REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

segunda-feira, 23 de março de 2015

(Crítica) A Série Divergente: Insurgente



O mais novo longa adaptado da série Divergente de Veronica Roth traz uma continuação direta do primeiro filme. Sugere um investimento maior nos cenários de ficção científica pós-apocalítica, os figurinos notoriamente mais elaborados, além dos hologramas e a computação gráfica. A velha ambientação futurista devastada está presente para representar o aclamado conceito de distopia, com suas formas atípicas de controle de sociedade. Porém, não chega a ir além do que uma parábola para o adolescente no século 21.
Símbolo da revolução (Tris) contra símbolo da tradição (Jeanine); esse segundo filme pode ser definido por esta frase, pois não perde tempo para explicações apenas deixa claro que estamos em um cenário futurista, dividido em facções. Se você se enquadra em mais de um grupo, é considerado um divergente, e precisa ser eliminado por representar um perigo ao sistema. Somente disso que você precisa saber.

Shailene Woodley como Tris agora corta o cabelo para mais curto, como nos filmes de guerra, maneja armas de fogo como qualquer homem ao seu redor e supera testes dificílimos de realidade virtual, como Neo em Matrix (aliás, esta parece ser a maior referência de Insurgente). Em Insurgente Tris, Quatro e alguns membros da Dauntless (os corajosos) são fugitivos. A rebeldia da divergente toma forma e encontra voz, quando facções como Candor (os honestos) começam a se questionar sobre os atos cometidos da Erudite (os inteligentes). A questão é que o inconformismo de seus personagens não se traduz cinematograficamente, ou seja, não passa de boas intenções.
A ação programada do diretor Robert Schwentke para esse segundo momento foi a saída usual com mais chance de atrair o público que não leu ou assistiu o primeiro longa. Aqui vemos Tris se tornar a heroína de ação que merece, visto que no primeiro filme ela era apenas a menina que precisava evoluir da infância para adolescência, aqui pode-se dizer que ela deve lidar consigo mesma, com quem ela realmente é.
O filme peca em sua trama por se tratar de uma distopia em que requer uma expansão maior sobre o assunto tal como se refere. Ok é um filme adaptado de um livro para jovens adultos. Mas justamente por isso. Os personagens são outro problema, aliás, personagens esses que dificilmente demonstram qualquer traço de personalidade. Por vezes até complicado identificar alguns deles. Nesse quesito o único que demonstra presença é Peter de Miles Teller, que volta e meia criava situações de conflito com Tris.

As cores frias impostas no cenário deviam servir para os personagens se conectarem mais com elas a trazer uma atmosfera com mais dúvida e questionamentos. Mas ao invés disso os mesmos personagens que deveriam se conectar com elas passeiam pelas explosões e nas cenas de tensão que mais parecem cômicas deixam de completar o clima.
O elenco de modo geral até tenta ir mais além de suas atuações como a própria protagonista ao lado de seu par romântico Quatro (Theo James) tentam demonstrar, mas não passam o carisma de suas razões de ser. Arrisco dizer que “Insurgente” é um grande desperdício de grandes nomes de Hollywood - Kate Winslet que o diga. Como a vilã Jeanine ela chega a discutir seu plano maléfico consigo mesma, em um ato clichê dos vilões, que particularmente não acrescenta nada se for superficialmente. Naomi Watts, apesar de mais à vontade em seu papel como a líder sem facção Evelyn. Segundo ela para sobreviver na era dos divergentes é preciso se desprender das velhas regras da sociedade. Entretanto, faltou um aprofundamento maior em sua personagem para entendermos melhor sobre seu passado.

A hipérbole na ação tentou disfarçar o roteiro raso e seus personagens superficiais a ponto da computação gráfica fazer seu trabalho notório melhor que no primeiro filme. Ao público que não acompanha a série e estão procurando ação pode vir a calhar, mas francamente a menos que você seja fã da série dos livros escritos Veronica Roth, “A Série Divergente: Insurgente” provavelmente não será sua a melhor experiência nas salas de cinema esse ano.


Nota: 6,0

sábado, 21 de março de 2015

Minicast #1 Primeiras Impressões de Shuriken Sentai Ninninger Ep 1 e 2





Em nosso primeiro Minicast sobre a mais nova produção televisiva da TOEI animation. Falamos sobre a Shuriken Sentai Ninninger, que esse ano aborda o tema Ninja pela terceira vez em sua franquia Super Sentai.
Aqui Ultraboy e o convidado Mailson Santiago delimitam os principais pontos dos dois primeiros capítulos do seriado. Tendo em vista, desenvolvimento de personagem, ambientação, design dos vilões e zords, atuação e produção. A proposta desse Minicast é passar um pouco sobre como funciona uma das produções televisivas que está a mais tempo no mercado japonês, o por que de ser um sucesso até os dias de hoje.

Dê play para adentrar no universo dominado pelos efeitos especiais (Tokusatsu).


Link para download do seriado: http://www.tokushare.com.br/seriadoHistorias/view/534

Link para download do Minicast: https://mega.co.nz/#!RYR2jI7Z!7_Rl-hV0PbIMeQtksEvXPA_xEKsZ1nSCPnZThyPwxDE

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Crítica HQ Izombie – Morri pelo mundo (Vol. 1)

Sendo considerado um dos quadrinhos mais diferentes e alternativos dos últimos anos, Izombie logo veio para se tornar uma série de TV e a Panini aproveitou todo o Hype e lançou a primeira edição no Brasil. A trama conta a estória de Gwen Dylan, que trabalha como coveira em sua cidade.           Sem muitas esperanças de trabalho futuro e com amizades no mínimo estranhas, logo descobrimos que Gwen na verdade é um zumbi! Além disso, ela precisa quase sempre se alimentar de cérebros e quando faz isso recebe todas as memórias da pessoa, inclusive de sua morte. O grande problema começa quando ela come um desses cérebros e resolve vingar a morte de Fred, a pessoa na qual ela comeu o cérebro.
O roteiro da HQ, feito por Chris Roberson, não chega a ser genial, mas faz bem o seu trabalho. Consegue conduzir muito bem o leitor durante a trama e de uma maneira muito boa. Outro ponto a ser destacado é o diversificado mundo criado. Composto por fantasmas, zumbis (obviamente), lobisomens, vampiros, caçadores de zumbis, além de humanos, cria toda uma narrativa mais interessante e ao mesmo tempo mais insana. 
Pelo lado negativo, é interessante destacar o fraco desenvolvimento de personagem. Todos são muito rasos e faz o leitor tentar começar a entender a personalidade de cada um a partir de suas atitudes durante as páginas. Esse fato, só leva a não ligarmos tanto para praticamente nenhum personagem e todos parecerem devidamente “jogados” no meio da estória. Esse fraco desenvolvimento pode fazer algum sentido no desenrolar da história, mas, por enquanto, ele deixou totalmente a desejar.
Se o roteiro não foi lá grandes coisas, por outro lado, a arte de Michael Allred é um ponto extremamente positivo a se falar. Com lindos tracejados e um desenho bem forte e caricato, tudo parece ser muito bonito e bem feito. Os traços grossos também ajudam a caracterizar e dar força para alguns dos personagens. Além disso, as cores de Laura Allred somam perfeitamente aos desenhos. O colorido e destacado chama atenção pela beleza logo de cara.
Um ponto positivo para o trabalho da Panini são os extras. Com alguns teaser, ideias de capa, design e etc, tudo adiciona perfeitamente a toda experiência.
A primeira edição de Izombie cumpre bem o seu trabalho. Com um roteiro razoável, mas uma excelente arte, vale a pena, mas só se a grana estiver favorável.

Nota: 7,3/10

quinta-feira, 19 de março de 2015

Crítica: How to get away with murder


Percebe-se rapidamente que How to Get Away with Murder é uma criação da Shondaland, a série que é roteirizada por Peter Nowalk, mas tem como produtora executiva Shonda Rhimes, possuí muitas das características de outras séries da mesma produtora. As similaridades variam desde a grande diversidade do elenco até estilo acelerado da narrativa. Shonda Rhimes que ficou famosa na televisão estadunidense por realizar um dos primeiros “Blind Castings” da história televisiva em Grey’s Anatomy (técnica em que o roteirista só delimita no casting a idade e o sexo dos personagens, sendo então possível uma maior pluralidade de atores e atrizes se candidatando para o papel). Shonda repete o feito em HTGAWM com um elenco bem diverso, personagens brancos, negros, mulatos e asiáticos, além de héteros e homossexuais. Além dessas similaridades ainda existe a velocidade em que os arcos da série são construídos e movimentados dentro da temporada, característica que se encontra principalmente dentro de Scandal, outra série da Shonda. O ritmo em que a série irá movimentar os arcos é surpreendente,  e gera no espectador ansiedade para acompanhar cada episódio assim que ele sair. Claro, dentro de uma temporada com 15 episódios, existem alguns mais fracos, mas no geral a temporada é muito consistente e consegue manter o nível. O fato da série possuir apenas 15 episódios é um reflexo de que a ABC, emissora da série, vem buscando dialogar com os roteirstas numa tentativa de ter episódios e temporadas mais consistentes.
No piloto somos apresentados as principais tramas que irão evoluir ao longo de toda a temporada, começando pela pergunta  “quem matou Lila”, e “quem matou Sam”. Um grande diferencial da série é que ao invés de outras, que enrolam para responder essas perguntas, ao fim da primeira temporada você saberá a resposta para ambas. Voltando ao piloto, a série começa com um grupo de jovens na floresta decidindo o que fazer com um “corpo”, jogam uma moeda para o alto na tentativa de tomarem uma decisão, CARA eles voltam e buscam o corpo, COROA eles deixam-o na cena do crime. A cena é cortada e voltamos três meses no tempo, para o início do semestre e estamos numa sala de aula cheia de alunos, logo identificamos os jovens da floresta, Wes, Laurel, Michaela e Connor, todos sentados aguardando o começo da aula, entra Annalise Keating, interpretada pela maravilhosa Viola Davis. Annalise é considerada uma das melhores advogadas de defesa do estado da Pensilvânia e promete aos alunos um semestre difícil, no qual ela os ensinará os princípios do direito penal 100, ou como ela gosta de chamar “Como se sair impune de um assassinato”.


 O primeiro caso da semana é de um homem que foi envenenado por sua assistente com a qual estava tendo um affair, Annalise tem que defender a assistente e para isso estimula os alunos a se utilizarem de todas e quaisquer táticas para atingirem esse objetivo. Tanto Connor quanto Michaela se utilizam de métodos não éticos para conseguirem informações acerca do caso e acabam por ajudar Annalise a ganhar a causa. Esse será um recurso recorrente ao longo de todos os episódios, iremos ver todos os personagens ultrapassarem as barreiras éticas para ajudarem Annalise ganhar seus casos. A construção da “corrupção interna” dos personagens é um dos maiores prazeres narrativos da série.
 Wes, no piloto, se apresenta como o personagem mais deslocado dentro do episódio, diferente dos outros três que já aparentam estar mais confortáveis nesse ambiente caótico. Wes tenta se tornar amigo de sua vizinha Rebecca, a qual não demonstra nenhum interesse na amizade. Vemos também durante o episódio notícias de uma menina, chamada Lila, que está desaparecida. Ao fim do episódio Annalise dá a Connor um troféu por sua contribuição ao caso da semana. Esse mesmo troféu é revelado ao longo do episódio como sendo a arma do crime, e o corpo, aquele que  os quatro alunos estava discutindo sobre no começo do episódio pertence ao marido de Annalise, Sam Keating.
Tudo isso é apresentado no piloto, e a narrativa não demonstra sinais de que vai desacelerar, ao longo dos episódios descobrimos que Lila era aluna de Sam, e estava tendo um caso com seu professor. A revelação do affair é uma das melhores cenas de toda a temporada, ela ocorre no quarto episódio, onde Annalise entra em seu quarto, começa a tirar a maquiagem, remove sua peruca, olha para Sam e apenas pergunta  porque uma foto do pênis dele está no celular da menina morta. Além desse, existem inúmeros outros momentos chocantes na temporada.
Por fim, a série irá trabalhar com as lógicas episódicas e seriadas dentro da temporada. Em cada episódio um caso diferente se apresenta e Annalise busca defender seu novo cliente, ao mesmo tempo em que a história do assassinato de Lila e de Sam são desenvolvidas, sendo ambas os fios condutores da narrativa. Para isso, a série trabalha com flashforwards, revelando pedaços do que irá acontecer na noite do assassinato de Sam e flashbacks, para mostrar o que ocorreu na noite em que Lila morreu. Além disso, a série ainda irá levantar múltiplos personagens como os culpados por esses crimes, Rebecca, a vizinha problemática de Wes? Ou o namorado cristão de Lila? Somente no nono episódio saberemos quem de fato matou Sam, e o responsável pela morte de Lila só será revelado nos momentos finais do season finale, o décimo-quinto episódio. A resposta para essa pergunta vale cada segundo investido no programa.  O grande feito da série é que todos os episódios avançam a narrativa, sendo o único episódio mais fraco dentro da temporada o episódio catorze, visto que ele está construindo tensão que irá explodir no décimo-quinto, e dese modo ele acaba transmitindo a sensação de que o espectador está sendo enrolado.

Nota: 9,0/10,0

Quantos segredos você consegue guardar?


Criada em 2014 e com apenas 42 minutos de duração nos seus míseros 13 episódios, Manhattan é uma série de te deixar anestesiado. Sobre o que se trata? Bem, a série se passa no período da segunda guerra mundial, onde os soldados não são aqueles que pegam em uma arma e vão ao campo de batalha, mas sim, os cientistas.

Agora você deve estar se perguntando: como assim? É isso mesmo que você leu: cientistas! No período mais complicado, vive-se em uma corrida armamentista, onde a arma mais importante está começando a ter um projeto, sendo chamada de Dispositivo, ou melhor, bomba.
Embora soe como se a série fosse algo monótono e sem muita graça, ela é muito similar a algumas atuais, onde não há necessariamente, um protagonista. Há um foco em diversos personagens como os cientistas, suas respectivas mulheres, amigos e família, havendo um grande desenvolvimento envolvendo um pouco de comédia, drama, suspense e o que não pode faltar: sexo. (opa)



Manhattan se baseia em que todas as informações são confidenciais e não se pode confiar em ninguém, com isso, percebe-se como deve ser o  clima na cidade (que também é secreta), que eles vivem. Imagina que você tem um segredo, o maior segredo de todos e que, infelizmente, você não pode contar a ninguém, como se sentiria? O que faria? Então, a serie aborda exatamente esse tipo de temática, onde o tempo inteiro somos manipulados e novas coisas acontecem e nos surpreendem. Não sendo o suficiente, esta é de uma complexidade sem tamanho, envolvendo o mais puro e primitivo do ser humano, fazendo com que ocorra, por debaixo dos panos, um grande e perigoso jogo, onde quem sai perdendo é quem sabe demais.

Havendo personagens tão distintos entre si, se torna inviável não se identificar com algum deles e com o seu próprio desenvolvimento, mas talvez, seja melhor não se apegar muito, afinal, na época de “Manhattan” vive-se em extrema censura e opressão.

Até poderia contar mais coisas, mas, como dizem na série, é complicado. 



segunda-feira, 16 de março de 2015

Podcast #5 Representatividade na Cultura Pop





No quinto cast discutimos a importância da representatividade na cultura pop. Citamos personagens que mudaram a maneira de fazer história. Tais como a nova Miss Marvel Kamala Khan, Uhura em Star Trek como uma das maiores representatividade da mulher em séries de tv, Eiji Tsuburaya diretor de efeitos especiais idealizador do gigante prateado Ultraman, Haruka Tenou a Sailor Netuno do anime/mangá Sailor Moon que abriu espaço para gêneros como Yuri. 

Link para download: https://mega.co.nz/#!0M5kDRgL!WCxBgArKTxyMNTqxz7OTHVzLLcLRDkYAQN9wUftHMuQ


Soundtrack: Spice Girls - Wannabe
Augus & Julia Stone - Soldier
Augus & Julia - Stranger
Augus & Julia - Jewels and Gold
KT Tundstall - Black Horse and a Cherry Tree
Yellowcard - How I Go
Star Trek Next Generation Theme
How To Get Away With Murder Theme
S.O.S - Drop it Low
IAMX - I Come With Knives
The All American Rejects - Falling Apart
The All American Rejects - Mona Lisa
Sailor Moon abertura
Tsubasa Reservoir Chronicle Future Soundscape - A Song Of Storm And Fire.
Tsubasa OST - Synchronicity
Tōru Fuyuki - Secret Highway-Fight, Seven! (ULTRA SEVEN)
Ultraman Leo - Abertura
Ultraman Jack - Abertura
Ultraman Ace - Abertura
Ultraman Tiga - OST Tiga!
Theron Kay - There Is Greatness Within You [Heroic Music]
T. A. Spiderman 2 - Opening Theme by Hans Zimmer 
Two Doors Cinema - This is Life
Kids of 88 - Everybody Knows
Panic! At The Disco - Northern Downpour


domingo, 15 de março de 2015

Crítica 3ª temporada House of Cards

É impressionante o quanto a cada nova temporada House of Cards se aproxima com a política que vivemos no mundo de hoje. Nesses 13 novos episódios a história aumenta cada vez mais nisso. Desde paralelos até aparições reais só demonstram que o nível da série chegou realmente a grandes níveis.
 A terceira temporada começa 2 anos após os acontecimentos da segunda. Tudo sendo observada pelo ponto de vista de Doug, mão-direita de Frank. Pode-se ver ao marasmo político que o protagonista, interpretado por Kevin Spacey, está sofrendo. Crises por todos os lados, que criam uma situação totalmente diferente da ascensão vista nos 26 primeiros episódios.
 Os pontos positivos começam com as atuações cada vez mais fantásticas e mais introspectivas, comandadas por Kevin e Robin Wright (Claire Underwood). É impressionante o quanto cada vez mais é possível entender os sentimentos dos personagens apenas nas expressões faciais dos atores. Outro ponto extremamente positivo nessa temporada é o roteiro. Com excelentes episódios, toda a narrativa consegue caminhar pra cada vez mais caminhos inesperados deixando o telespectador sem saber o que pode acontecer na próxima cena. Os episódios clímax também são perfeitos. Destaques para o 6º e o 11º, um dos melhores episódios de séries da história. Mais um ponto a ser falado na parte do roteiro é a maior relevância para personagens mais secundários e até terciários. Esses, alguns novos e outros já conhecidos pelo público, tomam grandes relevâncias e maiores conhecimentos sobre suas trajetórias. Destaque primordial para o presidente russo, Viktor Petrov.
 Pontos que já possuem elogios de sobra continuam em seu nível habitual de excelência. A fotografia, que consegue cada vez melhor imergir quem assiste da trama, e a direção, continua fazendo um papel fundamental para que o nível de House of Cards merece aplausos de pé de qualquer um.
Como dito no inicio, os paralelos feitos em toda a temporada são um show a parte. O presidente Viktor pode ser perfeitamente comparado com o atual presidente russo, Vladmir Putin. Além disso, a citação da banda Pussy Riot, uma banda de punk russa composta por mulheres lésbicas, que foi censurada no país natal, é bem interessante para criar paralelos perfeitos com a situação atual do país.
 O final dessa 3ª parte do seriado deixa tudo muito mais em aberto do que se pode ver nas duas primeiras. Nessas é possível traçar um destino claro da continuação da história de ascensão de Frank Underwood, já nessa parte podemos ver a indecisão ficar no ar. O espectador fica confuso com o destino que tudo pode tomar a partir de agora, ainda mais por acontecimentos que ocorreram previamente e no próprio último episódio.
A terceira temporada de House of Cards eleva o nível de tudo. Desde as atuações até a fotografia, a série merece ser digna de aplausos. Tirando pequenos problemas de ritmo durante alguns episódios, o resto desses treze episódios são devidamente perfeitos, demonstrando o quanto o seriado vai fazendo seu lugar entre os melhores de todos os tempos.

Nota: 9,8/10


sábado, 14 de março de 2015

Crítica - Mortdecai: A Arte da Trapaça




Baseado na novel Don’t Point That Thing At Me de Kyril Bonfiglioli. Mortdecai não tem uma essência humorística inteligente, nem mesmo se destaca pelas suas atuações. Difícil de acreditar quando Johnny Depp está envolvido, mas aqui vemos uma tentativa de um personagem fora do eixo e sua estranheza hiperbolicamente falando.
A história do longa nos apresenta Charlie Mortdecai, um milionário colecionador de obras de arte que faz negócio com todo o tipo de pessoa. Devido à isso, a vida do “pobre” Mortdecai sempre parece estar por um fio até que algo mágico o salve do destino fatal (Algo mágico lê-se Jock capanga de Mortdecai). Para completar ele ainda tem uma dívida exorbitante com a Coroa Britânica, e por isso aceita ajudar o MI5 a recuperar uma obra de arte roubada que pode conter uma valiosa informação sobre um tesouro nazista camuflada em sua pintura.

As falhas do filme começam pela atuação de Depp, que normalmente encantam e nos fazem rir, se divertir com o rumo que a história tomará. Mas não é o que ocorre. Sua atuação permite que o personagem fique solto demais, e sem qualquer motivação e na maioria das vezes deslocado. Fato que o mesmo é movido pelo dinheiro, não obstante, pelas mulheres, o que acaba não sendo o suficiente para tornar o enredo convincente.
O restante do elenco até demonstra espaço para vislumbres de risadas fáceis e clichês bem colocados. E nesse quesito Gwyneth Paltrow dá um show como Johanna, a esposa consumista de Mortdecai. Ewan McGregor como o policial Martland que tem um amor platônico por Johanna. E Paul Bettany como o capanga Jock também parecem à vontade com seus personagens, mas nenhum deles entrega uma atuação realmente memorável.
A fotografia brinca com as passagens de cena entre países, o que claramente poderia ter ido mais longe, à julgar que estamos falando num filme que envolve arte. A exploração das cores na ambientação passa longe de ser um fator a ser comentado. Agora, sobre a raiz do problema, bem ela se encontra no roteiro, que não só foi mal aproveitado como carece de inovação, visto que o humor sempre foi um gênero apreciado é uma pena se jogar fora algo que poderia ter sido um momento de agradáveis risadas com Johnny Depp aprontando na pele de um vigarista de gostos inusitados.

Dois pontos que poderiam fazer toda diferença. Primeiro a violência, apesar de ser um fator de quebra de clima em longas como este, aqui não passou de algo desnecessário. O que muitas das vezes foi desfavorável para o crescimento dos personagens. Segundo foi a falta de cuidado ao transferir os personagens de “Don’t Point that Thing at Me” de 1973, inseridos diretamente nos dias atuais. O que Eric Aronson (“Na Linha do Trem”) e o diretor David Koepp (“A Janela Secreta”), tentaram fazer foi nos fazer rir de algo que não tem graça se estiver fora de contexto.
Uma história com potencial e personagens que poderiam ter brilhado de verdade nas telonas, mas infelizmente os atores não tiveram seu potencial aproveitado nessa suposta comédia. E bigodes.....argh!


Nota: 2,5 

Crítica – Umbreakble Kimmy Schmidt


Inadequação, incômodo e talento natural são apenas algumas das principais qualidades e defeitos que os personagens do mais novo projeto de Tina Fey expressam. Aquele sentimento incômodo que insiste em nos dizer que nós não somos exatamente adequados para a vida que estamos vivendo no momento, é a base de Umbreakble Kimmy Schmidt.
A atriz Ellie Kemper que viveu Erin em The Office, agora dá vida a Kimmy Schmidt que após 15 anos confinada em um bunker com mais três mulheres, afastada da sociedade e vítima de um fundamentalista religioso num culto apocalíptico. Sem qualquer conhecimento das novas tecnologias e de referências culturais, Kimmy decide viver em Nova York e “recuperar” o tempo perdido.  Com apenas com as roupas do corpo e um dinheiro da indenização, a ingênua, mas inabalável jovem precisa adaptar-se à realidade enquanto luta com seu déficit de socializar-se por ter passado tanto tempo presa.

A comediante foi capaz de passar confiabilidade e principalmente credibilidade ao lidar com situações esdrúxulas e surreais, como de costume nos roteiros da saudosa Tina Fey. O nonsense do seriado começa quando somos apresentados aos personagens secundários como o colega de quarto Titus Andromedon, vivido pelo ator Tituss Burgess. Dizer se de passagem este personagem é um show a parte, por vezes sustenta a comédia sem a presença de Kimmy. Sua busca pela fama e suas tentativas sem sucesso são impagáveis. Sem mencionar os chiliques de Lillian Kaushtupper (Carol Kane) a senhoria da moradia de Titus, onde Kimmy também passa a conviver.
O maior exemplo talvez seja Jacqueline Voorhees, a socialite mimada vivida por Jane Krakowski. A personagem mergulhou tão profundamente em sua vida fútil de rica vivendo em Manhattan que as memórias da sua juventude lhe assombram (a natureza dessas memórias é não apenas uma piada ótima, como também uma metáfora para os EUA). Isso vale para todos os outros que aparecem bem ajustados, mas demonstram suas loucuras no instante em que conhecemos um pouco mais sobre eles. Como a irritante enteada de Vorhees, que curiosamente se chama Xanthippe “Lannister” Vorhees.
Tina Fey e Robert Carlock entregam um texto afiado, ácido e acima de tudo sagaz. Todos os diálogos são inspiradíssimos, assim como menções políticas, culturais e até mesmo a polêmicas recentes, que são sempre inseridas em um contexto em vez de simplesmente jogadas para “constar”. O início da série é morno, mas a medida que os capítulos avançam a qualidade aumenta de maneira surtada, se é que me entendem. O roteiro, os personagens e as piadas com bom timing tornaram o seriado muito divertido e gostoso de acompanhar. Você consegue, facilmente, ver vários episódios seguidos sem cansar. Curiosamente a série tinha sido produzida e pronta para NBC, mas no final o canal acabou rejeitando.

Divertida, leve e deliciosa, essa nova comédia da Netflix tem todos os elementos para tornar-se a nova queridinha da vez. E não poderia ter vindo em melhor hora contendo ainda um toque da genialidade Community, a essência marcante de 30 Rock e a graça da saudosa Parks and Recreation.


Nota: 8,5

sexta-feira, 13 de março de 2015

Crítica 1ª temporada de Star Wars Rebels

Para os fãs de Star Wars, qualquer coisa que saia já com o nome da franquia é motivo de ser, ao menos, procurada. Comigo não é diferente. Star Wars Rebels começa contando a estória de Erza Miller, um órfão que vive em Tatooine sobrevivendo de roubos. Certo dia, ele encontra um grupo de mercenários liderados por Kanan e decide ir com eles pelo espaço.
 Mesmo parecendo um pouco simples, toda a trama vai conseguindo inverter, muitas vezes, isso.  Com isso, os pontos positivos dessa primeira temporada começam com um excelente desenvolvimento de personagens. Todos dentro do grupo passam por arcos de desenvolvimento durante pelo menos um episódio. O mais fácil de visualizar é do protagonista, que muda totalmente até o último episódio. Outro ponto extremamente bem executado é o vilão da temporada. O inquisidor é sempre um grande temor não só para as personagens, mas também para o espectador. Sua presença acaba sendo extremamente forte. Á adicionar positivamente é necessário falar da lindíssima animação e dos designs, sempre um ponto extremamente lindo em Star Wars. Esse design, inclusive, lembra em muitos momentos a maravilhosa série Firefly (de Joss Whedon). Desde os planetas, de alguns personagens até as naves. A direção dos 14 episódios também é muito bem realizada sempre conseguindo passar a tensão e o sentimento dos personagens.
Pelo lado negativo, é interessante falar das discrepâncias entre os episódios. Enquanto um é muito bom, outro muito ruim, outro regular, até voltarmos a um bom. Chega a ser irritante em certos momentos para o telespectador. Outro ponto mal feito é confusão do roteiro. Ao apresentar algo ou algum personagem o roteiro acaba se enrolado, em alguns momentos, de como trabalhar bem aquilo. Isso só deixa o desenrolar da narrativa confusa. É interessante se falar também da edição. Extremamente bem feita em alguns, ela aparece extremamente mal feita em outros episódios.
A série está situada entre os episódios III e IV, o que aumenta a curiosidade para maiores acontecimentos que acabaram com a total ascensão do Império na trilogia clássica. Além disso, essa ponte faz com que nos interessemos em saber sobre alguns personagens dos filmes. Isso é feito de maneira genial, pois somos premiados com aparições de Lando Calrissian, Yoda, Grand Moff Tarkin e duas outras extremamente especiais: uma para fãs de Clone Wars e outra para os fãs da série no geral.
Mais uma questão a ser falada é a relevância das personagens femininas. Muitas vezes fracas ou sem muita relevância nos longas, elas aqui aparecem com muita força. A piloto Hera Syndulla, Sabine Wren e a ministra imperial Maketh Tua. As três aparecem sempre com muita força e mostrando-se muitas vezes mais relevantes que até o próprio protagonista. Além da aparição final da temporada, que reforça a igualdade imprementada.
 A 1ª temporada de Star Wars Rebels dá um bom início para o que está por vir com a compra da Lucas Films pela Disney. Ela tem bons personagens, uma boa direção e um excelente design, mas acaba caindo em certas falhas. Uma boa primeira temporada, mas sem empolgar tanto quanto deveria.

Nota: 7,6/10


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