REVIEW DOCTOR WHO S09E05 - THE GIRL WHO DIED

E se você descobrisse que a morte é uma habilidade?

PODCAST #18 - POR QUE ASSISTIR DOCTOR WHO ♥

Aqui discutimos sobre o porque Doctor Who, considerada a série mais antiga viva deve ser assistida. Vamos ouvir?

CRÍTICA AO FILME: PERDIDO EM MARTE

Que tal dar uma espiada na nossa mais nova crítica?

CRITICA DO LIVRO: ATÉ O FIM DA QUEDA

Que tal parar pra ler um pouco de literatura nacional fantástica?

SEMANA DO TERROR

Gostosura ou travessura? Essa semana trazemos nada mais nada menos que calafrios de te tremer a espinha. Que tal dar uma olhada em nossas travessuras diárias? Clica vai!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Crítica 50 tons de Cinza

A estreia dessa semana nos cinemas brasileiros e mundiais, foi a adaptação de um dos livros mais polêmicos dos últimos anos. Vindo de uma fanfic da série “Crepúsculo”, 50 tons de Cinza narra à estória de Anastasia Steele (Dakota Johnson), uma estudante de literatura inglesa de 21 anos. Certo dia, ela realiza uma entrevista para o jornal da faculdade com o jovem magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Depois disso, nasce uma relação amorosa e sexual entre as duas personagens, com prazeres sadomasoquistas.
 Os pontos positivos de todo o longa são bem poucos. Começando com a atriz Dakota Johnson, que tenta realizar o máximo de dramaticidade e juventude, que o papel exige, mas, extremamente mal dirigida, ela não consegue se sobressair. Continuando com a trilha sonora, que é bem interessante, conseguindo se encaixar relativamente bem com as cenas. Por último, a fotografia do filme, que não é vislumbrante, faz um papel interessante na linha narrativa, conseguindo dar uma continuidade boa à trama.
 Os pontos negativos começam o terrível roteiro. Mal escrito, realizado e com diálogos deveras horríveis. A vontade do espectador em muitos momentos é rir pelas linhas de diálogo absurdas. Em segundo lugar, a péssima direção. A película foi dirigida por Sam Taylor-Johnson (diretora do maravilhoso O garoto de Liverpool), que parecia não entender que linha pretendia seguir. Ora alternando pontos de vista, ora com uma câmera estranha, a diretora parecia não saber o que queria com toda a estória. Mais um ponto extremamente negativo é a edição. Muito mal feita e deixando um filme de duas horas parecendo durar de três a quatro. Por último, o horroroso desempenho de Jamie Dornan como Christian Grey. É terrível ver a quase nenhuma mudança no rosto do artista e a interação quase nula com a cena.
 A grande polêmica em torno dos livros e do filme seriam as cenas de sexo, que só demonstraram o quanto o filme é ruim. Essas cenas são extremamente mal dirigidas e quando tentam buscar um desconforto no espectador, faz esses mesmo rirem pelo ridiculo. Além disso, essas cenas são bem rápidas e acontecem até em bem poucos momentos dos 125 minutos de longa.
 O final do filme deixa em aberto tudo que pode acontecer dali pra frente. Com o sucesso repentino, devemos esperar continuações dessas horripilantes obras, infelizmente.
 Cinquenta tons de cinza é uma das piores películas dos últimos anos. Conseguindo se salvar em pouquíssimos pontos, mas sendo extremamente ruim no resto, essa estória demonstra o quanto ainda se podem criar obras extremamente ruins. Ao final do longa, o alívio virá ao espectador e a vontade de rever 30 vezes “O poderoso chefão” para voltar a gostar do cinema.


Nota: 1,8/10

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Podcast No.3: As séries mais esperadas de 2015




E ai galera! Está no ar nosso terceiro podcast! Nele falaremos das séries que estreiam em 2015 que mais aguardamos. Ultra Boy, Zekken, Ilúvatar, Líreth e a convidada Melina, falarão bastante sobre cada um dos grandes seriados que irão estreiar. Confiram!

Links adicionais:
Better Call Saul - http://www.adorocinema.com/series/serie-16950/
Izombie - http://www.adorocinema.com/series/serie-17055/
Demodilor - http://www.adorocinema.com/series/serie-17050/
Gotham - http://www.adorocinema.com/series/serie-16973/
Unbreakable Kimmy Schmidt - http://www.adorocinema.com/series/serie-17040/
Transparent - http://www.adorocinema.com/series/serie-16877/
The last man on earth - http://www.adorocinema.com/series/serie-17329/
Hannibal - http://www.adorocinema.com/series/serie-10545/
American Crime - http://www.adorocinema.com/series/serie-17031/
American Crime Story - http://www.adorocinema.com/series/serie-18227/

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Crítica: O Grande Hotel Budapeste


A produção tem início na fictícia República de Zubrowka, na Europa da década de 30, e narra as aventuras do concierge Gustave H. (Ralph Fiennes) e de Zero Moustafa (Tony Revolori, jovem, e F. Murray Abraham, adulto), mensageiro que se torna seu inseparável amigo. Os dois trabalham no hotel que dá título ao filme numa região alpina do Leste Europeu. Excêntrico, amante de poesia, perfumes e senhoras mais velhas, o gerente se vê vítima de uma conspiração quando sua adorada Madame D (Tilda Swinton, envelhecida com maquiagem) é encontrada morta.
A trama fica ainda mais interessante com a “introdução” feita pelo Autor australiano Stefan Zweig que aparece no filme. De fato, Zweig sempre foi inspirado por histórias reais que ele ouviu de outras pessoas e, especialmente, pelas próprias vivências, paisagens e pessoas que ele encontrou pelos diferentes lugares por onde esteve. Quem vive da arte, seja ela escrita, filmada ou cheia de acordes, sabe o quanto a inspiração surge após grande observação, muita audição, sensibilidade nos tratos e trabalho duro. Com Zweig, como com tantos outros, foi assim.
As repetições nos diálogos constituem o estilo narrativo do diretor, que poderia parecer incoerente e quem sabe inconstante, entretanto, é na repetição que está uma das partes mais deliciosas do roteiro, pois é nesse instante que lhe confere a risada perante a cena. O design de produção, a direção de fotografia, a direção de arte e os efeitos visuais são dignos de aplausos. Mais ainda se considerar os doces servidos por Agatha (Saoirse Ronan), quando em diversos momentos está presente no filme exalando sua beleza de mais glacê e pouco recheio.
O contexto de invasão militar vai aparecendo aos poucos no filme, até que ele se consolida com a “ocupação” dos homens que lembram os nazistas no hotel. Mas antes e depois deste ponto, em duas sequências no trem, a mensagem de indignação de Zweig ficam muito evidentes.
Quem olha apenas para a cobertura cheia de glacê de The Grand Budapest Hotel vê somente o apuro visual e as interpretações inspiradas do elenco, com destaque para a dobradinha da dupla Ralph Fiennes (como o concierge original do hotel, o Monsier Gustave) e Tony Revolori (como o mensageiro, o “lobby boy”, Zero). E na dupla de vilões Dmitri (Adrien Brody), herdeiro de Madame D. que não aceita repartir nada da riqueza da mulher com M. Gustave; e também na crueldade do capataz de Dmitri, o impassível Jopling (Willem Dafoe em um grande trabalho).

A salada mista é valorizada por um ótimo elenco, mas só ganha interesse real quando fazemos um paralelo de tudo que vimos com a história de Zweig. A película certamente, é ainda mais bonita quando lembrada, seja por seu espetáculo visual ou mesmo por suas ambientações sórdidas cheias de perseguições.
A homenagem nos créditos finais faz a produção ter um outro sabor, escondido por baixo de tanto glacê. Apesar de divertido em muitos momentos, romântico em alguns lampejos e veloz durante os momentos de ação, The Grand Budapest Hotel é um filme sobre princípios e sobre a poesia que resiste em momentos em que a realidade toda parece dominada pela crueldade. Digno.

O longa que cativa pela proposta, mais do que pelo resultado final. Está com o dedo do originalista Wes Anderson. Incrível como seu cinema é expressivo e repleto de uma visão artística incomensurável, capaz de nos mergulhar sob sua narrativa tão intensamente, que vezes nos faz sentir dentro da própria película.

Nota: 10



Nota de pé da página: De vários aspectos técnicos pelo qual o filme se destaca eu particularmente fiquei ainda mais vislumbrado com a representação do autor na própria história. Pois na minha visão Zweig está representado em três personagens: no Autor, em M. Gustave e em Zero. No primeiro, por uma razão evidente: o Autor fala de seu trabalho e é relembrado gerações após gerações. No segundo, por causa da sensibilidade do personagem, um homem que é pacifista e que defende o direito de qualquer pessoa em ter liberdade e ter oportunidades, sendo valorizada conforme se dedica ao trabalho e a melhorar. E no caso de Zero, por ele ser judeu, perseguido, ávido por novidades e por aprender, e por ter uma história bonita de romance com Agatha – a exemplo de Zweig com Lotte. Mas cada um destes personagens pode ter sido apenas inspirado por Zweig, sem a intenção que nenhum deles representasse o autor.
E uma curiosidade sobre a produção: o nome da fictícia república de Zubrowka foi inspirado na vodca polonesa Zubrowka.
Wes Anderson rodou o filme em três formatos diferentes (1.37, 1.85 e 2.35:1) para demarcar ainda melhor e de forma visual os três períodos diferentes em que a história é ambientada: 1985, 1968 e 1930.
De acordo com o site Box Office Mojo, The Grand Budapest Hotel teria faturado pouco menos de US$ 58,8 milhões apenas nos Estados Unidos, e outros US$ 108 milhões nos demais mercados em que o filme estreou até o momento. Mesmo sem informações sobre o custo da produção, nada mal, não é?
Basta observar na própria filmografia de Wes Anderson para ver que este filme lembra diversos outros. Vale conferir clássicos recentes do cinema, como Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain. Mesmo bebendo de várias fontes, é fascinante ver como Anderson utiliza bem a tecnologia moderna e enquadramentos antigos, dos primeiros filmes do cinema, ainda na era preto e branco. Bela homenagem, e com muita propriedade.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha n°1: Como eu era antes de você





Finalmente nossa tão esperada resenha, caro leitor! Hoje falaremos de nada mais, nada menos, que: Como eu era antes de você! (SIIIIM!)
Conhece esse livro? Não? Então, senta aí que vai começar a história!
Lançado em 2013 pela editora Intriseca, esse Romance de ficção da tão aclamada Jojo moyes, finalmente chegou as prateleiras das livrarias!
O livro começa de uma forma um tanto quanto inesperada, um acidente que muda a vida de uma família inteira. Porém, para a nossa surpresa o livro não retrata necessariamente o rumo dessa catástrofe. Ele não se torna enfadonho e nem um pouco previsível, por incrível que pareça, ele retrata como esse acidente pode mudar a vida de uma pessoa externa a ele.
Tudo começa com a nossa queridíssima Louisa Clark (protagonista) desempregada. Ela é uma típica britânica que leva um dia após o outro sem se preocupar necessariamente com o futuro, uma garota sem objetivos de vida e extremamente acomodada. Porém, o que impressiona conforme as páginas se seguem no livro, é o desenvolvimento da personagem, tratada com uma leveza quase imperceptível. Vemos a Lou praticamente crescer, suas mudanças e o seu modo de pensar mudarem com o tempo e amadurecerem, isso é incrível e tratado de uma forma excepcional.
Agora chegamos a parte complicada do livro e ele se chama: Will Traynor! Na minha humilde opinião ele é o personagem mais complexo do livro, sinceramente, ele faz você se questionar quanto a sua própria vida e ver as coisas de uma outra maneira. Will, foi quem sofreu o terrível acidente e  teve toda a sua vida modificada e,  de algum modo, teve que aprender a conviver com perdas. Entre elas, perda de movimento corporal. Sim, ele é tetraplégico.
Imagino que você deva estar pensando: Não vou ler mesmo esse livro, ele deve ser extremamente triste! E, até consigo entender esse seu pensamento, afinal, quando percebi sobre o que o livro tratava, fiquei extremamente desanimada. Porém, o que realmente impressiona é que em momento algum o livro te faz se sentir triste pelo Will, na verdade, ele faz com que você tenha uma visão diferente quanto aos deficientes físicos e  ter uma consciência critica em relação as dificuldades que eles passam. Nunca vi nenhum livro abordar o tema da maneira que a Jojo Moyes conseguiu.
No livro todo a deficiência é retratada não necessariamente como um problema, mas sim como um obstáculo a ser passado por cima e é extraordinário o modo como ela nos faz refletir sobre as nossas “míseras” dificuldades diárias.



Bem, apresentado os principais personagens, vamos as características do livro:
Leitura bem leve e extremamente solta, Jojo Moyes, nos segura pela sua fácil escrita, pontuação e paragrafação simples. Somos fisgados em suas 320 páginas no total, pelo seu modo de escrever e o livro se torna simplesmente impossível de parar de ler. Como dito acima, embora o tema seja algo triste e difícil de lidar, ela trata disso de uma forma incrível, onde, em momento algum, você vê a deficiência física como um problema necessariamente dito, mas sim, como um desafio a ser vencido e é basicamente quanto a isso que se estende todo o livro. Um livro que te estimula a vencer barreiras.
E querem saber o final?  Talvez muitos tenham odiado pela quebra de expectativa, mas é, sinceramente, o que mais marca no livro. A autora não deixa à decepcionar. Ela quebra toda a sua expectativa de final e coloca algo mais real, algo que supera quaisquer contos de fadas lido. Ela praticamente te dá um tapa na cara e te mostra o que é a vida.  Isso é sensacional! Ela traz toda a realidade possível e escreve no papel e quando você lê o final, pensa que não poderia ter sido realmente outra coisa. Curioso?

Bem, deixo vocês por aqui, que tal dar uma espiada nesse livro e descobrir se ele faz seu tipo ou não? Quem sabe você resolva ficar? 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Crítica Birdman

Se a moda no cinema no momento são os filmes de heróis, que tal um que venha criticar essa moda? Assim é que conhecemos Birdman. O longa trata da história Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que fez um extremo sucesso com uma franquia de filmes de herói chamada Birdman. Ele é reconhecido por esse grande sucesso, enquanto tenta dirigir e atuar em uma peça para a Broadway.
A primeira coisa a se falar de Bidman é: uma obra-prima. A começar pelas atuações perfeitas. Michael Keaton, Edward Norton e Emma Stone são os que mais se destacam, não é a toa que foram indicados ao Oscar. O maior destaque vai para o grande protagonista, pois Michael Keaton consegue criar três faces daquele personagem, em uma atuação de deixar qualquer pessoa de queixo caído. Apesar do destaque para o trio, todo o elenco de apoio tem atuações maravilhosas. Continuando pelo roteiro magnífico de Alejandro González Iñárritu. Extremamente bem feito e com diálogos memoráveis, ele conduz o expectador de maneira genial. A direção é realizada pelo próprio Alejandro, diretor do maravilhoso “Amores Brutos”, e é feita excelente. Toda a película é filmada para parecer como se fosse um grande plano-sequência, mas é possível perceber os cortes feitos (Uma dica é não tentar perceber cada corte, isso só aumenta o valor e toda a experiência do filme). Com isso é possível notar o quanto a direção é perfeitamente bem realizada.
Nos aspectos mais técnicos, Birdman se sobressai absurdamente. Começando pela trilha sonora, que sempre compõe muito bem toda a narrativa e em certos momentos é utilizada como elemento cômico. Por exemplo: Quando se ouve um som de uma bateria e ao personagem passar por um beco, há uma pessoa tocando uma bateria. A fotografia ajuda firmemente a completar o estado emocional dos personagens. Se escura, pode expressar raiva ou tensão. Se mais amarelada, uma maior liberdade daquele personagem.
O final do longa é um daqueles que podem ser extremamente debatidos. Seja pelo que acontece nos últimos frames antes do fade out, seja pelo futuro dos personagens a partir dali. Todo o desenvolvimento do roteiro faz com que os espectadores não consigam tirar da cabeça toda aquela estória e sua continuidade por um bom tempo.
Birdman é um daqueles filmes que não se vê nos cinemas todos os dias. Com atuações, roteiro, direção, trilha sonora, efeitos, fotografia e etc perfeitos, o longa merece de fato todas as indicações que recebeu no Oscar 2015. Agora cria-se uma dúvida na cabeça: qual filme torcer nos Oscar? Whiplash, Boyhood e Birdman vêm como os três melhores filmes para esse ano e dos últimos anos do cinema também, mas, além de torcer, todos os cinéfilos devem sorrir, pois os filmes geniais têm voltado a moda.


Nota: 10/10

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Crítica: O Jogo da Imitação


“Às vezes, as pessoas de quem não imaginamos nada, são aquelas que fazem as coisas que ninguém imagina”. Essa é frase que permeia o longa, e acaba por ensinar a nós e aos protagonistas que a ajuda pode vir dos lugares ou das pessoas que menos esperamos.
O filme que procura contar a história do matemático Alan Turing, nos remete a um tempo de guerra em que mesmo fora dos campos de batalha se pode atuar como um soldado. A missão de Turing é decifrar todos os códigos nazistas, da indecifrável Enigma. Nessa corrida contra o relógio, a equipe de criptógrafos deve pôr suas vidas nas mãos do matemático, que está por construir uma máquina capaz de criptografar qualquer coisa.
A película que foi indicada a 8 Oscars, é capaz de nos dizer, que não é mais um telefilme, mas uma parte da história, na qual diretor norueguês Mortem Tyldum faz questão de não esquecermos. As atuações de Benedict Cumberbatch e Keira Knightley são o destaque do longa, não obstante, Mark Strong e Charles Dance não ficam atrás desempenhando com exatidão e fluidez seus personagens. Outro ponto importante foi a infância de Alan Turing, um menino gênio autointitulado “agnóstico a violência”, vítima de bullying e apaixonado por seu melhor amigo de colégio e que cresceu em um sujeito arrogante, insubordinado e inapto no trato social, embora não seja ignorante a ponto de não saber portar-se diante de seus pares. Dessa forma, o longa foi capaz de demonstrar o lado humano do matemático com instantes de sensibilidade, ainda transmitindo a sensação não de ser incapaz de compreender as sutilezas do uso da linguagem e ironias da inflexão verbal, mas de que não dá a mínima a rodeios em sua preferência de conversas diretas – como o computador que viria a construir e, sobretudo, o teste elaborado para identificar se um interlocutor é um homem ou uma máquina.

O roteiro de Graham Moore é digno de ser objeto de estudo. O mesmo consegue uma harmonia interessante entre o drama histórico e a cinebiografia; através das aspirações de Turing e ao mesmo tempo narrar o quebra cabeça posto pelos nazistas, que se decodificado poderá encurtar a guerra em pelo menos dois anos. Entretanto, os diálogos muitas das vezes parecem inconstantes com frases repetitivas, apesar de algumas serem inspiradas trazendo o lado mais humano do matemático. E infelizmente a trilha sonora de Alexandre Desplat não enaltece a trama como deveria.

Como o filme deixa claro nos créditos finais, entre 1885 e 1967 cerca de 49 mil homens foram condenados por serem homossexuais no Reino Unido – essa orientação sexual era vista como crime. Turing, realmente, acabou tendo o passado resgatado. Mas nunca saberemos tudo que ele poderia ter feito pela ciência se não tivesse passado por aquela situação.

Nota: 8,5

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Crítica Foxcatcher

Não é todo dia que se vê um ator de comédia com uma versatilidade imensa como Steve Carell, assim, esse, demonstra a sua força interpretativa mais uma vez em Foxcatcher. O filme trata sobre o campeão olímpico Mark Schultz (Channing Tatum) que é chamado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para integrar e liderar a equipe Foxcatcher de luta para os jogos olímpicos de Seoul em 1988.
 O primeiro grande ponto do filme são as maravilhosas atuações do trio principal, que conduz 99% da narrativa. Steve Carell, Channing Tatum e Mark Ruffalo, que interpreta o irmão de Mark e também é campeão mundial, tem demonstrações espetaculares.  Desde trabalhos pelo corpo até olhares, são performances que não serão esquecidas tão facilmente. Em segundo lugar, a direção muito boa de Bennett Miller colabora muito para o desenvolvimento da trama. Utilizando os planos abertos e fechados em momentos perfeitos, o longa fica devidamente bem conduzido. Além disso, vale destaque para o roteiro muito bem feito e trabalhado e para a fotografia, que compõe eficazmente o clima que a película quer passar, sendo muito introspectiva.
 Os pontos fracos de Foxcatcher começam com a trilha sonora. Essa que pouco aparece e quando se demonstra vem de forma bem fraca, as vezes até atrapalhando o andamento da estória. Mais uma falha foi a inserção de situações secundárias sem nenhuma utilização na linha narrativa principal. Além disso, o maior erro foi a edição e consequente a ela, o ritmo. Um filme que não se torna arrastado por pouco, mas que possui cenas extremamente maiores do que deveriam ser em certas ocasiões. Com isso, a duração poderia ser diminuída pelo menos em 20 minutos.
O final do longa é extremamente impactante e inesperado. Com acontecimentos verídicos, a estória vai se tornando cada vez mais diferente e bizarra. Assim, vai o aviso: Se você não sabe os acontecimentos reais da vida de Mark e David Schultz, não procure na internet, pois o spoiler vai ser grande.
Foxcatcher é um filme extremamente interessante e diferente em sua maneira de contar os acontecimentos. Com uma direção muito boa e atuações excelentes, mas com um ritmo extremamente lento, a película mostra que poderia ser um pouco melhor. Apesar disso, deveremos ver ele com certeza nas listas de melhores filmes do ano e isso leva a uma grande questão: Por que não está indicado como melhor filme no Oscar?


Nota: 8,3/10

sábado, 24 de janeiro de 2015

Podcast nº1: Filmes que ninguém conhece, mas que todos deveriam ver!





Olá pessoal! Está começando nosso primeiro podcast! E sabe os filmes que você nunca ouviu falar e sua amizade cinéfila fala dele e você fica "WTF?". Então, Ultra Boy, Zekken, Líreth e Ilúvatar indicam alguns desses maravilhosos filmes pra vocês. Ouçam!


Podcast Nº2: SCOTT PILGRIM! Contra o cinema e as HQ's




Você é viciado em Scott Pilgrim ou simplesmente é curioso em saber se vale a pena ou não ler/assistir? Então você esta no lugar certo meu caro! Ultra Boy, Zekken, Líreth e Ilúvatar falam um pouco sobre o filme e os quadrinhos!
Inaugurando nosso segundo podcast nada mais nada menos que Scott e Ramona para nos alegrar e entusiasmar com as suas aventuras!
Que tal pegar uma xícara de café e sentar aí que já vem história?


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Um dos eternos chegou ao fim

Aziraphale e-mail: aziraphale.lucius@yahoo.com.br


                                              Um dos eternos chegou ao fim

Salve, salve galera, aqui quem ta invadindo o grupo é o Aziraphale, vim de um mundo distante, há alguns anos luz da Terra, resolvi entrar em contato especial e falar sobre algo que merece ser comemorado, afinal existem algumas obras eternas em publicação lá no nosso querido Japão.
Seja por que são extremamente longas caso de One Piece do senhor Oda, seja por que o autor tem um ritmo mais lento de produção, nesse ponto entram o senhor Togashi e seu Hunterxhunter, o senhor Miura e seu Berserk, o senhor Hagiwara e seu Bastard e o que vim escrever, o senhor Sadamoto e seu Neon Genesis Evangelion ou apenas Eva para os fãs, então o senhor Sadamoto saiu dessa lista, já que no fim do ano passado, mais precisamente em novembro, terminou sua famosa obra.
               Publicado no Brasil por duas editoras, de inicio a editora Conrad publicou a obra até a edição 10 em formato meio-tanko, aquele formato em que cada edição original japonesa era dividida em duas brasileiras, logo a última edição no Brasil da Conrad foi a de numero 20 lançada em 2006, a editora começou a publicar a obra em 2001, com o fim da editora, por razões nunca 100% explicadas e que podemos discutir no futuro próximo em um podcast, caso queiram, muitos de seus títulos foram encerrados, ou leia-se cancelados, títulos como One Piece, já citado, Monster, do senhor Urasawa, Vagabond do senhor Inoue, entre muitas outras ficaram sem ter um fim, e o manga Eva estava entre eles, mas como todas as grandes obras não ficam muito tempo sem ver a luz do dia, a grande maioria das obras acharam novas casas. One Piece, Dragon Ball, Monster, acabaram indo para editora Panini, Vagabond está sendo publicado pela Nova Sampa, que também possui os direitos de Slam Dunk publicado completo pela Conrad, mas que se encontra com vários números esgotados, já a JBC editora pegou os direitos de Cavaleiros do Zodíaco e o famoso Evangelion, que voltou a ser publicado em 2010, 4 anos após a última edição pela Conrad, a JBC ainda conseguiu um feito, vindo a concluir o fim do manga junto com 17 países além o Japão em novembro do ano passado. Porém antes a Conrad ainda possuía os excelentes Blade- Lâmina do imortal, Sancturay, Delivery Service of Corpse, e nada mais nada menos do que Nausicäa do mestre Miyazaki, todos incompletos e sem opção os fãs além das importações, quem sabe uma boa alma que leia isso, não seja próximo a uma editora e consiga uma dessas obras, não custa tentar né...
               Mas enfim sobre o Eva, o título passou das mãos da Conrad para JBC que publicou o fim dele, além do relançamento completo da obra com o formato tanko, igual ao Japão, tendo mais quatro edições tanko e oito meio-tanko, (ao todo a série teve 14 edições tanko, ou 28 no caso do meio tanko) a série em publicação desde 1995 era considerada eterna pelo ritmo lento do autor Yoshiyuki Sadamoto, que escrevia em torno de uma edição por ano, um numero considerado bem baixo ao padrão japonês, a obra Evangelion também não era de sua criação e sim do Studio Gainax e mais precisamente do senhor Hideaki Anno, um dos donos do estúdio e gênio por trás da obra.

               Também existe o fato de que a obra foi criada por duas vias, uma a animação lançada em outubro de 1995 e finalizada em março de 1996, totalizando 26 episódios com a visão do senhor Anno da idéia criada por ele e o manga iniciado no mesmo ano com a visão do mangaka Sadamoto da obra, ou seja, são duas visões de uma mesma trama, que tem diversas diferenças, além desse detalhe a obra gerou um grande rebuliço com inúmeros fãs que a idolatram e compram tudo o que é lançado sobre ela, desde jogos e actions, até itens como travesseiros e coisas do gênero, já que é uma obra com um bom grau de fan-service (quando o autor do manga ou anime usa artifícios como mostrar uma leve nudez feminina para o publico masculino, porém nada muito forte, algo como um agrado a esse público) então estender o máximo possível uma fonte desse porte de lucros para o estúdio, é algo que seria considerado até natural, afinal se você estivesse ganhando milhões todo mês com venda de produtos e licenças de uma criação sua, não ia querer estender isso o máximo que pudesse? Sem contar que fizeram uma nova versão do anime, chamado Rebuild of Evagelion constituídos por quatro filmes lançados no Japão anualmente, onde 4° filme provavelmente vai estrear esse ano de 2015 no Japão. Logo magicamente as duas obras acabam praticamente juntas, fechando com chave de ouro, essa saga, uma das mais psicológicas, emocionais e depressivas, porém geniais que já tive o prazer de ler e assistir, por fim vale lembrar que também foi lançado um manga shoujo da serie, que foi publicado no Brasil integralmente pela Conrad (Evangelion Iron Maiden 2nd da mangaka Hayashi Fumino, com seis edições, mas 12 pela Conrad que são basicamente os personagens da série tendo problemas de cunho afetivo como uma série shoujo genérica. 


Se ficaram curiosos com um pouco de empenho ainda é possível achar ela completa em sites da internet como comix, estante virtual e o mercado livre a preços razoáveis.) Além do filme The End of Evangelion que explica melhor o final da animação de 1995. Caso não conheçam a série no momento ela é extremamente fácil de ser encontrada completa pela JBC em formato tanko, em sites de HQs, como Comix, Loja anime pró, pointhq, metropolis, banca 2000, são alguns exemplos. Quanto ao anime de 1995, existem algumas lojas que possuem a versão fansub, porém é facilmente encontrado na internet completo já a versão Rebuild, foi lançado as partes um e dois no Brasil, porém sem anúncios das partes três e quatro, infelizmente as partes um e dois no momento encontram-se difíceis de serem encontradas em mídia física, porém facilmente na internet se acha, com certeza vale a conferida. É isso, texto enorme e Aziraphale deixa vocês para voltar ao meu planetinha por hora, já que nos encontramos e tudo mais senta aí que lá vem história, tome um chá preto com torradas também. Que tal xD
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