REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Homem Formiga (Crítica)


O que um filme da Marvel de verão pode trazer, além de humor? Bem fico feliz em dizer que trouxe mais do que apenas boas risadas no cinema. O que parece por estas últimas produções é que a Marvel tem acertado mais quando aposta em um projeto inusitado, estranho ou desconhecido. Homem de Ferro 3, Vingadores 2 e Thor 2 eram sucesso garantido, justamente por isso soam como pouco esforço em suas confecções. Já Guardiões da Galáxia precisou trabalhar para mostrar que merecia lugar, na primeira fila, ao sol. É justamente onde se encaixa este Homem-Formiga, um projeto arriscado que a Marvel precisava tirar do papel se quisesse construir de forma correta seu universo cinematográfico costurado.
O Homem-Formiga é um personagem importante na mitologia da casa e para a estruturação dos Vingadores. Ao mesmo tempo, é um personagem difícil de ser adereçado em outra mídia além dos quadrinhos. Simplesmente as características do personagem poderiam facilmente recair no ridículo ou longe do padrão cool com que o público foi acostumado nos filmes da empresa. Um sujeito cujo poder é diminuir até o tamanho de um alfinete e se comunicar com formigas não é exatamente interessante como um Batman, Homem de Ferro ou Superman. Bem, não era.
O devido reconhecimento precisa ser dado a um roteiro que consiga fazer de uma história mais difícil, e que facilmente poderia ser alvo de zombaria, algo identificável, curioso e divertido. Com empenho, é justamente assim que a trama criada por Edgar Wright e Joe Cornish, e desenvolvida por eles em parceria com Paul Rudd e Adam McKay, é exibida nas telas. Com um tom bem propício de histórias em quadrinhos, Homem-Formiga é uma investida honesta e com bastante coração. Utilizando de bastante humor, esta é uma aventura digna, mesmo que tudo ocorra em menor escala. Justamente por isso, é mais humana e de fácil acesso.

A começar pelo passado do universo heroico da Marvel, situado em 1989, o roteiro de Homem-Formiga mostra Hank Pym ainda novo, numa roupagem em CGI que resgata a imagem rejuvenescida de Michael Douglas, transportando-o de certa forma a tempos de carreira mais tranquilos, relembrando uma época em que não era duramente mal visto pela crítica de cinema em geral. No recinto estão Howard Stark (John Slattery) a antiga Agente Carter (Hayley Atwell) e outros personagens, que também remetem aos primórdios do universo cinemático da Casa das Ideias, em uma sociedade quase distópica, no auge da paranoia da Guerra Fria.
O toque de Edgar Wright é evidente no roteiro de Homem-Formiga. Seu humor característico é nítido, conforme o longa faz uso de alguns flashbacks para construir uma de suas maiores gags. Trata-se de um filme que sabe brinca consigo mesmo; os poderes do Formiga são explorados sob diferentes vias criativas e, por não se levar tão a sério, desconstrói todo o bloqueio das pessoas em relação ao herói. Temos aqui uma dinâmica inédita aos longas da Marvel, enquanto os outros heróis nasceram como tal ou foram lentamente se descobrindo, Scott Lang é ensinado a ser o Homem-Formiga, afinal, antes dele já havia existido um, a versão original, portanto, um importante conceito ainda não utilizado no Universo Cinematográfico da Marvel: A possibilidade de diferentes pessoas preencherem o papel de um único super-herói.
A relação criada entre Hank Pym, sua filha Hope Van Dyne (Evangeline Lily) e Scott é um dos pontos altos dos três personagens para seu universo. Infelizmente, ao mesmo tempo, temos o maior deslize da obra, uma má execução de todo conflito entre pai e filha que acaba se resolvendo de maneira rápida demais, ainda que traga uma interessante surpresa para os fãs.

O filme respira a destoante conspiração relacionado a Hydra, visto em Capitão América: Soldado Invernal e na primeira temporada de Agents of Shield, além de reverenciar visual e espiritualmente, a viagem mental de A Origem (Inseption), usando pedaços inteiros do mote que Christopher Nolan pensou para seu filme autoral. O interessante é como, em nenhum ponto, nos sentimos perdidos dentro do que ocorre em tela.

O fato é que Peyton Reed soube conduzir muito bem o longa, que mostrou-se ser uma das obras de maior ‘pé no chão’ da Marvel. Focado no lado humano, trazendo-nos mais perto dos personagens centrais. Um filme que acaba rápido demais, deixando gostinho de quero mais. O menos herói da Marvel é um verdadeiro gigante, pois é como dizem ‘tamanho não é documento’.

Nota: 8.6

domingo, 12 de julho de 2015

Minicast #7 Anime Arslan Senki EPs 12 E 13



Depois de um atraso voltamos para falar dos capítulos que se seguem de Arslan Senki. Agora nosso épico chega ao ponto de implementar magia. Mistérios ficam mais evidentes e mais perguntas sobre a linhagem de Pars começam a se tornarem mais frequentes.

Dê play para um universo épico!!

Link de download: https://mega.co.nz/#!wAoRBTTC!TKYLr9khfEznmUUUpmS-e8qBBsTaFxZSmADfr8LvP9I


Contato:
email: sentalaquejavemhistoria@gmail.com
Twitter: @Senta_aicast
Facebook: Senta aí que já vem História

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Crítica Sense8

Que o Netflix vem cada vez mais inovando e transformando a vida de todos os cinéfilos e fãs de séries melhores não é nenhuma dúvida. Além disso, o canal de streaming faz questão de vir com ideias cada vez mais inovadoras, diferentes e extremamente geniais. Assim, adicione os irmãos Wachowski nesse meio e temos a mais nova série da empresa: Sense8.
Sense8 conta a história de um grupo de 8 pessoas ao redor do mundo que de repente começam a ter conexões mentais e físicas e assim vão ajudando e conhecendo uns aos outros procurando sobreviver. Os protagonistas são: Capheus (Aml Ameen), Sun (Doona Bae), Nomi (Jamie Clayton), Kala (Tina Desai), Riley (Tuppence Middleton), Wolfgang (Max Riemelt), Lito (Miguel Ángel) e Will (Brian J. Smith). É difícil contar a história de cada personagem sem se prolongar e acabar soltando certos spoilers, que serão melhores de descobrir quando assistir. Assim, ficarei apenas nas conexões entre as personagens quando comentar.
Os lados positivos dos 13 episódios são, primeiramente, o roteiro genial dos irmãos Wachowski. A dupla conseguiu dar sua tão esperada volta por cima e criação de uma ideia digna dos próprios. O roteiro consegue ganhar o telespectador rapidamente e te faz se tornar cativado por todos os personagens. Claro que acabamos gostando sempre mais de um, mas todos têm sua devida importância e afeto do público. As atuações são extremamente bem feitas também. Todos os atores se encaixam perfeitamente em seus papéis, além de realizarem performances extremamente convincentes.  Além disso, a divisão do tempo de cada um dos protagonistas é algo digno de aplausos. Os 8 possuem um grande momento, seu desenvolvimento bem realizado e arcos completos. Para adicionar, a direção de cada um dos episódios é fantástica. Por último, deve-se falar da genial trilha sonora, que compõe e complementa perfeitamente sempre. Destaque especial para o episódio 4.
Negativamente, o seriado pouco produz. Colocaria a fotografia, que algumas vezes parece atrapalhar um pouco o objetivo de desenvolvimento de algumas poucas cenas. Além disso, colocaria o último episódio junto. Não que eu não tenha gostado ou não achado épico demais (gritei loucamente), mas achei que poderia ter o envolvimento da história de todos os personagens junta. Explico melhor, alguns já tinham acabado seu arco narrativo e aparecem no final meramente como algo adicional, mas poderiam ter impactado sua narrativa junto com a geral.
Sobre a finalização da temporada, já foi confirmada uma segunda, ela é extremamente convincente, com total sentido, extremamente surpreendente e emocionante. A cena final é fantástica e gera uma satisfação muito forte no espectador por ter acompanhado toda a genial história até ali.
A primeira temporada de Sense8 é quase perfeita. Traz de volta o espírito Matrix dos irmãos Wachowski. Possui um excelente roteiro, interpretações espetaculares, uma direção genial e uma bela trilha sonora. Mesmo com alguns poucos erros, a série se sobressai demais de qualquer coisa que pode se ver na TV nos dias de hoje. O Netflix parece estar querendo acabar com a vida das pessoas de tanta coisa boa pra ver.

Nota: 9,5/10

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Punchline (Crítica)


Por Kabutows

Calcinhas podem destruir o mundo? Segundo o estúdio MAPPA  e sua mais recente animação sim, Punchline é o anime mais bizarro da temporada passada, que mistura fantasmas, viagens no tempo, e super poderes de uma maneira única e criativa.
A produção do anime é no mínimo interessante, apesar de ser de um estúdio famoso, sua equipe de produção pode ser considerada novata, porém não faz feio frente aos outros títulos da temporada, possuindo uma direção competente, um roteiro com poucos furos e que ao longo dos episódios vai ficando cada vez mais empolgante além de uma animação de dar gosto de assistir.
Nesse anime acompanhamos a vida de Iridatsu Yuuta, um menino que quando fica excitado se torna super forte, porém, quando em excesso, seu espírito de desprende de seu corpo, fazendo com que seu corpo seja roubado por alguma entidade. Então acompanhamos a vida de Yuuta como fantasma em sua casa chamada de Koraikan (que nada mais é do que uma republica) e de como ele vai descobrindo os segredos das outras moradoras dessa casa, e resolvendo o grande mistério que é a possível destruição do mundo. Ao longo da estória, vamos conhecendo melhor as outras personagens desse anime que são: Mikatan, Ito, Meika e Rabura, cada uma possui uma particularidade que a torna interessante, e todas são úteis para a criação do universo da serie, embora nem todas sejam devidamente exploradas, elas são no mínimo divertidas, e protagonizam cenas echii que são criativas e atraentes. De todas essas personagens a que de longe possui maior desenvolvimento é a Mikatan, que possui uma forte ligação com Yuuta e com tudo o que está acontecendo no mundo.
O forte de Punchline é sem duvida seu roteiro super criativo, que mistura várias coisas aparentemente sem ligação e não tem medo de inovar, criando uma trama empolgante mas que ao mesmo tempo consegue ser bizarra é até um pouco boba (embora o anime possa ser meio complicado em alguns momentos). Usando e abusando de alguns clichês de forma divertida, o anime consegue não cometer um erro comum que é se levar a serio, a todo momento é possível perceber que a animação, sabe que é maluca e sem sentido, embora existam sim cenas onde o anime tenta ser um pouco mais sério e dramático.Quanto ao echii, esse que está sim presente no anime, mas que diferente de outros animes da temporada *cof Triage x cof* não funciona como a base para o desenvolvimento da plot, sendo mais como um brinde ao telespectador que acompanha aquela obra. As cenas echii de Punchline se resumem a mostras a calcinha de suas personagens femininas, mas sem exagerar de forma que não se torna necessário uma censura muito grande, fazendo com que essas cenas sejam melhores de se assistir.
Embora seu diretor e roteirista sejam novatos, a equipe de dubladores é ótima, na dublagem do quinteto principal temos Marina Inoue (Yuuta), Sora Amamiya (Mikatan), Minako Kotobuki (Ito), Rie Kugimiya (Meika), Haruka Tomatsu (Rabura), todas essas cinco dubladoras ja fizeram vários papéis famosos com destaque a Marina Inoue que dublou Eve Genoard de Baccano! e Rei Miyamoto de HOTD.


Sendo direto, Punchline foi uma grande surpresa nessa temporada, um anime com uma animação muito boa, um roteiro bem divertido, personagens interessantes e uma direção bastante competente para uma primeira vez, acredito que provavelmente não ira agradar as pessoas mais serias e que não curtem muito estórias viajadas, mas pra quem curte esse anime foi um prato cheio, entregando tudo que era esperado e até um pouco a mais, tendo na minha opinião o melhor final da temporada passada.


Nota:8,6

Gangsta Primeiras Impressões


Por Yuuko

Gangsta, lançado na última quinta-feira (02/07), como uma das grandes promessas da temporada do verão japonês. O anime trouxe mafiosos, prostitutas, policiais corruptos e pessoas gananciosas como principal atrativo desta animação e está claramente no top de visualizações em diversos sites e países, devido a sua facilidade de entendimento apesar dos personagens prolixos e misteriosos. Assim como o Nicolas Brown, japonês que utiliza da libra (linguagem universal para deficientes auditivos) para se comunicar e carrega uma katana (espada japonesa) para combater pessoas armadas em troca de dinheiro ou o Worick Arcangelo com seu jeito comunicativo e extrovertido para tomar decisões além de seu charmoso tapa-olho. A animação não foi tão bem concebida por apresentar algumas avarias no cenário e na movimentação dos personagens, além de algumas falhas anatômicas. Como ressalva o anime traz a abertura como um chamariz bastante interessante, por usar o habitual ecchi sem o exagero da sensualidade vulgar, além de uma trilha sonora bastante envolvente aguçando a curiosidade pela animação por trás daquela entrada sensacional. Gangsta é, com certeza, uma grande animação da temporada, mesmo tendo uma forma de produção clichê e um estilo de luta mainstream. Contudo o tema foi muito bem abordado e parece ser bastante realista, pois retrata o submundo de forma bastante concisa. Apesar das falhas técnicas de animação, Gangsta trouxe uma formatação mais adulta e menos caricata dos personagens; trazendo também uma ambientação escura e de tons desbotados para reforçar a verossimilhança. A equipe responsável por Gangsta também trabalhou em outras grandes produções como Ergo Proxy, Deadman Wonderland e Kami nomizo Shiru Sekai que são exemplos de grandes animes em seus períodos de lançamento e permanecem até hoje como animações indicadas para gerações que não estão habituadas com às animações japonesas. Se você não sabe por onde começar nesta temporada, comece por esta sensacional criação; com direito a muito sangue, peitos, drogas, armas, peitos, sangue, violência e mais armas. 

TOP 30 animes para se começar a assistir

Qual anime devo começar assistir? Que tipo de gênero? Existem gêneros? Pois é meus caros foi pensando em vocês que o grupo Senta aí Cast resolveu fazer uma pequena lista dos animes que consideramos os ideais para se começar a assistir animes. Para quem nunca viu animes ou mesmo aqueles que assistem apenas um gênero, talvez seja a hora de explorar novos horizontes. Nunca se sabe quando uma boa história de um determinado gênero que não estamos acostumados pode aparecer.

1 – Death Note

2 – Rurouni Kenshin

3 – Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai

4 – Kiseijuu Sei no Kakuritsu

5 – Baccano!

6 – Sakura Card Captors

7 – Death Parade

8 – Clannad

9 – Fullmetal Alchemist: Brotherhood

10 – Yowamushi Pedal

11 – Lovely Complex

12 – Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works

13 – No. 6

14 – Durarara!!

15 – Danganronpa: Kibou no Gakuen to Zetsubou no Koukousei - The Animation

16 – Aldnoah Zero

17 – Sakura Trick

18 – Akatsuki no Yona

19 – Diamond Ace

20 – Darker Than Black

21 – Haikyuu!!

22 – Shigatsu Wa Kimi no Uso

23 – Angel Beats

24 – Bakuman

25 – Nanatsu No Taizai

26 – Aoi Bungaku Series

27 – Toradora

28 – Code Geass

29 – Kuroshitsuji

30 – World Trigger

sábado, 4 de julho de 2015

Crítica – Re-Kan!


Praticamente toda temporada tem aquele anime leve, aquele que a gente assiste depois de um dia cheio ou de um episódio pesado de seinen, haha. Bem, nesta temporada passada de primavera 2015 nós tivemos o anime Re-Kan! cumprindo este papel. Mas um anime josei que envolve sobrenatural e ainda consegue ser comédia? Senta aí que já vem história...

O anime gira em torno de Amami Hibiki, uma garota bonita e gentil que possui a habilidade de se comunicar com espíritos (daí o nome do anime “re-kan”, que significa literalmente “sexto sentido”). Protagonizando ao lado dela, temos a personagem Inoue Narumi que é uma tsundere completamente medrosa quando se trata de mortos/espíritos e coisas sobrenaturais. As duas garotas acabam por se conhecer por acaso no caminho para o colégio no primeiro dia de aula delas no ensino médio. Apesar de parecer estranha à primeira vista - por ser arrastada por forças invisíveis, falar com o ar e ter portas se abrindo sozinhas diante dela – Amami-san consegue formar seu grupo de amigos na escola. Seus colegas acabam por se acostumar com os acontecimentos sobrenaturais que cercam a garota, tratando o sexto sentido como apenas uma informação a mais sobre ela, pelo fato da mesma ser uma pessoa muito gentil e boa amiga. O desenvolvimento dos episódios segue como casos semanais que trazem temas como amizade, família, promessas e eventos escolares.
Adaptado do mangá de mesmo nome, escrito e desenhado por Seta Hinako, Re-Kan! é um compilado de tirinhas adaptado pra anime pelo estúdio Pierrot Plus (Beelzebub e Yuusha ni Narenakatta Ore wa Shibushibu Shuushoku wo Ketsui Shimashita.). O roteiro e a composição de série ficou nas mãos de Aoshima Takashi (No Game, No Life, Yuru Yuri – Happy Go Lily e o estreante dessa temporada de verão Himouto! Umaru-chan), que fez um ótimo trabalho. A parte do sobrenatural não assusta de verdade, mas te dá uma perspectiva em que os fantasmas são pessoas que podem ser muito amigáveis. Os personagens inclusive ficaram mais dinâmicos do que no mangá, a adaptação dos acontecimentos das tirinhas para casos semanais ficou fluida e, ainda por cima, ele conseguiu criar uma boa linearidade entre os episódios. Outro ponto que ficou bem escrito foi a “brincadeira” de tornar a relação entre Inoue e Amami quase homoafetiva. Cenas sutis num tom de comédia e um pouco estereotipada [mas eu shippei até o fim *-* haha].
A direção de Kudo Masashi (Bleach, Ikki Tousen e Planetes) foi precisa e fundamental para que o essas cenas funcionassem, sabendo medir bem os momentos de comédia e drama. Mesmo com o clima leve, quando a intenção era emocionar o espectador ele foi certeiro. Kudo-san conseguiu tornar os personagens bastante empáticos também – com destaque para a própria Amami, a Inoue, o Ero-neko, o “Samurai da Chama” e a “Gatinha fantasma”.


A animação e arte ficaram proporcionais a história, não precisava de muitos efeitos para dar certo considerando que a maioria das coisas se passa em um cenário escolar. O design de personagens feito por Yamamoto Aoi (Fairy Tail) é bem redondinho mas não é tão bonito quanto o do mangá. O que acaba incomodando um pouco é o jogo de luzes que parece muito forte a maior parte do tempo.

A trilha sonora é bem básica também, tão básica que o responsável por ela nem teve o nome divulgado, haha. Mas cumpre bem o seu papel nas horas que aparece. As músicas de abertura e encerramento, “Colorful Story” e “Kesaran Pasaran”, são interpretadas pelas integrantes do grupo Every♥ing. A animação de abertura insinua bastante uma relação além de amizade entre a Inoue e a Amami, apesar de mostrar também as outras personagens. O encerramento mostra versões chibi de todo mundo de maneira bem fofinha também. Músicas divertidas, com vozes fofas e animadas, o que combina bastante com a comédia do anime.

Um anime slice of life com uma protagonista simpática que vê fantasmas e vive dias divertidos com seus amigos vivos e mortos. Não nego que o subestimei um pouco em relação a outros nesta temporada, mas a forma como o poder da Amami foi retratado na relação de ajudar as pessoas e formar laços o tornou muito agradável de se assistir. Re-Kan que acabou surpreendendo de uma maneira muito positiva no fim das contas.

 Nota: 8/10

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka (Crítica)


Vamos ao anime de nome gigante? Pois é Dungeon para encurtar a primeira vista não parece trazer nada de novo ou mesmo um grande carga enfática sob um personagem para se acompanhar. Mas é onde exatamente nos enganamos ao imaginarmos que o anime permaneceria da mesma forma após seus primeiros capítulos.
O nome da obra seria: quais seriam as chances de se apaixonar numa Dungeon? Um sinônimo para aventura. Onde o inocente aventureiro de bom coração Cranel Bell vai começar sua jornada. Para descobrir seus limites, testar sua coragem e saber se tem capacidade de se tornar tudo que sempre sonhou, um herói. O encontro consagrado com a pequena Deusa solitária Hestia é o que lhe dá esperança para continuar se esforçando em lutar contra seus medos.
A trama no estilo de RPG como está em alta, Dungeon é um shounen genérico de ação, aventura, comédia e romance. Não tem como negar que ao acompanhar os treze episódios percebe-se um boost na história em sua metade em diante. Pontos de vistas tornam-se mais evidentes, não somente o crescimento do protagonista intriga, como a entrada de personagens que antes só observavam, agora passam a atuar na linha de frente. Desse ponto em diante pode-se dizer que a light novel de Fujino Omori, tem sido bem adaptada.
Para dirigir o anime temos Yamakawa Yoshiki, que já dirigiu animes como Hatsukoi Limited, Hells, Kill Me Baby, Little Busters! series, etc. E quem está a cargo nos roteiros é Shirane Hideki, que tem passagem por animes, como Date A Live, Hayate no Gotoku!!, Hidan no Aria e Isekai no Seikishi Monogatari,. Nomes que serviram bem para adaptação da comédia romântica em Dungeon. Por outro lado o diretor Yoshiki não possui experiência alguma com cenas de batalha e lutas, o que acabou tendo algumas dificuldades no início, mas demonstrou ser capaz de carregar o peso que todo shounen precisa. O character design ficou tão fiel a obra original, que chega a ser charmoso.

A canção de abertura não chega a ser tão enfática, mas descreve bem a imagem que o anime procura passar. A música Hey World destoada pela cantora Iguchi Yuka passa companheirismo e leveza no seu som. E no encerramento RIGHT LIGHT RISE pela experiente Kanon Wakeshima, que em conjunto com a animação prolonga a fofura do anime, com sua canção que nos remete ao encerramento de shounens mais antigos. Em formato e estética ponto para um encerramento digno de fim de uma Dungeon.
Agora para compor o time de dubladores o destaque vai para o trio protagonístico, com o jovem Bell sendo dublado pelo genial Matsuoka Yoshitsugu (Sora em No Game No Life e Kirito em SAO), com Hestia tendo a voz da novata, que surpreende Minase Inori (Eddelrittuo de Aldnoah.Zero; Suzune de Love Lab; Noel de Sora no Method) e com a Ais dublada pela ótima e a mais novata seiyuu Oonishi Saori (Jamie de Argevollen; Eriri de Saenai; Fianna de Seirei Tsukai no Blade Dance; Hisako de Souma). Quanto ao estúdio, o responsável é a J.C. Staff (Yumekui Merry, To Aru Majutsu no Index, Toradora!) o que infelizmente não é das melhores opções quando se trata de cenas de ação. Ou seja, não é o melhor nome para um shounen. O que graças ao traço não ficou tão ruim assim, foi capaz de manter uma certa estabilidade e poucas vezes destratou a narrativa.

De modo geral Dungeon tem muito a oferecer ainda, e pouco foi contado nesse primeiro arco. O lado bom do anime é que não tem pressa para fortalecer seus laços. É despretensioso para um shounen, mas que tem capacidade de se elevar se souber promover seus personagens ainda mais como tem feito até o momento. O vasto universo sugerido na novel tem boas intenções e zela pela paciência daqueles que assistem, teve um dos maiores altos e baixos da temporada, porém finalizou seu arco da mesma maneira que começou, pensando no futuro.


Nota: 7.2

Yamada-kun to 7-nin no Majo (Crítica)


Beijos, muitos beijos é o que Yamada-kun to 7 –nin no Majo vai nos cobrir. Sua tela será o palco de um anime vida escolar com uma das primeiras impressões mais ousadas que já vi nos últimos anos. Troca de corpos, uma comédia em meio à confusão que é a vida escolar, debruçada sob uma trama sobrenatural com insinuações ecchi em seus detalhes, nas quais o romance aquece a bem bolada ideia da autora Miki Yoshikawa.
Desde de seu primeiro capítulo a história é clara e simples. Ryu Yamada, que não tira notas boas na escola e leva uma vida tediosa. Ele estuda na mesma classe que a linda e brilhante Urara Shiraishi. Um dia, misteriosamente ele acaba por trocar de corpo colégio ao cair de uma escada com Urara Shiraishi, que não é somente linda, mas uma das meninas mais brilhante do colégio. Após descobrir que o trocar de corpos não foi uma mera coincidência, mas parte do poder de Yamada a narrativa em menos de 10 minutos nos mostra o potencial da adaptação. Após o ocorrido eles acabam se unindo a Miyamura (um dos alunos que deseja ser o próximo presidente do conselho escolar) e Itou (tarada por fatos sobrenaturais) que reabrem o clube de Fatos Sobrenaturais do colégio. E com isso as aventuras do encrenqueiro Yamada e Cia começam a caçada pelas 7 bruxas, como o nome da obra sugere.
O anime completou 12 capítulos cheios de intrigas, com uma intriga de deixar o telespectador grudado para saber o que aconteceria a cada novo episódio. Mas, infelizmente o ponto negativo da adaptação começa, bem em seu desfecho. O aparente formato apressado de Yamada-kun 7–nin no Majo não tirou o desprazer de acompanhar, de forma alguma pelo contrário, a direção está de parabéns por conseguir conduzir a enorme carga do mangá para as telinhas. No entanto, talvez o anime necessitasse de um segundo arco para fechar com chave de ouro. Pois a maneira como a direção optou por terminar aparenta pedir por mais da história para que seu término seja mais satisfatório.
O roteiro ficou por conta do experiente Yokote Michiko, o mesmo de animes como Shirobako, Genshiken series, Nourin, Senyuu, xxxHOLiC, entre outros. Ele soube lidar bem com o ritmo acelerado e trabalhou seus personagens com virtude, apesar de ter deixado algumas pontas soltas ainda em certos personagens. Pois, enquanto ele foi excelente até mesmo nos secundários, houve momentos que pensei: “Se aquele personagem ou mesmo aquele tivesse sido um pouco mais aproveitado”. Claramente o desfecho não teria sido alterado pela ênfase nos secundários ou até terciários, mas certamente traria mais riqueza e fortalecimento para que o enredo crescesse e desse uma chance para um segundo arco.
Quanto ao cast de dubladores não tem do que reclamar dos conceituados. A dupla de protagonistas tem seiyuus bem conhecidos. O Yamada tem a voz do excelente Osaka Ryota (Staz de Blood Lad; Nagate de Sidonia no Kishi, Tokimune de Argevollen; Watari de Shigatsu wa Kimi no Uso), enquanto a Urara vai ter a voz da conhecida Hayami Saori (Miho de Bakuman; Saki de Higashi no Eden; Miyuki de Mahouka; Ayase de Oreimo; Emi de Shigatsu wa Kimi no Uso). A trilha sonora é outro ponto enfático. O tema de abertura fica para o famoso pianista WEAVER com a canção Kuchizuke Diamond, que traz leveza ao tema escolar, e ao mesmo tempo confusão em suas leves tocadas no piano, quando as imagens das bruxas passam a estar mais evidentes. No encerramento, a novata Mimi Meme MIMI com a música Candy Magic. Ela debutou em 2014 com seu primeiro mini álbum e impressionou a staff que acabou chamando-a. De fato o encerramento não seria o mesmo sem sua promissora voz.

No que diz respeito a animação o estúdio Liden Films (Aiura, Senyuu series, Terra Formars) assume a responsabilidade. Mas não foi nada demais. O que mais chama atenção foi o trabalho da character design Eriko Iida, que já trabalhou em animes como Accel World e Fairy Tail.
Se você está à procura de uma boa comédia colegial, com insinuações ecchi não tão exageradas e um toque de mistério esse anime é a escolha da vez. Certamente estará entre um dos melhores da temporada, apesar do final insatisfatório, seu conteúdo não desfavorece a excelente obra que é.


Nota: 7.7

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works (Crítica)


Por Okazaki

Fate/Stay já é um nome muito conhecido por causa de seus dois animes lançados a alguns anos, mas no último trimestre do ano passado esse anime de sucesso ganhou as telas novamente, agora com uma outra versão de Fate/Stay Night, chamada de Unlimited Blade Works. Um filme de mesmo nome e contando a mesma história já havia sido lançado em 2010, e ainda sim o anime estava sendo esperado pelos milhares de fãs do visual novel.
Para quem não viu o primeiro Fate/Stay Night, não deve ser preocupar a começar a assistir o novo, já que não existe uma ligação de continuidade entre os dois animes.
Unlimited Blade Works foi produzido em conjunto pela Aniplex, Notes e Ufotable, os mesmos estúdios que coproduziram a adaptação de 2011-2012 do anime Fate/Zero (história passada antes de Fate/Night, mas sem ligação direta com a mesma), e teve como base os desenhos originais de Takashi Takeuchi, mesmo não sendo feitos pelo mesmo. Sua trilha sonora está em perfeita harmonia com anime, tanto as aberturas, quanto os encerramentos. Mas são suas músicas especiais que mais nos surpreendem, como o cover feito por Lisa de “Disillusion” do visual novel original, usado como tema de encerramento para o episódio 12, e também o remix de “Ring Your Bell” cantado por Kalafina usado no encerramento do episódio 15.
O anime começa introduzindo seu personagem principal Emiya Shirou, um estudante de ensino médio e mago iniciante que acaba involuntariamente envolvido na guerra do Santo Graal, um torneio mágico secreto onde sete magos, chamados de mestres, invocam personificações reencarnadas de heróis lendários da história, para travarem batalhas reais por um cálice mágico onipotente que pode satisfazer qualquer desejo do vencedor. Shirou e seu Servo, Saber, são forçados a juntar-se com Tosaka Rin, outro mestre na Guerra do Santo Graal, mas Shirou encontra-se ganhando o forte desagrado do Servo de Rin, Archer, cujas motivações são desconhecidas.

Mesmo começando igual ao primeiro Fate/Stay Night, ao passar alguns episódios percebemos que aos poucos a história vai tomando um rumo diferente, até se tornar completamente outra. Onde Saber, servo de Shirou, não é o servo principal, e sim Archer, o personagem mais enigmático do anime. E com a ótima direção do Takahiro Miura, todo mistério envolvendo Archer é passado da melhor forma possível, nos deixando cada vez mais curiosos sobre sua identidade e motivações contra o Shirou. O que vale ressaltar também é o quão bem feita está a animação do anime, que impressiona ao deixar ainda mais emocionante todas as cenas de luta. Juntamente com seu enredo bem construído procurou dar uma atenção especial a todos os magos e seus servos, essas cenas não nos faz desviar o olhar em nenhum instante, mesmo quando não são os personagens principais envolvidos.
Como a história de Fate/Stay conta a batalha pelo Santo Graal, não existe um verdadeiro vilão, e sim sete magos com objetivo de pôr suas mãos no cálice para realização de um desejo, e esse provavelmente foi o maior desafio que Takahiro Miura teve que enfrentar. Como fazer o telespectador se convencer que Shirou ou Rin são merecedores do cálice? E a solução foi nos fazer acreditar que outros magos o usariam para fins malignos ou somente para o bem próprio. E esse é único problema que encontramos no anime, já que nem todos os magos ou servos tem seu personagem bem desenvolvido, o que faz de alguns passarem despercebidos e não terem nenhuma importância na história.
Sem dúvida Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works não deixa a desejar em nenhum dos requisitos citados acima, seu enredo se desenvolve de modo não deixar cada vez mais preso ao mesmo, e sua animação só nos faz ficar ainda mais maravilhados com essa ótima história.



Nota: 8,9
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