! Não tinha essa pouca vergonha! Querem nos fazer engolir os homossexuais de qualquer jeito! Não é coisa que se mostre pra criança!” [mimimimimimimimimi...zzzzZZZZzZzzzZZZ]. Para estas pessoas, uma parte da resposta da dupla de criadores foi: “(...) essa decisão não foi feita apenas por nós. Fizemos isso por todos os nossos amigos, familiares e colegas gays. Já passou da hora da nossa mídia (inclusive a mídia infantil) parar de tratar pessoas não-heterossexuais como não-existentes, ou como algo exclusivamente provocativo.” [*aplaudindo de pé*]. Em resumo, representatividade para que as crianças, jovens e até mesmo adultos que acompanharam a série possam começar a ver homossexuais como pessoas que tem o direito de amar, assim como qualquer ser humano.

 Enfim, a série de Korra cumpriu bem a sua missão. Não deixou a desejar na sua qualidade em relação à de Aang, nos trouxe uma estória cheia de encanto mesmo que tratasse de temas fortes e pesados, desafiou expectadores em seus tabus, ensinou lições para toda a vida e nos deu personagens e uma protagonista que serão sempre lembrados com muito carinho e orgulho. Ainda não se sabe se haverá uma continuação (um Avatar dominador de terra no caso) mas aconteça o que acontecer, aguardarei ansiosamente para ser surpreendida e envolvida mais uma vez por este mundo da série Avatar.


(Crítica) Kingsman – Serviço Secreto



Uma verdadeira ópera frenética, é como Kingsman – Serviço Secreto pode ser definido. O diretor de X-Men: Primeira Classe e Kick Ass: Quebrando Tudo, Matthew Vaughn está de volta em mais um trabalho original homenageando símbolos da cultura pop como: James Bond, Jack Bauer, Jason Bourne e Guerra nas Estrelas.
Ao lado de Mark Millar, um sujeito que mesmo trabalhando nos dois grandes selos da mídia, DC e Marvel, vez ou outra cria histórias peculiares como O Procurado e Superior. Ambos constroem uma trama singular, sofisticada com personagens “ferrados”, que através de um acontecimento se tornam os futuros heróis urbanos. Mesmo sendo uma obra adaptada, Kingsman desponta quase como um alívio neste momento em que o mundo da ação é tomado por super-heróis e sequências infinitas. Obviamente que estamos loucos para ver Vingadores: Era de Ultron e Batman Vs Superman: Dawn of Justice, mas também queremos produções que introduzam novos elementos e personagens desconhecidos.
O ascendente a herói Gary ‘Eggsy” Unwin (Taron Egerton), um jovem que mora com sua mãe, sua irmãzinha recém nascida e com seu padrastro barra pesada, cercado de maus elementos do bairro. Seu futuro não parece muito promissor, até que Harry ‘Galahad’ Hart (Colin Firth) aparece em sua vida. Um agente que faz parte da organização secreta Kingsman – um grupo britânico responsável por casos extragovernamentais. E enxerga no jovem potencial para ser o próximo Kingsman. Além disso, Harry deve sua vida ao pai de ‘Eggsy’, ex-Kingsman.



O longa pode ser dividido em duas partes, no primeiro momento o treinamento de ‘Eggsy’ para se tornar o próximo Kingsman. E em segundo momento o embate contra o vilão Valentine (Samuel L. Jackson), que como qualquer outro pretende dominar o mundo e criar uma nova era. Entretanto, o filme possui uma quebra de clichês nas horas certas provendo ritmo a trama. O humor na dose certa favorece nas cenas de maior clímax do longa. Não obstante, a trilha não falha em revigorar o ambiente em crescente sintonia com estilo de antigos filmes de espionagem.


O elenco não deixa a desejar, destaque para a perigosa Gazelle (Sofia Boutella), a assistente de Valentine. Onde ao mesmo tempo pode-se ver que ela é uma homenagem clara aos vilões dos primeiros longas de 007, como também nos entrega uma personagem feminina forte e letal. Sem mencionar a presença icônica de Michael Caine como Chester King. Taron Egerton desempenha uma segurança no jovem aspirante a espião ao passo que seu lado rude contrabalanceia bem a sua calma em instantes de tensão. Sophie Cookson posta como seu par romântico e uma Bond girl acaba surpreendendo por ter um espaço importante para finalização da intriga.
Seu único pecado repousa sob o fato de ser longo, quando a trama não exige tal longevidade na tentativa de descrever mais o background. De modo que, para corrigir isso o diretor se utiliza da ação de maneira pulsante atrelada a trilha elegante.

O natural dom de filmagem de Matthew Vaughn aplicado a cenas e ação é primoroso. Sua fotografia inteligente também deve ser levada em consideração. De todos os momentos a cena na igreja demonstra seu incrível talento para e passagem de câmera. Além de pôr Colin Firth para partir para porrada em uma sequência de violência de dar inveja. Com muita ação, um senso de humor notório e suas frases de efeito essenciais. Kingsman – Serviço Secreto não é qualquer filme, chegou aos cinemas desprendido de um gênero capaz de alcançar múltiplos públicos

Nota: 9,7


quinta-feira, 5 de março de 2015

The Last Man On Earth (Primeiras impressões)




O texto abaixo contém spoilers

Como seria estar sozinho no mundo, onde você é o último homem do planeta depois de uma praga que aparentemente dizimou a humanidade? Algo que daria um certo terror, entretanto, a mais nova estreante na FOX é voltada para comédia e ficção científica.
Se drama e suspense são seus gêneros favoritos essa série pode não ser a melhor escolha, mas tem um gostinho de quero mais no seu contexto, pois quem não quer saber o que um único cara pode encontrar no planeta “desabitado”? Bem, Phil Miller (Will Fonte) era apenas um cara normal que amava sua família e odiava seu emprego no banco; agora ele parece ser a última alma viva do planeta e talvez a última esperança da humanidade.
O ano que estamos é 2020 e, depois que um vírus letal acabou com a vida humana em todo o planeta, apenas Phil sobreviveu. Usando seu carro, ele rodou o país em busca de outros sobreviventes, tendo viajado para todas as cidades dos Estados Unidos, México e Canadá, sem encontrar ninguém. Enquanto retorna para sua cidade natal em Tucson, Phil chega à conclusão de que é, com quase toda a certeza, o último homem vivo sobre a face da Terra.
A solidão é uma das maiores dificuldades, Phil até conversa com Deus na intenção de que Ele o envie uma mulher. A falta da vida sexual aterroriza o homem. Quem não se desesperaria. Phil até mesmo assiste “Náufrago” conversando com a tv. Desmontando assim as possíveis acusações de que a ideia da série seria chupada do filme. Como Tom Hanks no cinema, desenha rostos em bolas de basquete, beisebol e pingue-pongue e conversa com elas. Fala pelos cotovelos é claro.
Em nenhum momento a série lhe passa a sensação de angústia como a pós-apocalíptica de sucesso The Walking Dead. Ao invés disso estamos em Tucson sabendo que um único homem está vivo. Mas o que ele pode encontrar? Está mesmo sozinho? Deus pode realizar seu desejo de trazer uma mulher a sua vida?

Quando tivermos a impressão de que o roteiro não vai dar em lugar nenhum, num completo beco sem saída, eis que o herói onanista encontra uma mulher. Mas, como a vida não é fácil, ela é feiosa e desagradável.



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