REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

domingo, 12 de abril de 2015

Minicast #2 Shuriken Sentai Ninninger Ep 3 E 4




De volta em mais um Minicast no gênero Tokusatsu, que tratamos sobre o Super Sentai atual Shuriken Sentai Ninninger. Aqui comentamos sobre os capítulos 3 e 4. Debatemos sobre nossas teorias para um roteiro possível ao longo da temporada. E o atual desenvolvimento dos personagens.

Dê play para adentrar num universo onde os shinobis não se escondem!!

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Crítica – Death Parade



Tendo sua estreia na temporada passada de inverno e dando representatividade aos seinens, Death Parade é o tipo de anime que nos intriga e provoca do início ao fim.
O anime começa nos dando a ambientação de um bar, onde um casal aparece sem saber exatamente o porquê ou como chegou lá, sem se lembrar nem mesmo o que fazia antes de estar no local. Sem encontrar uma saída, o casal é convencido pelo barman, chamado Decim (única pessoa no bar além deles) a jogar um jogo apostando suas vidas. O que acontece com quem perde? E com quem ganha? Nada disso é dito até certo ponto deste primeiro episódio, que acaba por desenvolver sua trama em torno das atitudes e reações do homem e da mulher enquanto jogam. Um desfecho surpreendente e a descoberta do real papel do apático barman deixam tudo mais intrigante, dando o impulso inicial necessário para que continuemos a querer entender o que é tudo aquilo que acabamos de assistir.

Obs: não pretendo revelar mais detalhes do que acontece no anime além disso por motivos de spoilers. :v

Um ponto muito positivo no staff do anime é o fato do criador, do diretor e o roteirista serem a mesma pessoa!
Yuzuru Tachikawa, soube exercer os três papéis de maneira fenomenal. O roteiro segue um bom fluxo, não é do tipo que nos faz ter muita empatia pelos personagens mas do tipo que nos faz refletir sobre suas escolhas e características. O psicológico do expectador é testado a interpretar/suportar diversas situações; tratando de assuntos pesados como violência doméstica, suicídio e abuso sexual.
O roteiro dos episódios se alterna de maneira equilibrada entre mostrar as diversas pessoas que vão ao bar Queendecim, explicar o porquê deste lugar existir e nos dar uma noção da história por trás de alguns personagens. Por essa variação de foco nos episódios (pelo menos até o sexto), o anime não parece ter uma plot definida, mas isso não influencia na continuidade da estória quando nos é apresentada a trama principal – mesmo que esta siga em segundo plano até o penúltimo episódio do anime. Os acontecimentos foram apresentados numa ordem que poderia dar muito errado se não fosse pela cautelosa e equilibrada direção do Tachikawa-san, que nos permite ir e voltar no tempo de cada capítulo sem nos deixar confusos e ainda com boa exploração dos temas abordados. Vale também dar destaque aos episódios 8 e 9 que, sem dúvidas, foram o ponto mais alto em todo o desenho em todos os aspectos.

A arte do anime também merece ser elogiada tanto em design de personagens/ambientes, quanto no tipo de traço escolhido. A expressividade, o jogo de luzes e filtros escuros nos deixam muito mais sensíveis aos acontecimentos ao longo dos episódios, o que foi complementar à intenção citada anteriormente de fazer o psicológico expectador reagir as ações dos personagens. A preocupação com os detalhes também é algo que foi muito bem aproveitado não apenas na função estética, mas também na simbologia funcional à trama.


A trilha sonora faz da ambientação situacional perfeita. A imersão de quem assiste é praticamente completa graças a isto. Sem contar que o tema de abertura, Flyers (BRADIO), se torna um excelente alívio cômico para o anime [ainda mais para aqueles que, assim como eu, viram quase todos os episódios em sequência, haha]. O encerramento também foi muito preciso, a música FULLi (NoisyCell), encaixou-se perfeitamente tanto quando as cenas finais eram padrão quanto eram cenas dos personagens envolvidos no episódio, uma melodia muito forte e compatível com o contexto do anime.

De tudo mostrado pelo anime, o único “defeito” digamos, é o fato dele terminar com muitas pontas soltas - algumas questões sem respostas, relacionadas principalmente à importância de alguns personagens e a origem do prédio onde se encontra o bar. Digo com aspas pelo motivo de que, mesmo curiosa por algumas respostas, o anime não prometeu responder tais questões mas sim mostrar debates e resolver a plot principal. Da forma como foi encerrado, o anime dá e não dá ao mesmo tempo margem para uma segunda temporada. Os acontecimentos finais ditam uma mudança muito grande no personagem Decim, o que poderia ser aproveitado de maneira fenomenal numa continuação. Mesmo assim, o final pôde ser satisfatório no sentido de que ele conclui um (primeiro?) ciclo de reflexões sobre caráter, humanidade e os conceitos de bom e mal, que acabam por ser o real propósito de toda a produção, creio.

Death Parade faz jus ao gênero seinen, traz suas discussões sobre certo e errado, justo e injusto e sobre como a mente humana lida com seus próprios limites. Personagens interessantíssimos, animação fluida e bonita mesmo que tratasse de temas pesados. A produtora Madhouse vem trazendo animes com um padrão muito bom, e este sem dúvidas foi um dos melhores da temporada de inverno 2014/2015 (se não foi O melhor mesmo na minha opinião).

Nota: 9,5/10


terça-feira, 7 de abril de 2015

Minicast Animes #1 Arslan Senkin

Em nosso primeiro Minicast sobre animes. Optamos pelo estreante dessa temporada de Primavera no Japão chamado Arslan Senki. Comentamos sobre o EP 1. E estaremos comentando cada capítulo semanalmente ao longo da temporada. Temos o retorno do convidado Okasaki. E o novato Kabutows.


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sábado, 4 de abril de 2015

Podcast #6 Death Note - Os Reis do Novo Mundo


Em nosso sexto podcast falamos sobre o mangá/anime Death Note. Seus personagens, o enredo e seu diferencial por não haver um vilão propriamente dito. Estivemos com o convidado Okasaki, que colaborou para uma conversa mais aprimorada sobre o assunto.
Mas, a pergunta que permanece é: O que você faria se tivesse um Death Note?


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terça-feira, 31 de março de 2015

Critica Ponte Aérea

Os filmes brasileiros mais recentes têm melhorado bastante. Seja no dinheiro investido, seja no roteiro, é notável a melhora (sem contar os filmes de comédia da Globo Filmes). Assim, Ponte Aérea segue essa tendência e se mostra como uma grande surpresa. O longa conta a estória do carioca Bruno (Caio Blat) e da paulista Amanda (Letícia Colin), que após o adiamento de um voo do Rio de Janeiro para São Paulo se conhecem no hotel. Após passarem juntos a noite, eles acabam se desencontrando, já que Bruno vai mais cedo embora. Apesar disso, eles voltam a se reencontrar e começam a se apaixonar, mesmo com a grande dificuldade da distância.
 Os pontos positivos começam nas atuações, destacando totalmente do casal principal. Letícia e Caio fazem um trabalho fantástico e a química entre os dois torna tudo mais real e devidamente verdadeiro. Seguindo com a brilhante direção de Júlia Rezende. Ela consegue jogar o espectador por dentro de toda a trama e nos sentimos devidamente conectados com cada um dos personagens. O roteiro também deve ser devidamente comentado. Muito bem trabalhado e com excelentes diálogos, isso tudo sem sentir expositivo e deixando a narrativa fluir perfeitamente.
Na parte técnica, deve se salientar a linda fotografia e a trilha sonora. O primeiro, sempre trabalhando a questão das cores e ajudando a formar lindíssimos planos que salientam para ditar o clima das duas cidades em que a estória se passa. Já o segundo, compõe lindamente o que acontece durante a linha narrativa. Deve ser falado também, mas pelo lado negativo, sobre a edição e o ritmo do longa. Os dois compõem para que a 1h40min de filme pareçam durar bem mais. Além disso, a edição parece bem preguiçosa em algumas partes, o que nunca é bom.
O filme possui um final fantástico e totalmente anti-clichê. É totalmente inesperado e ao mesmo tempo perfeito. Se encaixa com toda a melancolia e, muitas vezes, tristeza passada no decorrer da estória.
Por fim, é necessário dizer sobre as cenas de sexo. Elas acontecem algumas vezes e entram com uma função de roteiro extremamente inteligente, para demonstrar a aproximação dos dois. A direção de Júlia ainda salienta mais todo o amor impregnado entre os dois. Essas cenas acrescentam ainda mais para toda a qualidade do filme. Em tempos de 50 tons de cinza, fazer algo diferente e bem feito com sexo, não é fácil.
Ponte Aérea se demonstra como uma das grandes surpresas do ano. Com belas atuações, um belo roteiro e uma perfeita direção, mas com algumas falhas técnicas, o longa se demonstra ser muito mais do que aparentaria. Para todos que criticam filmes nacionais, vejam esse e mudem sua opinião.

Nota: 8,1/10

segunda-feira, 30 de março de 2015

Crítica Vicio Inerente

Se você é uma daquelas pessoas que gosta de uma comédia totalmente louca e psicodélica, veio ao lugar certo. Vício Inerente conta a estória de um detetive particular drogado (Joaquin Phoenix) que, nos anos 70, investiga o sequestro de um bilionário. O longa veio adaptado do livro homônimo de Thomas Pynchon.
Uma premissa que parece básica e um desenrolar que na mão de alguém não tão competente poderia fazer um péssimo trabalho, mas dirigido pelo genial Paul Thomas Anderson (Magnolia, Boogie Nights, O mestre, Sangue Negro) todo o investimento vale a pena. Uma direção genial que consegue trabalhar o máximo que a narrativa poderia tirar. Além disso, o clima extremamente psicodélico criado pelo diretor faz tudo parecer mais engraçado. Os planos longos, uma constante no filme, investidos pelo diretor também demonstram sua competência e a aproximação com a realidade.
De pontos positivos também temos as maravilhosas atuações. Joaquin comanda o time com um dos melhores papéis de sua carreira, mas Josh Brolin, Owen Wilson, Katherine Waterston, Benicio Del Toro, Jena Malone e todo o resto do elenco estão fantásticos. A direção de arte e o design também devem ser comentados. Os dois complementam toda a estética e a experiência ao assistir ao longa. O roteiro parece, ao inicio, extremamente confuso, mas com o desenrolar da narrativa demonstra-se espetacular. As resoluções, as linhas de diálogo, o desenvolvimento de personagem, tudo vale a pena nele. Por último, é interessante falar sobre a belíssima fotografia, sempre adicionando aos planos muito bem.
Mas como nem tudo são flores, Vicio Inerente não está imune de erros. A começar pela sua longa duração. As 2h30min não chegam a ser cansativas, mas pesam bastante para o espectador. Continuando pelo maior destaque a estética do que a própria estória. Muitas vezes durante o longa somos pegos maravilhados com toda a ambientação criada e extremamente confusos do que acontece na linha narrativa. Além disso, a fuga de uma didática explicativa normal pode tornar o filme extremamente irritante e confuso para os mais leigos no cinema. Por último, é necessário adicionar uma falha na mesma didática de apresentação de personagens. Muitos desses aparecem para dar informações ao detetive, mas todos seguem a mesma linha. A repetição de um “mini twist” a todo o momento se torna um pouco cansativa.
 O final do longa é extremamente interessante e reflexivo, além de conseguir fechar perfeitamente todo o pensamento que é trabalhado durante seus 150 minutos. Além disso, o fade out final é perfeito e digno de aplausos.
Vicio Inerente está longe de ser o melhor filme de Paul Thomas Anderson, mas também longe de ser um filme ruim. Extremamente bem realizado, com belas atuações, um roteiro fantástico e uma bela ambientação, mas alguns erros básicos que tornam o longa um pouco pior, mas não perde seu brilho.

Nota: 8,3/10

domingo, 29 de março de 2015

(Crítica) O Caso Final

                                                         

Salve, salve galera, quem volta aqui novamente é o Aziraphale, desta vez minhas andanças não foram intergalácticas, fui conhecer os segredos e mistérios desse planeta chamado Terra, conheci os mistérios de Oak Island, conheci Atlântida e Shangri-lá, sim elas existem e ainda hoje tem gente morando lá, pessoas ótimas, servem um ótimo chá, mas enfim vim aqui para mais uma crítica de games, dessa vez um jogo um pouco mais antigo, mas ainda pouco conhecido e com um plot muito bom.
O jogo Murdered: Soul Suspect, o jogo desenvolvido pela Airtight Games e distribuído pela Square-Enix, tem versões para PS3, PS4, Xbox 360, XboxONE, PC, o jogo é uma típica idéia genial que sucumbe às adversidades de colocar o plot em prática. Na trama do jogo, você é o detetive Ronan, que investigava o serial killer “Bell Killer”, um impiedoso assassino que está causando terror na cidade, porém acontece que Ronan acaba morrendo de forma impiedosa e violenta...na primeira cena do jogo,e isso é brilhante, exato você controla o fantasma do Ronan investigando a própria morte, o passado de Ronan é turbulento, você vai descobrindo detalhes dele ao longo da jogatina, como seu casamento com Julia, motivo principal da busca de Ronan pelo assassino mesmo após ter morrido, como você é um fantasma desde o inicio, você tem as características de um, podendo atravessar paredes, possuir pessoas e ler seus pensamentos ou até mesmo mexer com suas memórias e descobrir algo escondido na mente delas. Na realidade, com essa premissa, você poderia entrar em qualquer prédio da cidade correto? Na realidade, não é bem assim, você pode atravessar as paredes dentro dos prédios, mas não pode entrar por elas, precisando para entrar e sair de uma porta ou janela aberta, isso obviamente se dá, pelo fato de ser impossível fazer todos os prédios da cidade locações, ainda não chegamos nesse ponto gente, mas é explicado o porquê não podermos entrar, na trama do jogo, o principal faz lógica, logo é o de menos.

 O jogo se passa na cidade de Salém, famosa por suas bruxas e conseqüentemente a caça as mesmas, o jogo inteiro se passa nessa cidade, na época atual, sendo possível andar livremente pela cidade a qualquer momento do jogo, apenas áreas que serão visitadas no futuro do jogo encontram-se fechadas, no jogo inteiro, você encontra outros fantasmas, que leva a outro aspecto interessante do jogo, são pequenas tramas paralelas enquanto você busca pistas pelo Bell Killer, alguns desses fantasmas você pode interagir, eles estão presos nesse mundo devido a algum problema e você pode ajudá-los a passar para o outro lado com seus dons de detetive, é algo que achei divertido, porém infelizmente, tem poucos desses fantasmas e faz uma idéia boa ser pouco utilizada. Vamos começar agora os aspectos negativos do game, o game tem alguns bugs, para ser generoso, por exemplo, personagens que não são para aparecer em determinado lugar aparecem, os controles não respondem direito contra os inimigos e etc, aliás, inimigos são outro ponto negativo, no jogo inteiro, existem apenas dois tipos de inimigos que podem afeta-lo, ok você é um fantasma e não pode morrer duas vezes, mas o único jeito de dar game-over ser um inimigo estático no chão e outro que é um espectro é um pouco demais. Quanto a eles, se você distraidamente pisar no que aparece no chão (algo raro já que é bem na cara), mas se pisar é praticamente game-over já que para se livrar você tem de ser muito rápido e os controles não respondem, quanto ao espectro, o ideal é matá-lo e para isso você tem de pegá-lo por trás sem que ele o veja, mas não é somente isso, você tem de fazer um comando com um dos botões e o direcional, que muitas vezes apesar de você ter feito corretamente dá erro e você precisa fugir do fantasma, algo que fica cansativo, não por ser difícil, mas repetitivo, já que esse é o único inimigo que de fato vai te “matar”. Logo a falta de variedade de inimigos é outro ponto negativo, um forte também, você é um detetive certo? Em diversos momentos, aparecem opções de deduções suas, por exemplo, após examinar todas as pistas, você chega a uma dedução, nessa hora aparecem opções, porém caso você não faça idéia qual delas é a correta, pode ir chutando de uma em uma, já que não há punição caso erre, ele apenas exclui a opção errada, isso para um jogo que o foco é o uso da lógica dedutiva é um forte ponto negativo, outro fortíssimo ponto negativo, é a falta de mecânicas que façam você querer voltar a jogar o jogo, diferentemente das minhas outras criticas, onde saem continuações dos jogos, dando a chance de você jogar os antigos de novo, suas escolhas mudarem a história, ou até mesmo o final, nesse após terminá-lo, não existe nada que faça você jogá-lo de novo, o jogo tem diversos coletáveis, porém você pode conseguir todos jogando uma vez só, e mesmo para quem curte troféus e conquistas, você pode conseguir platinar o jogo em uma partida só.

O jogo também é curto e bem fácil de terminar, conseguindo 100% dele, porém a trama e a plot do jogo são geniais, você realmente não suspeita quem é o assassino até ele ser revelado, o jogo com certeza que daria um ótimo filme de suspense com toques de terror, mas como jogo sucumbe infelizmente a por em prática tudo que propõe.
Porém, se você achar ele numa promoção, bem barato, vale com certeza a compra, já que realmente a história é muito boa e ele vai te divertir por umas horas, de quebra você ainda pode ganhar uma platina sem esforço, mas depois de zerado, ele com certeza vai para o fundo da prateleira, já que nem preço de revenda ele tem.

Enfim depois de um período na Terra Aziraphale se despede, já tenho meu estoque de chá e ervas, logo vou voltar para minha nave, essa época do ano é ótima lá por Orion, tem um restaurante lá que prepara um excepcional assado de Kork, com uma Urth bem gelada, vou ver se consigo a receita com os donos e passo para vocês, acho difícil, já que vem gente de outros universos só para saborear essa delícia, enfim não nos custa tentar né, posso oferecer minha cópia de Murdered para eles, afinal vai que né... Bem fiquem bem, Carpe Diem, aproveitem o dia com um chá bem quente, torradas e caviar (não faço idéia do que seja caviar, mas pelos filmes é muito bom, e filmes nunca mentem né? Ao menos com comida nunca vi eles mentirem, com comida não se mente...)


Murdered: Soul Suspect Nota 6,5

terça-feira, 24 de março de 2015

Crítica Mapa para as estrelas

No ano em que o vencedor do Oscar faz uma critica direta a toda a Hollywood, Cronenberg entra nessa temática de forma parecida, mas, claro, da sua maneira. O longa conta a estória Agatha (Mia Wasikowska), uma garota que acaba de chegar em Los Angeles e logo conhece Jerome (Robert Pattinson), um motorista de limusine que tem o sonho de ser ator. Logo ela começa a trabalhar para Havana (Julianne Moore), uma atriz com carreira decadente e que sonha em interpretar o papel da mãe em um remake. Junto a isso, conta também sobre o jovem Benjie (Evan Bird) que é a estrela principal de uma série de sucesso. Entretanto, o garoto teve internação recente e vive sempre sobre olhares da família e dos produtores do seriado.
Primeiramente, é totalmente necessário falar sobre o elenco. Todo composto de atores fantásticos e que dão performances dignas de aplausos para cada um. Os maiores destaques podem ser dados para Julianne (talvez em uma atuação melhor até de sua vitória no Oscar) e Mia. As duas dão uma aula genial. Seguindo pelo lado positivo é necessário falar também sobre o genial roteiro. Ele é composto de diálogos, na sua maior parte, vazios de significado. Esse fato se justifica como uma crítica aos atores e filmes atuais. Sempre muito superficiais e sem boas estórias a altura para serem contadas. Um fato interessante sobre a construção do roteiro é a crítica da falta de criatividade da indústria, sempre investindo em remakes. Além disso, outro fato interessante a ser abordado positivamente é a impecável direção de David Cronenberg. O diretor consegue adotar seu estilo peculiar e ao mesmo tempo contar esse estória de uma maneira intrigante e fantástica.
Nos aspectos técnicos, temos uma grande fotografia. Sempre buscando enquadrar objetos comuns sobre os atores, criticando o grande vazio e a não objetividade da indústria norte-americana. Os grandes problemas vêm junto com os outros pontos. Uma trilha sonora apagada e sem muito sentido ao longo da narrativa de Howard Shore, vai começando a apagar o brilho do longa. Além desse ponto, a edição e o ritmo do filme não ajudam em nada. Os dois extremamente fracos nas 1h51min. Esse tempo faz parecer ser de 2h30min devido a essas constantes falhas. Adicionando a edição, o filme poderia ter, pelo menos, 10 minutos a menos. Essas partes desnecessárias, realmente cansam.
Toda a crítica trabalhada no roteiro e na direção durante toda a narrativa funciona perfeitamente bem. É interessante fazer, inclusive, semelhanças com o grande vencedor esse ano do maior prêmio do cinema. É possível notar, ao mesmo tempo, diferenças totais nas duas abordagens: uma mais crua e na cara, no caso desse filme, e uma mais tranquila e a atual tendência, como em Birdman.
Mapa para as estrelas é um grande filme. Possui um fortíssimo elenco, roteiro e o diretor, mas acaba pecando em certos aspectos na qual poderia tornar toda sua duração impecável. Uma grande estória e com muitos bons momentos, mas que não empolga tanto.


Nota: 7,7/10

segunda-feira, 23 de março de 2015

(Crítica) A Série Divergente: Insurgente



O mais novo longa adaptado da série Divergente de Veronica Roth traz uma continuação direta do primeiro filme. Sugere um investimento maior nos cenários de ficção científica pós-apocalítica, os figurinos notoriamente mais elaborados, além dos hologramas e a computação gráfica. A velha ambientação futurista devastada está presente para representar o aclamado conceito de distopia, com suas formas atípicas de controle de sociedade. Porém, não chega a ir além do que uma parábola para o adolescente no século 21.
Símbolo da revolução (Tris) contra símbolo da tradição (Jeanine); esse segundo filme pode ser definido por esta frase, pois não perde tempo para explicações apenas deixa claro que estamos em um cenário futurista, dividido em facções. Se você se enquadra em mais de um grupo, é considerado um divergente, e precisa ser eliminado por representar um perigo ao sistema. Somente disso que você precisa saber.

Shailene Woodley como Tris agora corta o cabelo para mais curto, como nos filmes de guerra, maneja armas de fogo como qualquer homem ao seu redor e supera testes dificílimos de realidade virtual, como Neo em Matrix (aliás, esta parece ser a maior referência de Insurgente). Em Insurgente Tris, Quatro e alguns membros da Dauntless (os corajosos) são fugitivos. A rebeldia da divergente toma forma e encontra voz, quando facções como Candor (os honestos) começam a se questionar sobre os atos cometidos da Erudite (os inteligentes). A questão é que o inconformismo de seus personagens não se traduz cinematograficamente, ou seja, não passa de boas intenções.
A ação programada do diretor Robert Schwentke para esse segundo momento foi a saída usual com mais chance de atrair o público que não leu ou assistiu o primeiro longa. Aqui vemos Tris se tornar a heroína de ação que merece, visto que no primeiro filme ela era apenas a menina que precisava evoluir da infância para adolescência, aqui pode-se dizer que ela deve lidar consigo mesma, com quem ela realmente é.
O filme peca em sua trama por se tratar de uma distopia em que requer uma expansão maior sobre o assunto tal como se refere. Ok é um filme adaptado de um livro para jovens adultos. Mas justamente por isso. Os personagens são outro problema, aliás, personagens esses que dificilmente demonstram qualquer traço de personalidade. Por vezes até complicado identificar alguns deles. Nesse quesito o único que demonstra presença é Peter de Miles Teller, que volta e meia criava situações de conflito com Tris.

As cores frias impostas no cenário deviam servir para os personagens se conectarem mais com elas a trazer uma atmosfera com mais dúvida e questionamentos. Mas ao invés disso os mesmos personagens que deveriam se conectar com elas passeiam pelas explosões e nas cenas de tensão que mais parecem cômicas deixam de completar o clima.
O elenco de modo geral até tenta ir mais além de suas atuações como a própria protagonista ao lado de seu par romântico Quatro (Theo James) tentam demonstrar, mas não passam o carisma de suas razões de ser. Arrisco dizer que “Insurgente” é um grande desperdício de grandes nomes de Hollywood - Kate Winslet que o diga. Como a vilã Jeanine ela chega a discutir seu plano maléfico consigo mesma, em um ato clichê dos vilões, que particularmente não acrescenta nada se for superficialmente. Naomi Watts, apesar de mais à vontade em seu papel como a líder sem facção Evelyn. Segundo ela para sobreviver na era dos divergentes é preciso se desprender das velhas regras da sociedade. Entretanto, faltou um aprofundamento maior em sua personagem para entendermos melhor sobre seu passado.

A hipérbole na ação tentou disfarçar o roteiro raso e seus personagens superficiais a ponto da computação gráfica fazer seu trabalho notório melhor que no primeiro filme. Ao público que não acompanha a série e estão procurando ação pode vir a calhar, mas francamente a menos que você seja fã da série dos livros escritos Veronica Roth, “A Série Divergente: Insurgente” provavelmente não será sua a melhor experiência nas salas de cinema esse ano.


Nota: 6,0

sábado, 21 de março de 2015

Minicast #1 Primeiras Impressões de Shuriken Sentai Ninninger Ep 1 e 2





Em nosso primeiro Minicast sobre a mais nova produção televisiva da TOEI animation. Falamos sobre a Shuriken Sentai Ninninger, que esse ano aborda o tema Ninja pela terceira vez em sua franquia Super Sentai.
Aqui Ultraboy e o convidado Mailson Santiago delimitam os principais pontos dos dois primeiros capítulos do seriado. Tendo em vista, desenvolvimento de personagem, ambientação, design dos vilões e zords, atuação e produção. A proposta desse Minicast é passar um pouco sobre como funciona uma das produções televisivas que está a mais tempo no mercado japonês, o por que de ser um sucesso até os dias de hoje.

Dê play para adentrar no universo dominado pelos efeitos especiais (Tokusatsu).


Link para download do seriado: http://www.tokushare.com.br/seriadoHistorias/view/534

Link para download do Minicast: https://mega.co.nz/#!RYR2jI7Z!7_Rl-hV0PbIMeQtksEvXPA_xEKsZ1nSCPnZThyPwxDE

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