REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

sábado, 4 de julho de 2015

Crítica – Re-Kan!


Praticamente toda temporada tem aquele anime leve, aquele que a gente assiste depois de um dia cheio ou de um episódio pesado de seinen, haha. Bem, nesta temporada passada de primavera 2015 nós tivemos o anime Re-Kan! cumprindo este papel. Mas um anime josei que envolve sobrenatural e ainda consegue ser comédia? Senta aí que já vem história...

O anime gira em torno de Amami Hibiki, uma garota bonita e gentil que possui a habilidade de se comunicar com espíritos (daí o nome do anime “re-kan”, que significa literalmente “sexto sentido”). Protagonizando ao lado dela, temos a personagem Inoue Narumi que é uma tsundere completamente medrosa quando se trata de mortos/espíritos e coisas sobrenaturais. As duas garotas acabam por se conhecer por acaso no caminho para o colégio no primeiro dia de aula delas no ensino médio. Apesar de parecer estranha à primeira vista - por ser arrastada por forças invisíveis, falar com o ar e ter portas se abrindo sozinhas diante dela – Amami-san consegue formar seu grupo de amigos na escola. Seus colegas acabam por se acostumar com os acontecimentos sobrenaturais que cercam a garota, tratando o sexto sentido como apenas uma informação a mais sobre ela, pelo fato da mesma ser uma pessoa muito gentil e boa amiga. O desenvolvimento dos episódios segue como casos semanais que trazem temas como amizade, família, promessas e eventos escolares.
Adaptado do mangá de mesmo nome, escrito e desenhado por Seta Hinako, Re-Kan! é um compilado de tirinhas adaptado pra anime pelo estúdio Pierrot Plus (Beelzebub e Yuusha ni Narenakatta Ore wa Shibushibu Shuushoku wo Ketsui Shimashita.). O roteiro e a composição de série ficou nas mãos de Aoshima Takashi (No Game, No Life, Yuru Yuri – Happy Go Lily e o estreante dessa temporada de verão Himouto! Umaru-chan), que fez um ótimo trabalho. A parte do sobrenatural não assusta de verdade, mas te dá uma perspectiva em que os fantasmas são pessoas que podem ser muito amigáveis. Os personagens inclusive ficaram mais dinâmicos do que no mangá, a adaptação dos acontecimentos das tirinhas para casos semanais ficou fluida e, ainda por cima, ele conseguiu criar uma boa linearidade entre os episódios. Outro ponto que ficou bem escrito foi a “brincadeira” de tornar a relação entre Inoue e Amami quase homoafetiva. Cenas sutis num tom de comédia e um pouco estereotipada [mas eu shippei até o fim *-* haha].
A direção de Kudo Masashi (Bleach, Ikki Tousen e Planetes) foi precisa e fundamental para que o essas cenas funcionassem, sabendo medir bem os momentos de comédia e drama. Mesmo com o clima leve, quando a intenção era emocionar o espectador ele foi certeiro. Kudo-san conseguiu tornar os personagens bastante empáticos também – com destaque para a própria Amami, a Inoue, o Ero-neko, o “Samurai da Chama” e a “Gatinha fantasma”.


A animação e arte ficaram proporcionais a história, não precisava de muitos efeitos para dar certo considerando que a maioria das coisas se passa em um cenário escolar. O design de personagens feito por Yamamoto Aoi (Fairy Tail) é bem redondinho mas não é tão bonito quanto o do mangá. O que acaba incomodando um pouco é o jogo de luzes que parece muito forte a maior parte do tempo.

A trilha sonora é bem básica também, tão básica que o responsável por ela nem teve o nome divulgado, haha. Mas cumpre bem o seu papel nas horas que aparece. As músicas de abertura e encerramento, “Colorful Story” e “Kesaran Pasaran”, são interpretadas pelas integrantes do grupo Every♥ing. A animação de abertura insinua bastante uma relação além de amizade entre a Inoue e a Amami, apesar de mostrar também as outras personagens. O encerramento mostra versões chibi de todo mundo de maneira bem fofinha também. Músicas divertidas, com vozes fofas e animadas, o que combina bastante com a comédia do anime.

Um anime slice of life com uma protagonista simpática que vê fantasmas e vive dias divertidos com seus amigos vivos e mortos. Não nego que o subestimei um pouco em relação a outros nesta temporada, mas a forma como o poder da Amami foi retratado na relação de ajudar as pessoas e formar laços o tornou muito agradável de se assistir. Re-Kan que acabou surpreendendo de uma maneira muito positiva no fim das contas.

 Nota: 8/10

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka (Crítica)


Vamos ao anime de nome gigante? Pois é Dungeon para encurtar a primeira vista não parece trazer nada de novo ou mesmo um grande carga enfática sob um personagem para se acompanhar. Mas é onde exatamente nos enganamos ao imaginarmos que o anime permaneceria da mesma forma após seus primeiros capítulos.
O nome da obra seria: quais seriam as chances de se apaixonar numa Dungeon? Um sinônimo para aventura. Onde o inocente aventureiro de bom coração Cranel Bell vai começar sua jornada. Para descobrir seus limites, testar sua coragem e saber se tem capacidade de se tornar tudo que sempre sonhou, um herói. O encontro consagrado com a pequena Deusa solitária Hestia é o que lhe dá esperança para continuar se esforçando em lutar contra seus medos.
A trama no estilo de RPG como está em alta, Dungeon é um shounen genérico de ação, aventura, comédia e romance. Não tem como negar que ao acompanhar os treze episódios percebe-se um boost na história em sua metade em diante. Pontos de vistas tornam-se mais evidentes, não somente o crescimento do protagonista intriga, como a entrada de personagens que antes só observavam, agora passam a atuar na linha de frente. Desse ponto em diante pode-se dizer que a light novel de Fujino Omori, tem sido bem adaptada.
Para dirigir o anime temos Yamakawa Yoshiki, que já dirigiu animes como Hatsukoi Limited, Hells, Kill Me Baby, Little Busters! series, etc. E quem está a cargo nos roteiros é Shirane Hideki, que tem passagem por animes, como Date A Live, Hayate no Gotoku!!, Hidan no Aria e Isekai no Seikishi Monogatari,. Nomes que serviram bem para adaptação da comédia romântica em Dungeon. Por outro lado o diretor Yoshiki não possui experiência alguma com cenas de batalha e lutas, o que acabou tendo algumas dificuldades no início, mas demonstrou ser capaz de carregar o peso que todo shounen precisa. O character design ficou tão fiel a obra original, que chega a ser charmoso.

A canção de abertura não chega a ser tão enfática, mas descreve bem a imagem que o anime procura passar. A música Hey World destoada pela cantora Iguchi Yuka passa companheirismo e leveza no seu som. E no encerramento RIGHT LIGHT RISE pela experiente Kanon Wakeshima, que em conjunto com a animação prolonga a fofura do anime, com sua canção que nos remete ao encerramento de shounens mais antigos. Em formato e estética ponto para um encerramento digno de fim de uma Dungeon.
Agora para compor o time de dubladores o destaque vai para o trio protagonístico, com o jovem Bell sendo dublado pelo genial Matsuoka Yoshitsugu (Sora em No Game No Life e Kirito em SAO), com Hestia tendo a voz da novata, que surpreende Minase Inori (Eddelrittuo de Aldnoah.Zero; Suzune de Love Lab; Noel de Sora no Method) e com a Ais dublada pela ótima e a mais novata seiyuu Oonishi Saori (Jamie de Argevollen; Eriri de Saenai; Fianna de Seirei Tsukai no Blade Dance; Hisako de Souma). Quanto ao estúdio, o responsável é a J.C. Staff (Yumekui Merry, To Aru Majutsu no Index, Toradora!) o que infelizmente não é das melhores opções quando se trata de cenas de ação. Ou seja, não é o melhor nome para um shounen. O que graças ao traço não ficou tão ruim assim, foi capaz de manter uma certa estabilidade e poucas vezes destratou a narrativa.

De modo geral Dungeon tem muito a oferecer ainda, e pouco foi contado nesse primeiro arco. O lado bom do anime é que não tem pressa para fortalecer seus laços. É despretensioso para um shounen, mas que tem capacidade de se elevar se souber promover seus personagens ainda mais como tem feito até o momento. O vasto universo sugerido na novel tem boas intenções e zela pela paciência daqueles que assistem, teve um dos maiores altos e baixos da temporada, porém finalizou seu arco da mesma maneira que começou, pensando no futuro.


Nota: 7.2

Yamada-kun to 7-nin no Majo (Crítica)


Beijos, muitos beijos é o que Yamada-kun to 7 –nin no Majo vai nos cobrir. Sua tela será o palco de um anime vida escolar com uma das primeiras impressões mais ousadas que já vi nos últimos anos. Troca de corpos, uma comédia em meio à confusão que é a vida escolar, debruçada sob uma trama sobrenatural com insinuações ecchi em seus detalhes, nas quais o romance aquece a bem bolada ideia da autora Miki Yoshikawa.
Desde de seu primeiro capítulo a história é clara e simples. Ryu Yamada, que não tira notas boas na escola e leva uma vida tediosa. Ele estuda na mesma classe que a linda e brilhante Urara Shiraishi. Um dia, misteriosamente ele acaba por trocar de corpo colégio ao cair de uma escada com Urara Shiraishi, que não é somente linda, mas uma das meninas mais brilhante do colégio. Após descobrir que o trocar de corpos não foi uma mera coincidência, mas parte do poder de Yamada a narrativa em menos de 10 minutos nos mostra o potencial da adaptação. Após o ocorrido eles acabam se unindo a Miyamura (um dos alunos que deseja ser o próximo presidente do conselho escolar) e Itou (tarada por fatos sobrenaturais) que reabrem o clube de Fatos Sobrenaturais do colégio. E com isso as aventuras do encrenqueiro Yamada e Cia começam a caçada pelas 7 bruxas, como o nome da obra sugere.
O anime completou 12 capítulos cheios de intrigas, com uma intriga de deixar o telespectador grudado para saber o que aconteceria a cada novo episódio. Mas, infelizmente o ponto negativo da adaptação começa, bem em seu desfecho. O aparente formato apressado de Yamada-kun 7–nin no Majo não tirou o desprazer de acompanhar, de forma alguma pelo contrário, a direção está de parabéns por conseguir conduzir a enorme carga do mangá para as telinhas. No entanto, talvez o anime necessitasse de um segundo arco para fechar com chave de ouro. Pois a maneira como a direção optou por terminar aparenta pedir por mais da história para que seu término seja mais satisfatório.
O roteiro ficou por conta do experiente Yokote Michiko, o mesmo de animes como Shirobako, Genshiken series, Nourin, Senyuu, xxxHOLiC, entre outros. Ele soube lidar bem com o ritmo acelerado e trabalhou seus personagens com virtude, apesar de ter deixado algumas pontas soltas ainda em certos personagens. Pois, enquanto ele foi excelente até mesmo nos secundários, houve momentos que pensei: “Se aquele personagem ou mesmo aquele tivesse sido um pouco mais aproveitado”. Claramente o desfecho não teria sido alterado pela ênfase nos secundários ou até terciários, mas certamente traria mais riqueza e fortalecimento para que o enredo crescesse e desse uma chance para um segundo arco.
Quanto ao cast de dubladores não tem do que reclamar dos conceituados. A dupla de protagonistas tem seiyuus bem conhecidos. O Yamada tem a voz do excelente Osaka Ryota (Staz de Blood Lad; Nagate de Sidonia no Kishi, Tokimune de Argevollen; Watari de Shigatsu wa Kimi no Uso), enquanto a Urara vai ter a voz da conhecida Hayami Saori (Miho de Bakuman; Saki de Higashi no Eden; Miyuki de Mahouka; Ayase de Oreimo; Emi de Shigatsu wa Kimi no Uso). A trilha sonora é outro ponto enfático. O tema de abertura fica para o famoso pianista WEAVER com a canção Kuchizuke Diamond, que traz leveza ao tema escolar, e ao mesmo tempo confusão em suas leves tocadas no piano, quando as imagens das bruxas passam a estar mais evidentes. No encerramento, a novata Mimi Meme MIMI com a música Candy Magic. Ela debutou em 2014 com seu primeiro mini álbum e impressionou a staff que acabou chamando-a. De fato o encerramento não seria o mesmo sem sua promissora voz.

No que diz respeito a animação o estúdio Liden Films (Aiura, Senyuu series, Terra Formars) assume a responsabilidade. Mas não foi nada demais. O que mais chama atenção foi o trabalho da character design Eriko Iida, que já trabalhou em animes como Accel World e Fairy Tail.
Se você está à procura de uma boa comédia colegial, com insinuações ecchi não tão exageradas e um toque de mistério esse anime é a escolha da vez. Certamente estará entre um dos melhores da temporada, apesar do final insatisfatório, seu conteúdo não desfavorece a excelente obra que é.


Nota: 7.7

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works (Crítica)


Por Okazaki

Fate/Stay já é um nome muito conhecido por causa de seus dois animes lançados a alguns anos, mas no último trimestre do ano passado esse anime de sucesso ganhou as telas novamente, agora com uma outra versão de Fate/Stay Night, chamada de Unlimited Blade Works. Um filme de mesmo nome e contando a mesma história já havia sido lançado em 2010, e ainda sim o anime estava sendo esperado pelos milhares de fãs do visual novel.
Para quem não viu o primeiro Fate/Stay Night, não deve ser preocupar a começar a assistir o novo, já que não existe uma ligação de continuidade entre os dois animes.
Unlimited Blade Works foi produzido em conjunto pela Aniplex, Notes e Ufotable, os mesmos estúdios que coproduziram a adaptação de 2011-2012 do anime Fate/Zero (história passada antes de Fate/Night, mas sem ligação direta com a mesma), e teve como base os desenhos originais de Takashi Takeuchi, mesmo não sendo feitos pelo mesmo. Sua trilha sonora está em perfeita harmonia com anime, tanto as aberturas, quanto os encerramentos. Mas são suas músicas especiais que mais nos surpreendem, como o cover feito por Lisa de “Disillusion” do visual novel original, usado como tema de encerramento para o episódio 12, e também o remix de “Ring Your Bell” cantado por Kalafina usado no encerramento do episódio 15.
O anime começa introduzindo seu personagem principal Emiya Shirou, um estudante de ensino médio e mago iniciante que acaba involuntariamente envolvido na guerra do Santo Graal, um torneio mágico secreto onde sete magos, chamados de mestres, invocam personificações reencarnadas de heróis lendários da história, para travarem batalhas reais por um cálice mágico onipotente que pode satisfazer qualquer desejo do vencedor. Shirou e seu Servo, Saber, são forçados a juntar-se com Tosaka Rin, outro mestre na Guerra do Santo Graal, mas Shirou encontra-se ganhando o forte desagrado do Servo de Rin, Archer, cujas motivações são desconhecidas.

Mesmo começando igual ao primeiro Fate/Stay Night, ao passar alguns episódios percebemos que aos poucos a história vai tomando um rumo diferente, até se tornar completamente outra. Onde Saber, servo de Shirou, não é o servo principal, e sim Archer, o personagem mais enigmático do anime. E com a ótima direção do Takahiro Miura, todo mistério envolvendo Archer é passado da melhor forma possível, nos deixando cada vez mais curiosos sobre sua identidade e motivações contra o Shirou. O que vale ressaltar também é o quão bem feita está a animação do anime, que impressiona ao deixar ainda mais emocionante todas as cenas de luta. Juntamente com seu enredo bem construído procurou dar uma atenção especial a todos os magos e seus servos, essas cenas não nos faz desviar o olhar em nenhum instante, mesmo quando não são os personagens principais envolvidos.
Como a história de Fate/Stay conta a batalha pelo Santo Graal, não existe um verdadeiro vilão, e sim sete magos com objetivo de pôr suas mãos no cálice para realização de um desejo, e esse provavelmente foi o maior desafio que Takahiro Miura teve que enfrentar. Como fazer o telespectador se convencer que Shirou ou Rin são merecedores do cálice? E a solução foi nos fazer acreditar que outros magos o usariam para fins malignos ou somente para o bem próprio. E esse é único problema que encontramos no anime, já que nem todos os magos ou servos tem seu personagem bem desenvolvido, o que faz de alguns passarem despercebidos e não terem nenhuma importância na história.
Sem dúvida Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works não deixa a desejar em nenhum dos requisitos citados acima, seu enredo se desenvolve de modo não deixar cada vez mais preso ao mesmo, e sua animação só nos faz ficar ainda mais maravilhados com essa ótima história.



Nota: 8,9

terça-feira, 30 de junho de 2015

Triage X (Crítica)


Por Kabutows

Uma organização secreta caçando mafiosos, bandidos, políticos corruptos e outros tipos de humanos da pior estirpe, utilizando de armamento pesado, motos e mulheres com roupas de couro, definitivamente não tem como dar errado. Porém, Triage X consegue provar que tudo em excesso se torna ruim, ou nesse caso horrível.
Baseado no mangá de mesmo nome que é escrito por Shouji Sato ( Highschool of the Dead), Triage X é um anime do estúdio Xebec (Shaman king) que foi dirigido por Takao Kato ( Busou Renkin, To LOVE-Ru) e estreou na temporada passada, totalizando 10 episódios e sem previsão de uma continuação(graças a deus). É notável o quanto a direção dessa animação está perdida e o quanto o roteiro foi mal escrito, devido a suas quebras de ritmo e seu final totalmente aberto.
Basicamente a estória trata sobre o hospital Mochizuki e de como sua equipe de enfermeiras, a noite forma um grupo de super assassinas que junto com um adolescente caçam e eliminam o "câncer" da humanidade, numa tentativa óbvia de criar um enredo envolvendo armas, crime organizado e mulheres voluptuosas como forma de atrair seu público, mas em Triage tudo isso sai pela culatra e ao invés de uma animação divertida, temos um anime com um roteiro pobre, sem sentido e forçado, com cenas de ação fracas e pouco empolgantes, utilizando de personagens tão rasos quanto pratos e de um plano de fundo super clichê. Nem as cenas ecchi (cenas de insinuação sexual) conseguem salvar, mesmo nesses momentos a direção consegue se atrapalhar, e junto com a censura acabam fazendo o pior clima possível para cenas desse feitio.

Arashi Mikami é o nosso protagonista, um estudante de 17 anos que quando mais novo se vê preso em um incêndio junto com seu melhor amigo Ryuu Mochizuki (o filho do dono do hospital), após o incendio, numa tentativa desesperada de salvar uma das crianças, os médicos decidem usar órgãos de Ryuu no corpo de Arashi. Desde então Arashi passa a ter um pequeno problema em sua personalidade, em alguns momentos, ele se vê frente a frente com Ryuu (que obviamente já está morto), mas esse distúrbio do personagem que poderia ser bem aproveitado, é simplesmente ignorado, só sendo lembrado em raros momentos e mesmo assim sem fazer a mínima diferença para o prosseguimento da narrativa.
Fora o personagem principal, ainda temos algumas mulheres compondo o grupo principal, como a super bad ass Sayo Hitsugi, a possivel parceira do Arashi, Mikoto Kiba e a fofinha e única personagem que é no mínimo divertida Oriha Nashia, todas tem um pequeno background, mas que também é pouco explorado, tirando o de Sayo Hitsugi, que com seu flashback impulsiona todo o ultimo arco, criando assim, alguma expectativa com o que poderia acontecer no final de Triage X.
Mais ou menos no episodio 6 começam a surgir aqueles que seriam os possíveis vilões da serie, esse surgimento começa no único ponto bom do anime que é um mini arco que se passa dentro de uma rede de televisão,esses vilões até que pareciam interessantes, sendo um grupo composto em sua maioria por mulheres e com designs chamativos, mas, como tudo nesse anime, os vilões também são mal explorados e seu arco acaba que não se conclui, como se a equipe de produção tivesse visto que tava ficando horrível e decidiu parar para não ser linchada.
Quanto a quesitos técnicos, mais uma vez o anime peca, sua animação não é boa o suficiente para o que a estória demanda, sua trilha sonora que não empolga, dublagem razoável, mas nenhum dublador realmente conhecido, a única coisa que salva é o character design, que consegue se manter fiel ao traço do mangá original e mesmo assim, ser bonito e interessante de se olhar, porém, se você não está acostumado com animes ecchi, Triage X pode te incomodar devido a suas personagens femininas com proporções bizarras.
Enfim, Triage X é um anime com uma qualidade técnica questionável, dubladores fracos, personagens clichês e sem graça, cenas de ação que não enchem os olhos, diálogos mal escritos, e um final que não leva a lugar algum. Definitivamente é o pior anime da temporada, e provavelmente um dos piores animes do estúdio Xebec.


Nota: 2,4 

Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza (Crítica)


Se houvesse como ser mais forte do que um Deus? E se não tivesse limites para ficar sempre mais forte? Esse é o mundo de Dragon Ball Z. Cá estamos no longa que consagra o retorno as origens do auge do anime de sucesso de Akira Toriyama. Um filme de exaltação a obra que fez a infância de milhares, e promete muita nostalgia.
Em ‘Dragon Ball Z – O Renascimento de F‘, o vilão Freeza, o Imperador do Mal, renasce, alcançando a última de suas transformações. Caberá a Goku e seus amigos os guerreiros Z Vegeta, Mestre Kame e Gohan juntar forças para combater o inimigo que voltou dos mortos. A plot é simplista e saudosista o bastante para levar qualquer fã ao cinema e apreciar boas cenas de lutas como antigamente. Seguindo os acontecimentos do último longa, ‘A Batalha Dos Deuses’ veremos mais ação e uma ameaça mais declarada, e nada mais justo que o arquétipo de vilão ideal da franquia, Freeza.


Bem, ao contrário de ‘Batalha dos Deuses’ que pecou no exagero do humor em detrimento da história, aqui tudo funciona muito bem. Desde o tempo de tela de cada um dos personagens, o perfeito equilíbrio entre as cenas de humor típicas de Akira Toriyama, até as incríveis batalhas que se tornaram marca registrada de Dragon Ball, tudo é muito bem dosado entregando um filme completamente amarrado. E por falar em tempo de tela dos personagens, até mesmo o novato Jaco, o patrulheiro galáctico, personagem do último mangá de Toriyama que serve como um prequel de Dragon Ball possui ótimos momentos no filme, ajudando na luta contra os soldados de Freeza e roubando a cena com tiradas sensacionais. Fica aí um lembrete aliás, e a esperança de que a Panini traga esse importante mangá aqui para o Brasil.
O filme trabalha bem o relacionamento de Goku e Vegeta mostrando a rivalidade existente entre eles, com um sutil toque de respeito e clara necessidade da existência de cada uma para o outro. Um diferencial é que os defeitos de ambos são apontados e demonstrados pelo Whis e Bills (Os vilões do filme anterior), que por sinal roubam a cena no filme. Agora fazendo o papel de mentores da dupla Goku e Vegeta. Além de partir deles a revelação de que os dois juntos podem ser os mais poderosos desse universo. A maneira como ficou claro o que Vegeta e Goku precisam fazer para melhorar, mostra um amadurecimento na história dos dois.
A animação está impecável. A mistura do 2D com 3D é belíssima, além dos traços e sequências de ação. O filme foi muito bem trabalhado e desenhado. O longa de fato, conseguiu cobrir brechas do anterior. Entretanto, alguns cortes de cena foram mal implementados. Deixando de lado partes que poderiam ser mais desenvolvidas. Tanto dos mocinhos como dos vilões. Claro que o ritmo foi devido ao renascimento de Freeza, mas devido a isso possíveis cenas talvez deixassem o filme ainda mais interessante. Como os 4 meses de treinamento do vilão para alcançar Goku. Ou a falta de explicação dos poderes de Goku e Vegeta.  
E claro que a dublagem merece destaque por contarmos com a voz original do herói no comando de Wendel Bezerra (O eterno Goku), e por ter garantido o retorno de 100% do elenco original. Então além do próprio Wendel como Goku, temos de volta Alfredo Rollo como Vegeta, Tânia Gaidarji como Bulma, Luiz Antônio Lobue como Piccolo, além do incrível Carlos Campanile retornando após tantos anos para emprestar sua poderosa e nostálgica voz para o vilão Freeza. Só esse elenco já vale o ingresso.


Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza traz um forte sentimento de nostalgia. Apesar dos defeitos na direção. O roteiro foi firme na ideia e deixou claro sua mensagem aos fãs. Espera-se que as explicações que ficaram devendo venham em Dragon Ball Super, a nova série de TV da franquia. Então se está procurando um espetáculo visual, boas lutas e memórias afetivas esse longa é pra você.


Nota: 8.5

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Podcast #10 The Flash: Primeira Temporada


Debatemos toda a primeira temporada de The Flash. Com direito a referências importantes a todo momento. Comentários à parte sobre o universo de Arrow, que é o mesmo do velocista. E com o final desta tudo pode mudar.

Dê play para adentrar em uma realidade paralela!!

Linkparadonwload: https://mega.co.nz/#!ER41hAyT!IeqYyByHGlGcMMEetS-xYovZzyeDWDYhQoavz8pXiJM

Contato:
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Facebook: Senta aí que já vem História

Homem Aranha Azul: Quadrinho (Crítica)


Por Kabutows

Ser um herói pode parecer uma maravilha aos olhos da maioria dos fãs de quadrinhos, mas é inegável que eventualmente esses personagens sofram devido a alguma perda, tanto familiar quanto amorosa, e nesse meio de perdas pessoais Peter Parker consegue ser um dos heróis mais positivos, pois mesmo com todas as coisas ruins que o afetaram ele consegue seguir em frente, mantendo aquele jeito brincalhão e sarcástico. Mas ninguém consegue se manter feliz em todos os momentos, e é sobre esse momento de tristeza que trata Homem Aranha: Azul.
O nome de Homem Aranha Azul possivelmente é derivado da expressão norte americana "feeling blue" (que significa tristeza ou melancolia) e consegue retratar bem o espírito da estória. Essa HQ foi escrita por Jeph Loeb e ilustrada por Tim Sale(que juntos já tinham escrito Demolidor: Amarelo e Hulk: Cinza) e é composta de 6 edições. A HQ começa no dia dos namorados com um Homem Aranha melancólico que  todo ano nessa mesma data, vai até um determinado lugar para se lembrar de sua falecida amada, então uma narrativa em primeira pessoa começa e nos acompanha ao longo de todas as edições, nessa trama vemos Peter Parker usando um gravador como forma de "conversar" com Gwen para assim contar para ela tudo que não podia contar acerca dos momentos onde eles se apaixonaram.
A HQ é uma verdadeira viagem no tempo, pois voltamos a época onde Peter Parker mal conhecia Mary Jane, e acompanhamos sua escalada de nerd franzino até galã de novela, vemos personagens conhecidos como Flash Tompson, Harry Osborn e Mary jane, além é claro de alguns vilões como Duende verde e Kraven que apesar de estarem presentes, não são o foco da HQ, que prefere se manter nas relações entre Peter e seus amigos, mostrando o quanto pode ser difícil conciliar a vida dupla de super herói e estudante.
O ponto forte desse quadrinho é sem duvida a narrativa em primeira pessoa, pois através dela conseguimos conhecer um Peter diferente daquele que vemos normalmente, além de também termos um vislumbre de aceitação de Mary Jane como segunda em seu coração e de conseguirmos entender melhor o que passa na mente do amigão da vizinhança, isso tudo de forma gradual sem ser forçado ou parecer aleatório, fazendo com que o crescimento percebido em Peter seja enorme. Essa é uma estória sobre perda, a perda de alguém querido que um super herói tem que passar ao longo de sua vida, e por isso esse clima mais parado e melancólico se torna necessário para podermos sentir o peso que a falta de Gwen faz na vida de Parker, e de como isso o afeta até os dias atuais, mesmo atualmente tendo uma vida amorosa estável com Mary Jane.

Com relação a arte, uma palavra define tudo: maravilhosa, Tim sale tem um traço fantástico, e junto com a colorização de Steve Buccellato dão um ar de coisa antiga mas sem parecer brega, criando um clima que se encaixa perfeitamente na obra, um clima de lembrança de um passado doloroso mas ao mesmo tempo bom, a diagramação dos quadros também é muito bem feita, novamente naquela ideia de parecer antigo sem ser brega, com quadros grandes e quadrados, remetendo a uma publicação da década de 40. Essa atmosfera artística toda é criada de forma a fazer o leitor sentir um clima diferente que essa estória possui, e para isso, um pouco de mente aberta será necessária, mas longe de dizer que a arte é feia, como já disse a arte é maravilhosa, só é diferente do que estamos acostumados atualmente.
O quadrinho foi relançado a algum tempo atrás pela editora Salvat em parceria com a editora Panini, na Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, contendo as 6 edições originais compiladas em uma só revista de capa dura e alguns bônus como uma pequena biografia sobre Jeph Loeb e Tim Sale em seu fim.
Enfim, nunca fui muito com a cara de quadrinhos americanos, mas Homem Aranha Azul conseguiu mudar essa minha perspectiva sobre esse tipo de publicação, por isso acho que essa estória provavelmente agradara tanto o leito mais velho que já acompanha o herói a um tempo quanto alguém que quer começar a ler quadrinhos americanos mas não sabe por onde, Homem Aranha: Azul pode ser um excelente começo, principalmente por se focar em mostrar um lado mais humano de Peter Parker e conseguir dialogar melhor com o leitor.


Nota: 9,2

Divertida Mente (Crítica)


Por Yuuko

Dentro e Fora de uma Divertida Mente.

Tudo começa com sentimentos! O que aconteceria se brinquedos tivessem sentimentos? E carros? Aviões? Animais? Monstros? Você sempre se perguntou o que aconteceria se algo seu pudesse se movimentar, sentir, viver como você. E a Pixar, durante anos tentou responder a esssa simples questão. Toy Story, Monster Inc e diversas animações que divertiram e divertem gerações ao pegarem essas perguntas e traduzirem em respostas do ponto de vista dos produtores. Talvez a pergunta que você nunca tenha se feito foi: O que aconteceria se sentimentos tivessem sentimentos? Afinal, dentro de cada um de nós existem diversos tipos de emoções, como a Alegria, o Medo, o Nojinho, a Tristeza, a Raiva e a mistura de todos esses sentimentos dentro de cada situação que nos ajudam a seguir em frente. Mas, e se algum desses sentimentos se perdessem dentro de ti? É exatamente o que retratada Divertida Mente (Inside Out). Como todos nós, Riley, uma garota de onze anos, é guiada pelas emoções - Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho - As emoções entram em conflito quando Riley começa a passar por grandes mudanças em sua vida e deixa a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em São Francisco. Alegria, líder de seus sentimentos, se esforça todos os dias para que a Riley seja sempre feliz, entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza se vejam trancadas do lado de fora do Centro de Controle de Emoções. Agora, elas precisam correr e retornar à sala de controle enquanto a vida da Riley muda radicalmente.
O que mais impressiona nesta animação é o roteiro - escrito por Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley -, por abordar um tema abstrato, afinal de contas, a história gira em torno da mente de uma garota, em que cada emoção possui cor e temperamentos próprios e de grande profundidade, ou seja, além de desenvolver a personalidade de cada uma delas, a Pixar ainda teve que buscar meios para tornar concreto algo que não é palpável. Na verdade, há uma quantidade gigantesca de metáforas que são realmente surpreendentes, além de impressionar na maneira em que o filme consegue passar, de maneira simples e infantil, assuntos extremamente complexos da personalidade de cada um. É óbvio que há, em Divertida Mente, muito de psicologia com os conceitos adaptados, como o que define sua personalidade, questões do inconsciente, a formação dos sonhos e até mesmo a depressão. Apesar de não ser citado diretamente no longa-metragem, ela - a depressão - é apresentada e explicada.
Divertida Mente apresenta uma mensagem sobre como lidar com a tristeza em seu cotidiano, ao invés de afugentá-la – o que é uma crítica à indústria remédios que tentam retrair as emoções para que a vida seja mais “controlável”-. É bastante comovente a resolução final e a explicação do papel da tristeza no crescimento pessoal de cada um e realmente te leva às lágrimas. Da mesma forma que ver a Tristeza contagiando memórias mesmo sendo alertada para não fazê-lo e constatar como a Tristeza não pode ser controlada e que, de quebra, ainda cria uma representação curiosa ao trazer globos de memórias que assumem as cores dos sentimentos que as inspiraram. Pete Docter foca nas mudanças de paradigma que surgem com o amadurecimento e que obriga as Emoções a uma readaptação confusa enquanto os sentimentos se descontrolam. Apesar de todas as muitas virtudes apresentadas, a maior e mais importante talvez seja no destaque que a tristeza tem, mostrando que ela é definiticamente um elemento tão importante da condição humana quanto qualquer outro sentimento. Além de demonstrar, com um humor destrutivo, como a Raiva é essencial, o Nojinho tem que estar presente e o Medo ajuda a tomar decisões.
Divertida Mente é divertido, genial, engraçado e informativo. Como a maior parte dos filmes da Pixar, entretem público de todas as idades, fazendo os Adultos pensar sobre os próprios sentimentos e ajuda as crianças a entenderem um pouco como funciona a sua própria mente. Diverta Mente é, por dentro e por fora, uma das melhores animações feitas pela pixar nos últimos 7 anos, por fugir do clichê que reúne Princesas, Reinos e grandes batalhas contra o mal. Afinal não há uma um vilão na história, apenas uma situação que perturbou o equilibrio. Tornando esse filme divertidamente sensacional.

Nota: 8.4

Game Of Thrones 5º Temporada (Crítica)


Com Spoilers

Em mais uma temporada de uma das séries de maior sucesso da atualidade, sempre tema de discussão após seus finales nas mesas de bar, nos refeitórios das empresas e reuniões de família. Mais uma fase do épico de George Martin, fase essa que chegou a ultrapassar os acontecimentos da obra. Alguns até distinguiram do que de fato ocorre no livro.
Vamos aos aspectos que tornam a série um fenômeno de audiência, em seu quinto ano os cenários estão cada vez maiores, assim como as ambições dos diretores. Episódios como Hardhome ou Dance of Dragons exigiram um cuidado minucioso com vestimentas, filmografia, trilha sonora e efeitos visuais. Quando foi preciso, a série abraçou o desafio de braços abertos e nos entregou momentos incríveis. A caminhada da vergonha, as crianças blights atacando, o visual dos White Walkers ou a ótima ambientação de Meereen são exemplos da dedicação dos diversos setores da série. Mas a controvérsia gira em torno dessa temporada, proporcionando-os bons momentos no seu início e em seu final respectivamente, entretanto, o meio deixou a desejar.
Comecemos pelas mortes que ocorreram, sendo elas de alguns personagens importantes: Mance Rayder (Ciarán Hinds) [queimado por Melisandre e Stannis], Mossador (Reece Noi) [o ex-escravo executado por Daenerys], Sor Barristan (Ian McElhinny) [atacado pelos Filhos da Harpia], Janos Slynt (Dominic Carter) [decapitado por Jon Snow], Meistre Aemon (Peter Vaughn) [o único a morrer de velhice], Shireen (Kerry Ingram) [queimada também por Melisandre e Stannis], Selyse (Tara Fitzgerald) [se matou enforcada], Meryn Trant (Ian Beattie) [esfaqueado por Arya], Myranda (Charlotte Hope) [empurrada por Fedor e Sansa], Stannis?! (Stephen Dillane) [sentenciado à morte por Brienne] e Jon Snow (Kit Harrington) [esfaqueado pela Patrulha da Noite].
Deixando o choque pela morte de Jon Snow de lado, temos outro choque para falar sobre. Sendo este a broxante modo como foram introduzidas as Serpentes de Areia. O episódio dedicado a elas (Unbowed, Unbent, Unbroken) foi um dos piores da temporada (quiçá da série) infelizmente, tanto pelo péssimo roteiro, quanto pelas falhas claríssimas de direção, fotografia, direção de arte e coreografia. A grandiosa cidade de Dorne foi reduzida a uma varanda, com um pequeno jardim na frente, apenas isso. Além disso, as roupas das personagens desse núcleo pouco se mostraram interessantes ou únicas, se tornando uma triste falha da temporada. Simplesmente decepcionante.
Outra queixa de preguiça no roteiro foi com respeito a Brienne de Tarth e seu fiel escudeiro que permanecem parados sem qualquer diálogo ou cena. Outro erro foi a construção lenta ou desconstrução de alguns personagens, como por exemplo Sansa Stark. No mesmo episódio em que a vemos crescer como mulher e personagem, ganhar traços de personalidade mais fortes, realmente de uma nortenha, ela é estuprada e utilizada para o desenvolvimento de Fedor, para voltar a quem era, que só acontece no último episódio.
Agora sobre o ritmo implantado na temporada, os diretores e produtores pisaram no acelerador aqui. O que por um lado foi bom, por outro tivemos casos ruins como no último episódio, onde Cersei é obrigada a caminhar nua em sua expiação por toda Porto Real, obviamente o diretor quis mostrar a degradação psicológica de Cersei alí, mas a cena é extremamente longa e não nos deixa desconfortável pelo que a personagem está passando apenas, que era claramente a intenção da cena, mas nos deixa desconfortáveis por assistir durante 7 minutos… SIM, 7 minutos, uma mulher nua andando e com pessoas gritando “Shame! Shame!” atrás dela. Será que a mesma cena não poderia ter o mesmo efeito com metade da duração? Quem sabe até menos, dois minutos de cena não seriam o suficiente? Afinal, por mais emblemática que a cena seja para a trama, não tem tanta coisa nela acontecendo.

Questões à parte, destaque para dois núcleos excepcionais nessa temporada o primeiro deles foi de Jon Snow, sua evolução como personagem na Muralha excedeu qualquer expectativa. Assumindo uma posição de poder e tomando decisões por si, matando o garoto e deixando o homem surgir. Enfrentando os Night Walkers de frente. Até mesmo sua morte conseguiu se mostrar correto dentro da história. Outra foi de Cersei. Foi ótimo acompanhar a política tomando a frente durante boa parte da temporada. O núcleo de King’s Landing demonstrou isso claramente, especialmente ao misturar religião na história, mais presente nessa temporada do que em todas as anteriores. A construção da queda de Cersei, assim como o domínio do Alto Pardal, estiveram entre os melhores momentos desses 10 episódios. O que fortaleceu ainda mais o núcleo e a personagem de Cersei foi do primeiro e único flashback da série até agora: Cersei (Lena Headey) quando criança ouve as profecias de Maggy, a Rã (Jhodi May).
Agora sobre filhos comecemos pelo mais chocante. Shireen Baratheon que era a minha criança preferida na história e acabou levando o fim mais trágico do que eu jamais esperava, verdade eu não esperava essa. No fim, tudo o que aconteceu foi ela parar em uma das fogueiras de Melisandre da forma mais traumática possível e acabou revelando um ponto do Stannis que algumas pessoas não conseguiam perceber. Stannis Baratheon sempre foi um personagem patético e muitas pessoas o viam como um dos melhores personagens da trama. Aliás, ele foi escrito para ser fraco, o tempo todo é dito nos livros “Robert era aço, Stannis é ferro”, porque “Stannis quebra”. Ele sempre foi o cara que segue fielmente uma religião em que nem acredita, ele se voltou contra seu próprio irmão não porque ele era realmente o Rei de Fato (que nesse caso ele até era), mas sim porque Melisandre o influenciou a fazê-lo, ele acreditou ser Azor Ahai sem ter qualquer prova apenas porque isso massageou seu ego. Basicamente as pessoas gostavam de Stannis porque ele sempre estava inserido contra um personagem ainda pior, seja contra Joffrey, ou contra os Selvagens que atacavam a muralha ou mesmo Ramsay, ele só pareceu o personagem patético e fraco que ele sempre foi quando ele fez algo que o colocou no mesmo nível que seus principais inimigos.
E os filhos da Harpia se provaram uma inquietante constante nessa temporada, o principal motivo de perceber Daenerys perder o controle da situação. E abrir espaço para seu núcleo se destacar. Com a reabertura dos jogos, isso constitui o retorno de Sir Jorah a seu núcleo, que com ele vem o maravilhoso presente: Tyrion Lannister. Em um encontro com Daenerys em um dos melhores diálogos, senão o melhor diálogo da temporada. O momento do monologo da roda de Daenerys me fez imaginar o Tyrion abrindo e fechando a mão dizendo que aquilo era muito papo e pouca ação vindo da Rainha dos Dragões, que literalmente não tem plano, exército ou sequer controle sobre seus dragões para cumprir o que estava falando. Quando se fala de dragões, não podemos esquecer a cena épica em que Daenerys monta em seu Drogon, mas ainda ficou devendo especialmente no quesito técnico para a batalha do episódio anterior, na verdade, a maioria dos diretores de Game of Thrones ainda precisa descobrir como trabalhar melhor com a forma que os dragões se comportam e a forma como as câmeras se posicionam para a criação em CGI.
No meio desses altos e baixos Arya Stark finalmente teve seu momento de se primeiro assassinato. Como ‘ninguém’ que segue os preceitos do ‘Deus de Mil Faces’, limpando um dos nomes de sua lista. A brutal cena serviu para demonstra que a garota não se tornou uma ‘ninguém’, especialmente pela ira em seus golpes e palavras. Foi emocionante? Foi, mas ainda mais interessante foi o aprofundamento na troca dos rostos. Muito bem vindo esse final e o castigo que segue. Valar Morghulis para o desfecho da personagem na temporada.
Um personagem que não é tão grande quanto os aqui ditos, mas que merece uma menção honrosa, pois é de fato aquele que permanece nas sombras, articulando, construindo e desconstruindo reinados. As atuações de Mindinho (Aidan Gillen) são dignas de Oscar. Ele vai convencendo todo mundo do que quer e é incrível como ele sempre consegue se dar bem. É bom lembrar que ele vem tramando desde a primeira temporada e cada vez mais parece que suas armações são a longo prazo. O personagem é muito bem escrito, mesmo no meio de tantos papéis maiores que o dele.


O núcleo de Bran que permaneceu inativo nessa temporada, pode ter sido um ponto a favor no ritmo da série. Como dependendo de como abordarem sua volta pode ter sido negativo. Teremos de esperar pra ver. Esse ano o épico mundo do Jogo do Tronos foi dividido entre momentos fracos e espetaculares. o que fez dessa não ser uma das melhores temporadas que já vimos, mas certamente mostrou que a HBO e a dupla Dan e David estão levando a série para um caminho que promete ser memorável, seja para o bem ou para o mal, mas se eu puder apostar, diria que esse caminho vai ser incrível a partir de agora.


Nota: 8.2
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