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CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

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SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Crítica – Demolidor (Netflix)


Enfim chegamos ao dia 10 de abril, e uma das séries mais esperadas do ano pela comunidade nerd fez sua estreia fenomenal. Após terminar de assistir a nova série produzida pela Marvel e ABC exclusivamente para o Netflix, tive a certeza de finalmente ter testemunhado uma adaptação de quadrinhos que foge do gênero inserido, assim como Christopher Nolan conseguiu em Batman – O Cavaleiro das Trevas. O seriado demonstra que existe espaço para se trabalhar um herói cultuado pelos fãs respeitando integralmente sua mitologia, além de apresentar aos que desconhecem os quadrinhos um material de primeira, que pode ser apreciado independentemente de qualquer outra consideração.
Demolidor é uma série de tv policial à princípio, e um thriller dramático como segundo plano e somente depois, sim uma obra baseada em quadrinhos de super heróis. Contendo 13 episódios, a série fez jus ao personagem, trazendo uma abordagem adulta e sombria ao contar suas origens e como chegou a ser o herói que traja um uniforme de demônio e protege o bairro de Hell’s Kitchen em Nova York.

A estrutura segue a linha de investigação policial em que um grupo de pessoas – os advogados iniciantes Matt Murdock(Charlie Cox) e Foggy Nelson(Elden Henson) e a vítima transformada em secretária/ braço direito Karen Page(Deborah Ann Woll) tentam de dissipar a onda de crimes que assolam Hell’s Kitchen, cuja trilha acaba levando a Wilson Fisk, o Rei do Crime dos quadrinhos, brilhantemente interpretado pelo ator Vincent D’Onofrio.  Entretanto, Matt Murdock, cego desde dos nove anos em virtude de um acidente com elementos químicos que amplificaram seus demais sentidos a níveis sobre-humanos, também atua à margem da lei, como vigilante mascarado vestido de preto.
O panorama sob o protagonista é um dos pontos positivos da série, onde este vai sendo construído através de flashbacks de sua infância no decorrer dos capítulos. Desde do momento do acidente que afetou sua visão, seu pai, até seu treinamento para aperfeiçoar suas habilidades. Portanto, o quebra-cabeças começa a ser montado, que por sinal é semelhante a versão de Frank Miller e John Romita Jr na minissérie Homem Sem Medo. O que por sua vez, essa HQ serve de base e inspiração para muito material na série da Netflix.
Certamente Steven S Deknight soube proporcionar um show à parte, no que diz respeito a humanidade de seus personagens, algo muito bem trabalhado, ao ponto de abafar inteligentemente a relevância dos super poderes de Murdock. Pouco vemos de suas habilidades especiais e toda vez que há um combate, sentimos o esforço do personagem em derrubar a socos e pontapés seus adversários (que, diga-se de passagem, são seres humanos comuns e não alienígenas ou super vilões) em lutas coreografadas com habilidade e veracidade. Apenas um exemplo disso foi na luta ao final do segundo episódio em que Murdock, com seu uniforme improvisado, tem um longo embate com diversos capangas armados: cada soco é dado com o corpo, não só com a mão; cada sopapo começa com um impulso, nunca vindo do nada; cada segundo de descanso que o herói tem ele aproveita para recuperar o fôlego. A luta é difícil, penosa, dolorosa e, dentro da lógica de uma série de TV em que o protagonista tem habilidades especiais, mas não conta com a superforça, martelos mágicos ou visão de calor, perfeitamente cabível. Sem mencionar, o fato de que essa cena ser um plano-sequência sem cortes, o que acrescenta outra camada de apreciação. E convenhamos “um Murdock sempre se levanta” não é?
O triunfo da série está na construção de cada personagem, que nos faz genuinamente se preocupar com eles. Como por exemplo o senso de inocência em Matt, Foggy e Karen, que querem ajudar a população local, mas não fazem ideia do tamanho do problema em que estão se metendo. A verdade é que Matt Murdock – o Demolidor – nem de longe lembra outros super-heróis. De “super” mesmo, só sua vontade de fazer o bem, de ajudar a limpar Hell’s Kitchen dos maus elementos. O mesmo vale para o divertido Foggy Nelson, que tem um fortíssimo laço de amizade com Murdock(o bromance mais famoso dos quadrinhos) e Karen Page. Somados a eles, existem ainda, o repórter experiente Ben Urich, da velha guarda, que sempre busca a verdade da maneira mais ética possível. E temos Claire Temple (Rosario Dawson) a enfermeira que encontra Matt jogado numa lixeira  e salva sua vida costurando seus ferimentos. A partir daí, os dois acabam se relacionando, pois a vida de Claire passa a correr perigo devido a seu envolvimento com o vigilante.
A Claire Temple da série é uma mistura da personagem de mesmo nome nos quadrinhos com a Enfermeira Noturna, chamada Linda Carter e tem uma clínica secreta para cuidar dos ferimentos de vários heróis que decidem procurá-la, o que leva a crer que veremos uma participação maior da personagem nas outras séries urbanas da Netflix com os personagens Marvel.

Cada um deles é vivido por um ator escolhido a dedo em uma combinação improvável. Charlie cox que até agora era inexpressivo, tem a oportunidade de uma vida ao encarnar Matt Murdock/Demolidor. Seu trabalho molda o personagem com humanidade e força. Nada de músculos definidos ou beleza adolescente. Ele é um homem profundamente religioso que tem uma missão, mas não tem certeza se pode fugir do demônio que o assombra. Vemos a dúvida em seu semblante o tempo todo e isso é essencial para que acreditemos nele como alguém falho, mas obstinado; solitário, mas amigo; verdadeiro, mas com segredos sombrios. Seu melhor amigo Foggy Nelson, é vivido por Elden Henson, outro ator substancialmente desconhecido, mas que consegue ser, facilmente a luz enquanto Murdock é a escuridão. Sua felicidade inebriante mesmo diante das mais adversas situações leva aos únicos momentos descontraídos da temporada que, porém, nunca são forçados ou repetitivos. A bela Deborah Ann Woll (Jessica Hamby, de True Blood) vive Karen Page, a “donzela em perigo” que imediatamente dá a volta por cima e mostra ser muito mais do que esse rótulo injusto indica.
Mas agora vamos falar dos vilões. Sim, vilões. No plural mesmo. Porque nem só de Rei do Crime vive o Demolidor. Aliás, como a série trata de ser uma origem não apenas para o Demolidor, mas também para Wilson Fisk, o criminoso não chega a ser chamado em nenhum momento pela alcunha de “Rei do Crime” de fato. Porém, isso não desmerece e nem diminui o poder que o personagem tem na série. Chamado nos primeiros episódios de apenas “o empregador” por seu lacaio de confiança James Wesley (Toby Leornard Moore) Fisk age como uma sombra que está em cada canto da cidade, com influência em cada ato criminoso, e com ligações que vão até mesmo ao departamento de polícia e o sistema judiciário.
O fato é que na série, Fisk não é o único vilão que assola a Cozinha do Inferno, apesar de obviamente ser o grande antagonista do Demolidor. O criminoso divide territórios com os irmãos russos Anatoly (Gideon Emery) e Vladimir (Nikolai Nikolaeff), a máfia japonesa liderada por Nobu (Peter Shinkoda), a tríade chinesa encabeçada por Madame Gao (Wai Ching Ho), além do interesseiro Leland Owsley (Bob Gunton), o Coruja dos quadrinhos. Todos os vilões têm um propósito e não ficam perdidos na trama, porém eles acabam sendo um pouco menos desenvolvidos de como deveria, pois os holofotes estão para Wilson Fisk, então o desenvolvimento dos mesmos fica para uma próxima temporada.
Quando vemos Fisck pela primeira vez, a câmera está em sua mão, especialmente para capturar o tique nervoso em seu dedo enquanto ele observa um quadro em uma galeria de arte. Esse pequeno aspecto já prenuncia o tipo de personagem que veremos a telinha dalí pra frente: um homem com uma tristeza profunda, que encontra esperança de normalidade por intermédio de uma mulher, mas que sabe exatamente quem é e o que deseja. Cabe a nós espectadores e aos heróis da série descobrir exatamente quem ele é, e aqui vemos um dos momentos de maior brilhantismo no roteiro. Tudo é relativizado e rótulos são derrubados. As dúvidas de Matt Murdock sobre quem ele é e qual é a sua missão refletem no que Wilson Fisk é ou diz ser e vice-versa. É um fascinante jogo psicológico que empresta mais camadas ainda à uma série que, ela própria, foge de rotulação.
E essa fuga de rotulação não existe apenas na tentativa de classificar a série como sendo ou não “de super-herói”. Um exemplo simples é o artifício do flashback, algo clichê e comum demais em séries, acontece que em Demolidor, seu uso é cirúrgico e não segue uma linearidade. Existe apenas para enriquecer a história e não somente existir, para ocupar tempo nos episódios ou para introduzir aspectos narrativos externos ao que vemos no presente. Da mesma maneira, o tom sombrio não é aleatório. Não é o “sombrio” só porque é moda. A escuridão, é parte da narrativa. Observamos para um microcosmo de uma cidade suja e aterradora que tem suas próprias regras e com um protagonista que depende do elemento surpresa gerado pela escuridão para compensar o fato de ser alguém quase comum. Mas o sombrio da série está presente mesmo nas sequências fotografadas à luz do dia. Afinal, é ou não sombrio o apartamento asséptico de Fisk e seu ritual matinal de omelete e escolha de ternos (todos quase iguais)? É ou não sombria a vista panorâmica da cidade que vemos a partir da outra margem do Hudson, com um peso que sabemos que existe e que é quase palpável? É ou não sombria a sequência artificialmente idílica da iluminada conversa entre Madama Gao e Wilson Fisk no topo arborizado de um prédio em Manhattan? Sombrio não necessariamente é escuro. Sombrio é o estado de espírito da série, algo que em nenhum momento, absolutamente nenhum mesmo, perdemos de vista. E, quando a escuridão é quebrada, ela é quebrada por uma luz amarelada que nos remete à enfermidade, claramente significando a infecção putrefata pela qual passa Hell’s Kitchen.
Ué mas não tem defeitos? A grande verdade é que sim, há defeitos, alguns mais visíveis outros menos. O que mais me chamou atenção foi a necessidade constante de diálogos expositivos para reiterar algumas situações, especialmente a rede de vilões controlada por Fisk e sua estrutura corporativa. A reiteração existe e faz parte da natureza de uma série de TV, no entanto, em Demolidor, ela às vezes faz a narrativa parar para um diálogo tanto que quanto artificial, então depois tudo continue normalmente. Como se o personagem parasse, olhasse para câmara e explicasse aos espectadores o que está acontecendo.
Outros aspectos menores são os menos problemáticos, mas eles estão lá. São personagens que entram e saem da temporada sem maiores explicações, alguns claramente para criar ganchos para histórias futuras, outros simplesmente por deixarem de ter utilidade. Em um caso ou outro, deixam dúvidas no espectador e criam pequenos buracos no roteiro.
Sobre o Universo Cinematográfico Marvel, a série está profundamente encravada nele. Mas não esperem menções escancaradas e mal escritas. Tudo é trabalho com discrição, dentro do que é realmente necessário. Homem de Ferro, Capitão América, Thor e Hulk têm suas presenças sentidas, mas eles todos estão num plano distante da realidade do “herói urbano”. Os Vingadores cuidam do macro, o Demolidor do micro. Há espaço para convivência perfeita dos dois tipos de heróis, sem que um precise fazer vista ao outro. A série é tratada com consequência direta após a batalha de Nova York, aquele que vimos em Os Vingadores e a ação tem início 18 meses depois que alienígenas quase destruíram a cidade. O caos causado pela cidade, mais especificamente em Hell’s Kitchen, é usado como catapulta para toda a mecânica por trás da presença de aproveitadores de toda sorte, dos pequenos ladrões até a figura de Wilson Fisk. Tudo se justifica em uma escala, porém que não alcança os olhares dos grandes super heróis dos filmes, permitindo o comparecimento do Demolidor como um vigilante local. A série, em outras palavras, ocupa um espaço que coexiste com tudo o que vimos até agora de maneira pacífica e astutamente escrita.
Demolidor é mais um de fato, mais um sucesso na série de êxitos do Netflix. Pode e deve ser vista aos fãs e não fãs de quadrinhos. Mais um motivo os amantes de séries policiais. E aos fãs fará brilhar os olhos acompanhar o se agigantar da mitologia do Homem Sem Medo com tamanha fidelidade na tela. Agora é aguardar as próximas séries da parceria entre Marvel e Netflix, que são Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, e aguardar o retorno do Demolidor em Defensores, que promete unir todos esses personagens em uma super-equipe de heróis urbanos.

Nota: 9,5


terça-feira, 14 de abril de 2015

Crítica Better Call Saul

A dificuldade de realizar um spin-off e acabar não buscando conexões com a obra original é devidamente difícil, mas imagina uma série que não precisa se sustentar pela sua obra original e consegue realizar uma temporada espetacular. Essa é a definição da primeira temporada de Better Call Saul.
Na série conhecemos James McGill (futuro Saul Goodman), um advogado conhecido como “porta de cadeia” e que sempre pega casos bem ruins e ganha mal. Ele mora com seu irmão, que possui certos problemas psicológicos, e é advogado parado de um grande escritório de advocacia chamado HHM. Isso pode se resumir como premissa básica da série: a vida de James.
Os pontos positivos começam pelas excelentes atuações. Bob Odenkirk rouba a cena, como já fazia em Breaking Bad, e consegue comandar grande parte dos episódios. Continuando com o maravilhoso roteiro. Todo o desenvolvimento dos personagens é algo digno de aplausos, além dos sempre geniais diálogos e frases perfeitas criadas por Vince Gilligan. A direção de todos os 10 capítulos é sempre perfeita. Realiza perfeitamente seu papel em enquadramento e até em algumas sequências de planos. Além disso, a fotografia da série é um show a parte. Realiza referências por todos os lados, além de cumprir muito bem seu papel, também digna de aplausos, na sua estética narrativa. Um exemplo disso é em quase todos momentos James ter um dos lados de sua face escura, como se ainda algo ruim fosse aflorar dele.
Nos aspectos técnicos, o seriado também deve ser vangloriado na estética criada dos anos 70 pelo design de produção. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa e um toque especial para as mudanças de abertura, mas sempre com o mesmo tema e sempre se encaixando no que determinado episódio busca.
Pelo lado negativo, apenas algumas poucas falhas de continuidade em alguns capítulos e alguns problemas de ritmo em outros, mas nada que atrapalhe a experiência de uma maneira geral.
 De uma série derivada de Breaking Bad, umas das séries mais amadas e bem elogiadas dos últimos tempos, não faltam referências. Desde frases marcantes, objetos e até personagens, destaque para Mike que aparece em grande parte da temporada. Alguns desses “agrados” para os fãs são tão fantásticos, que podem até deixar alguns emocionados (como foi no meu caso).
O season finale criou muitas diretrizes que se prosseguirão na próxima temporada. A transformação de James em Saul parece que acaba de começar com tudo que acontece, mas a série não deixa de abrir várias perguntas a serem respondidas. Agora resta apenas esperar pelo o que virá pela frente.
A primeira temporada de Better Call Saul foi muito mais do que esperado. Contando uma história solo de um dos melhores personagens de Breaking Bad, ela busca sempre pela originalidade e consegue isso com perfeição. Com certeza, uma excelente pedida para qualquer um.

Nota: 10

domingo, 12 de abril de 2015

Minicast #2 Shuriken Sentai Ninninger Ep 3 E 4




De volta em mais um Minicast no gênero Tokusatsu, que tratamos sobre o Super Sentai atual Shuriken Sentai Ninninger. Aqui comentamos sobre os capítulos 3 e 4. Debatemos sobre nossas teorias para um roteiro possível ao longo da temporada. E o atual desenvolvimento dos personagens.

Dê play para adentrar num universo onde os shinobis não se escondem!!

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Crítica – Death Parade



Tendo sua estreia na temporada passada de inverno e dando representatividade aos seinens, Death Parade é o tipo de anime que nos intriga e provoca do início ao fim.
O anime começa nos dando a ambientação de um bar, onde um casal aparece sem saber exatamente o porquê ou como chegou lá, sem se lembrar nem mesmo o que fazia antes de estar no local. Sem encontrar uma saída, o casal é convencido pelo barman, chamado Decim (única pessoa no bar além deles) a jogar um jogo apostando suas vidas. O que acontece com quem perde? E com quem ganha? Nada disso é dito até certo ponto deste primeiro episódio, que acaba por desenvolver sua trama em torno das atitudes e reações do homem e da mulher enquanto jogam. Um desfecho surpreendente e a descoberta do real papel do apático barman deixam tudo mais intrigante, dando o impulso inicial necessário para que continuemos a querer entender o que é tudo aquilo que acabamos de assistir.

Obs: não pretendo revelar mais detalhes do que acontece no anime além disso por motivos de spoilers. :v

Um ponto muito positivo no staff do anime é o fato do criador, do diretor e o roteirista serem a mesma pessoa!
Yuzuru Tachikawa, soube exercer os três papéis de maneira fenomenal. O roteiro segue um bom fluxo, não é do tipo que nos faz ter muita empatia pelos personagens mas do tipo que nos faz refletir sobre suas escolhas e características. O psicológico do expectador é testado a interpretar/suportar diversas situações; tratando de assuntos pesados como violência doméstica, suicídio e abuso sexual.
O roteiro dos episódios se alterna de maneira equilibrada entre mostrar as diversas pessoas que vão ao bar Queendecim, explicar o porquê deste lugar existir e nos dar uma noção da história por trás de alguns personagens. Por essa variação de foco nos episódios (pelo menos até o sexto), o anime não parece ter uma plot definida, mas isso não influencia na continuidade da estória quando nos é apresentada a trama principal – mesmo que esta siga em segundo plano até o penúltimo episódio do anime. Os acontecimentos foram apresentados numa ordem que poderia dar muito errado se não fosse pela cautelosa e equilibrada direção do Tachikawa-san, que nos permite ir e voltar no tempo de cada capítulo sem nos deixar confusos e ainda com boa exploração dos temas abordados. Vale também dar destaque aos episódios 8 e 9 que, sem dúvidas, foram o ponto mais alto em todo o desenho em todos os aspectos.

A arte do anime também merece ser elogiada tanto em design de personagens/ambientes, quanto no tipo de traço escolhido. A expressividade, o jogo de luzes e filtros escuros nos deixam muito mais sensíveis aos acontecimentos ao longo dos episódios, o que foi complementar à intenção citada anteriormente de fazer o psicológico expectador reagir as ações dos personagens. A preocupação com os detalhes também é algo que foi muito bem aproveitado não apenas na função estética, mas também na simbologia funcional à trama.


A trilha sonora faz da ambientação situacional perfeita. A imersão de quem assiste é praticamente completa graças a isto. Sem contar que o tema de abertura, Flyers (BRADIO), se torna um excelente alívio cômico para o anime [ainda mais para aqueles que, assim como eu, viram quase todos os episódios em sequência, haha]. O encerramento também foi muito preciso, a música FULLi (NoisyCell), encaixou-se perfeitamente tanto quando as cenas finais eram padrão quanto eram cenas dos personagens envolvidos no episódio, uma melodia muito forte e compatível com o contexto do anime.

De tudo mostrado pelo anime, o único “defeito” digamos, é o fato dele terminar com muitas pontas soltas - algumas questões sem respostas, relacionadas principalmente à importância de alguns personagens e a origem do prédio onde se encontra o bar. Digo com aspas pelo motivo de que, mesmo curiosa por algumas respostas, o anime não prometeu responder tais questões mas sim mostrar debates e resolver a plot principal. Da forma como foi encerrado, o anime dá e não dá ao mesmo tempo margem para uma segunda temporada. Os acontecimentos finais ditam uma mudança muito grande no personagem Decim, o que poderia ser aproveitado de maneira fenomenal numa continuação. Mesmo assim, o final pôde ser satisfatório no sentido de que ele conclui um (primeiro?) ciclo de reflexões sobre caráter, humanidade e os conceitos de bom e mal, que acabam por ser o real propósito de toda a produção, creio.

Death Parade faz jus ao gênero seinen, traz suas discussões sobre certo e errado, justo e injusto e sobre como a mente humana lida com seus próprios limites. Personagens interessantíssimos, animação fluida e bonita mesmo que tratasse de temas pesados. A produtora Madhouse vem trazendo animes com um padrão muito bom, e este sem dúvidas foi um dos melhores da temporada de inverno 2014/2015 (se não foi O melhor mesmo na minha opinião).

Nota: 9,5/10


terça-feira, 7 de abril de 2015

Minicast Animes #1 Arslan Senkin

Em nosso primeiro Minicast sobre animes. Optamos pelo estreante dessa temporada de Primavera no Japão chamado Arslan Senki. Comentamos sobre o EP 1. E estaremos comentando cada capítulo semanalmente ao longo da temporada. Temos o retorno do convidado Okasaki. E o novato Kabutows.


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sábado, 4 de abril de 2015

Podcast #6 Death Note - Os Reis do Novo Mundo


Em nosso sexto podcast falamos sobre o mangá/anime Death Note. Seus personagens, o enredo e seu diferencial por não haver um vilão propriamente dito. Estivemos com o convidado Okasaki, que colaborou para uma conversa mais aprimorada sobre o assunto.
Mas, a pergunta que permanece é: O que você faria se tivesse um Death Note?


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terça-feira, 31 de março de 2015

Critica Ponte Aérea

Os filmes brasileiros mais recentes têm melhorado bastante. Seja no dinheiro investido, seja no roteiro, é notável a melhora (sem contar os filmes de comédia da Globo Filmes). Assim, Ponte Aérea segue essa tendência e se mostra como uma grande surpresa. O longa conta a estória do carioca Bruno (Caio Blat) e da paulista Amanda (Letícia Colin), que após o adiamento de um voo do Rio de Janeiro para São Paulo se conhecem no hotel. Após passarem juntos a noite, eles acabam se desencontrando, já que Bruno vai mais cedo embora. Apesar disso, eles voltam a se reencontrar e começam a se apaixonar, mesmo com a grande dificuldade da distância.
 Os pontos positivos começam nas atuações, destacando totalmente do casal principal. Letícia e Caio fazem um trabalho fantástico e a química entre os dois torna tudo mais real e devidamente verdadeiro. Seguindo com a brilhante direção de Júlia Rezende. Ela consegue jogar o espectador por dentro de toda a trama e nos sentimos devidamente conectados com cada um dos personagens. O roteiro também deve ser devidamente comentado. Muito bem trabalhado e com excelentes diálogos, isso tudo sem sentir expositivo e deixando a narrativa fluir perfeitamente.
Na parte técnica, deve se salientar a linda fotografia e a trilha sonora. O primeiro, sempre trabalhando a questão das cores e ajudando a formar lindíssimos planos que salientam para ditar o clima das duas cidades em que a estória se passa. Já o segundo, compõe lindamente o que acontece durante a linha narrativa. Deve ser falado também, mas pelo lado negativo, sobre a edição e o ritmo do longa. Os dois compõem para que a 1h40min de filme pareçam durar bem mais. Além disso, a edição parece bem preguiçosa em algumas partes, o que nunca é bom.
O filme possui um final fantástico e totalmente anti-clichê. É totalmente inesperado e ao mesmo tempo perfeito. Se encaixa com toda a melancolia e, muitas vezes, tristeza passada no decorrer da estória.
Por fim, é necessário dizer sobre as cenas de sexo. Elas acontecem algumas vezes e entram com uma função de roteiro extremamente inteligente, para demonstrar a aproximação dos dois. A direção de Júlia ainda salienta mais todo o amor impregnado entre os dois. Essas cenas acrescentam ainda mais para toda a qualidade do filme. Em tempos de 50 tons de cinza, fazer algo diferente e bem feito com sexo, não é fácil.
Ponte Aérea se demonstra como uma das grandes surpresas do ano. Com belas atuações, um belo roteiro e uma perfeita direção, mas com algumas falhas técnicas, o longa se demonstra ser muito mais do que aparentaria. Para todos que criticam filmes nacionais, vejam esse e mudem sua opinião.

Nota: 8,1/10

segunda-feira, 30 de março de 2015

Crítica Vicio Inerente

Se você é uma daquelas pessoas que gosta de uma comédia totalmente louca e psicodélica, veio ao lugar certo. Vício Inerente conta a estória de um detetive particular drogado (Joaquin Phoenix) que, nos anos 70, investiga o sequestro de um bilionário. O longa veio adaptado do livro homônimo de Thomas Pynchon.
Uma premissa que parece básica e um desenrolar que na mão de alguém não tão competente poderia fazer um péssimo trabalho, mas dirigido pelo genial Paul Thomas Anderson (Magnolia, Boogie Nights, O mestre, Sangue Negro) todo o investimento vale a pena. Uma direção genial que consegue trabalhar o máximo que a narrativa poderia tirar. Além disso, o clima extremamente psicodélico criado pelo diretor faz tudo parecer mais engraçado. Os planos longos, uma constante no filme, investidos pelo diretor também demonstram sua competência e a aproximação com a realidade.
De pontos positivos também temos as maravilhosas atuações. Joaquin comanda o time com um dos melhores papéis de sua carreira, mas Josh Brolin, Owen Wilson, Katherine Waterston, Benicio Del Toro, Jena Malone e todo o resto do elenco estão fantásticos. A direção de arte e o design também devem ser comentados. Os dois complementam toda a estética e a experiência ao assistir ao longa. O roteiro parece, ao inicio, extremamente confuso, mas com o desenrolar da narrativa demonstra-se espetacular. As resoluções, as linhas de diálogo, o desenvolvimento de personagem, tudo vale a pena nele. Por último, é interessante falar sobre a belíssima fotografia, sempre adicionando aos planos muito bem.
Mas como nem tudo são flores, Vicio Inerente não está imune de erros. A começar pela sua longa duração. As 2h30min não chegam a ser cansativas, mas pesam bastante para o espectador. Continuando pelo maior destaque a estética do que a própria estória. Muitas vezes durante o longa somos pegos maravilhados com toda a ambientação criada e extremamente confusos do que acontece na linha narrativa. Além disso, a fuga de uma didática explicativa normal pode tornar o filme extremamente irritante e confuso para os mais leigos no cinema. Por último, é necessário adicionar uma falha na mesma didática de apresentação de personagens. Muitos desses aparecem para dar informações ao detetive, mas todos seguem a mesma linha. A repetição de um “mini twist” a todo o momento se torna um pouco cansativa.
 O final do longa é extremamente interessante e reflexivo, além de conseguir fechar perfeitamente todo o pensamento que é trabalhado durante seus 150 minutos. Além disso, o fade out final é perfeito e digno de aplausos.
Vicio Inerente está longe de ser o melhor filme de Paul Thomas Anderson, mas também longe de ser um filme ruim. Extremamente bem realizado, com belas atuações, um roteiro fantástico e uma bela ambientação, mas alguns erros básicos que tornam o longa um pouco pior, mas não perde seu brilho.

Nota: 8,3/10

domingo, 29 de março de 2015

(Crítica) O Caso Final

                                                         

Salve, salve galera, quem volta aqui novamente é o Aziraphale, desta vez minhas andanças não foram intergalácticas, fui conhecer os segredos e mistérios desse planeta chamado Terra, conheci os mistérios de Oak Island, conheci Atlântida e Shangri-lá, sim elas existem e ainda hoje tem gente morando lá, pessoas ótimas, servem um ótimo chá, mas enfim vim aqui para mais uma crítica de games, dessa vez um jogo um pouco mais antigo, mas ainda pouco conhecido e com um plot muito bom.
O jogo Murdered: Soul Suspect, o jogo desenvolvido pela Airtight Games e distribuído pela Square-Enix, tem versões para PS3, PS4, Xbox 360, XboxONE, PC, o jogo é uma típica idéia genial que sucumbe às adversidades de colocar o plot em prática. Na trama do jogo, você é o detetive Ronan, que investigava o serial killer “Bell Killer”, um impiedoso assassino que está causando terror na cidade, porém acontece que Ronan acaba morrendo de forma impiedosa e violenta...na primeira cena do jogo,e isso é brilhante, exato você controla o fantasma do Ronan investigando a própria morte, o passado de Ronan é turbulento, você vai descobrindo detalhes dele ao longo da jogatina, como seu casamento com Julia, motivo principal da busca de Ronan pelo assassino mesmo após ter morrido, como você é um fantasma desde o inicio, você tem as características de um, podendo atravessar paredes, possuir pessoas e ler seus pensamentos ou até mesmo mexer com suas memórias e descobrir algo escondido na mente delas. Na realidade, com essa premissa, você poderia entrar em qualquer prédio da cidade correto? Na realidade, não é bem assim, você pode atravessar as paredes dentro dos prédios, mas não pode entrar por elas, precisando para entrar e sair de uma porta ou janela aberta, isso obviamente se dá, pelo fato de ser impossível fazer todos os prédios da cidade locações, ainda não chegamos nesse ponto gente, mas é explicado o porquê não podermos entrar, na trama do jogo, o principal faz lógica, logo é o de menos.

 O jogo se passa na cidade de Salém, famosa por suas bruxas e conseqüentemente a caça as mesmas, o jogo inteiro se passa nessa cidade, na época atual, sendo possível andar livremente pela cidade a qualquer momento do jogo, apenas áreas que serão visitadas no futuro do jogo encontram-se fechadas, no jogo inteiro, você encontra outros fantasmas, que leva a outro aspecto interessante do jogo, são pequenas tramas paralelas enquanto você busca pistas pelo Bell Killer, alguns desses fantasmas você pode interagir, eles estão presos nesse mundo devido a algum problema e você pode ajudá-los a passar para o outro lado com seus dons de detetive, é algo que achei divertido, porém infelizmente, tem poucos desses fantasmas e faz uma idéia boa ser pouco utilizada. Vamos começar agora os aspectos negativos do game, o game tem alguns bugs, para ser generoso, por exemplo, personagens que não são para aparecer em determinado lugar aparecem, os controles não respondem direito contra os inimigos e etc, aliás, inimigos são outro ponto negativo, no jogo inteiro, existem apenas dois tipos de inimigos que podem afeta-lo, ok você é um fantasma e não pode morrer duas vezes, mas o único jeito de dar game-over ser um inimigo estático no chão e outro que é um espectro é um pouco demais. Quanto a eles, se você distraidamente pisar no que aparece no chão (algo raro já que é bem na cara), mas se pisar é praticamente game-over já que para se livrar você tem de ser muito rápido e os controles não respondem, quanto ao espectro, o ideal é matá-lo e para isso você tem de pegá-lo por trás sem que ele o veja, mas não é somente isso, você tem de fazer um comando com um dos botões e o direcional, que muitas vezes apesar de você ter feito corretamente dá erro e você precisa fugir do fantasma, algo que fica cansativo, não por ser difícil, mas repetitivo, já que esse é o único inimigo que de fato vai te “matar”. Logo a falta de variedade de inimigos é outro ponto negativo, um forte também, você é um detetive certo? Em diversos momentos, aparecem opções de deduções suas, por exemplo, após examinar todas as pistas, você chega a uma dedução, nessa hora aparecem opções, porém caso você não faça idéia qual delas é a correta, pode ir chutando de uma em uma, já que não há punição caso erre, ele apenas exclui a opção errada, isso para um jogo que o foco é o uso da lógica dedutiva é um forte ponto negativo, outro fortíssimo ponto negativo, é a falta de mecânicas que façam você querer voltar a jogar o jogo, diferentemente das minhas outras criticas, onde saem continuações dos jogos, dando a chance de você jogar os antigos de novo, suas escolhas mudarem a história, ou até mesmo o final, nesse após terminá-lo, não existe nada que faça você jogá-lo de novo, o jogo tem diversos coletáveis, porém você pode conseguir todos jogando uma vez só, e mesmo para quem curte troféus e conquistas, você pode conseguir platinar o jogo em uma partida só.

O jogo também é curto e bem fácil de terminar, conseguindo 100% dele, porém a trama e a plot do jogo são geniais, você realmente não suspeita quem é o assassino até ele ser revelado, o jogo com certeza que daria um ótimo filme de suspense com toques de terror, mas como jogo sucumbe infelizmente a por em prática tudo que propõe.
Porém, se você achar ele numa promoção, bem barato, vale com certeza a compra, já que realmente a história é muito boa e ele vai te divertir por umas horas, de quebra você ainda pode ganhar uma platina sem esforço, mas depois de zerado, ele com certeza vai para o fundo da prateleira, já que nem preço de revenda ele tem.

Enfim depois de um período na Terra Aziraphale se despede, já tenho meu estoque de chá e ervas, logo vou voltar para minha nave, essa época do ano é ótima lá por Orion, tem um restaurante lá que prepara um excepcional assado de Kork, com uma Urth bem gelada, vou ver se consigo a receita com os donos e passo para vocês, acho difícil, já que vem gente de outros universos só para saborear essa delícia, enfim não nos custa tentar né, posso oferecer minha cópia de Murdered para eles, afinal vai que né... Bem fiquem bem, Carpe Diem, aproveitem o dia com um chá bem quente, torradas e caviar (não faço idéia do que seja caviar, mas pelos filmes é muito bom, e filmes nunca mentem né? Ao menos com comida nunca vi eles mentirem, com comida não se mente...)


Murdered: Soul Suspect Nota 6,5

terça-feira, 24 de março de 2015

Crítica Mapa para as estrelas

No ano em que o vencedor do Oscar faz uma critica direta a toda a Hollywood, Cronenberg entra nessa temática de forma parecida, mas, claro, da sua maneira. O longa conta a estória Agatha (Mia Wasikowska), uma garota que acaba de chegar em Los Angeles e logo conhece Jerome (Robert Pattinson), um motorista de limusine que tem o sonho de ser ator. Logo ela começa a trabalhar para Havana (Julianne Moore), uma atriz com carreira decadente e que sonha em interpretar o papel da mãe em um remake. Junto a isso, conta também sobre o jovem Benjie (Evan Bird) que é a estrela principal de uma série de sucesso. Entretanto, o garoto teve internação recente e vive sempre sobre olhares da família e dos produtores do seriado.
Primeiramente, é totalmente necessário falar sobre o elenco. Todo composto de atores fantásticos e que dão performances dignas de aplausos para cada um. Os maiores destaques podem ser dados para Julianne (talvez em uma atuação melhor até de sua vitória no Oscar) e Mia. As duas dão uma aula genial. Seguindo pelo lado positivo é necessário falar também sobre o genial roteiro. Ele é composto de diálogos, na sua maior parte, vazios de significado. Esse fato se justifica como uma crítica aos atores e filmes atuais. Sempre muito superficiais e sem boas estórias a altura para serem contadas. Um fato interessante sobre a construção do roteiro é a crítica da falta de criatividade da indústria, sempre investindo em remakes. Além disso, outro fato interessante a ser abordado positivamente é a impecável direção de David Cronenberg. O diretor consegue adotar seu estilo peculiar e ao mesmo tempo contar esse estória de uma maneira intrigante e fantástica.
Nos aspectos técnicos, temos uma grande fotografia. Sempre buscando enquadrar objetos comuns sobre os atores, criticando o grande vazio e a não objetividade da indústria norte-americana. Os grandes problemas vêm junto com os outros pontos. Uma trilha sonora apagada e sem muito sentido ao longo da narrativa de Howard Shore, vai começando a apagar o brilho do longa. Além desse ponto, a edição e o ritmo do filme não ajudam em nada. Os dois extremamente fracos nas 1h51min. Esse tempo faz parecer ser de 2h30min devido a essas constantes falhas. Adicionando a edição, o filme poderia ter, pelo menos, 10 minutos a menos. Essas partes desnecessárias, realmente cansam.
Toda a crítica trabalhada no roteiro e na direção durante toda a narrativa funciona perfeitamente bem. É interessante fazer, inclusive, semelhanças com o grande vencedor esse ano do maior prêmio do cinema. É possível notar, ao mesmo tempo, diferenças totais nas duas abordagens: uma mais crua e na cara, no caso desse filme, e uma mais tranquila e a atual tendência, como em Birdman.
Mapa para as estrelas é um grande filme. Possui um fortíssimo elenco, roteiro e o diretor, mas acaba pecando em certos aspectos na qual poderia tornar toda sua duração impecável. Uma grande estória e com muitos bons momentos, mas que não empolga tanto.


Nota: 7,7/10
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